Votos de Festas felizes com todos os que gostam. Muitas amêndoas doces.
sábado, 4 de abril de 2026
terça-feira, 11 de novembro de 2025
Feliz dia de São Martinho
No dia de São Martinho pede a tradição comer castanhas e beber vinho. Tal como diz o ditado "No dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho".
Hoje em dia o vinho foi substituído por jeropiga ou por água-pé, com vantagens. A lembrar este dia mostro-lhes uma gravura da autoria de José Malhoa que chegou cá a casa há poucos dias. O original encontra-se nas Caldas da Rainha, no Museu José Malhoa e data de 1907.Este é apenas um lembrete, porque o outro nome do quadro para além de "Festejando o São Martinho" é "Os bêbados"
sexta-feira, 21 de junho de 2024
As Festas Populares vistas por Bernardo Marques
segunda-feira, 10 de junho de 2024
As Festas da Cidade em 1958
Há 56 anos as Festas da Cidade de Lisboa estendiam-se por quase todo o mês de Junho.
O programa publicado numa revista especial mostrava-nos artigos com pormenores sobre os melhores momentos das festas dos anos anteriores, um artigo sobre Santo António, as letras das marchas dos diferentes bairros e outro tipo de informações adequadas.
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| O trono de Santo António premiado em 1952 |
O mais surpreendente era o título do anúncio que o publicitava para uso nas “Festas da Cidade ou da Aldeia”, que assim se tornavam mais alegres. Original, pelo menos!.
sábado, 11 de novembro de 2023
Feliz Dia de São Martinho
Foi a primeira
vez que experimentei, substituindo a jeropiga, mas como confrade da Confraria
da Cherovia, reconheço que não podia ser mais adaptado. Muito agradável. Recomendo.
segunda-feira, 12 de junho de 2023
Idade Média. Refeições simples e banquetes
É este o título da comunicação que irei apresentar em Guimarães nas Jornadas Históricas cujo tema é este ano: "O quotidiano na Idade Média".
Aqui fica o convite e a
informação sobre os festejos globais, bem como sobre as comunicações desse dia que,
como podem constatar, vão ser extremamente interessantes.
sábado, 6 de maio de 2023
O Dia da Mãe em 1962
Foi assim durante toda a minha
infância e adolescência. Era uma data que não esquecíamos, fomentada pelo
ensinamento nas escolas. Faziam-se
cartões ou outros presentes ou comprava-se, com o dinheiro amealhado das
semanadas, prendas simples. Lembro-me de
quando apareceram as flores em plástico (uma inovação que achávamos maravilhosa)
de ter comprado um ramo para oferecer à minha mãe.
Depois, em data que não
recordo, a própria Igreja decidiu mudar o dia, para não coincidir com o de Nª
Sª da Conceição. Um absurdo que veio a diluir a data. Eu nunca mais soube
quando era e tal como eu muitas pessoas, que esqueceram o dia.
Hoje é inacreditável o número
de acontecimentos que se comemoram num único dia. É que o ano só tem 365 dias e
todos os dias são atribuídas novas comemorações. Ainda há pouco tempo me
deparei com o Dia da Asma, juntamente com a comemoração de outra doença, e
provavelmente de um santo e mais alguma coisa que acabaram de inventar.
Bem, isto apenas para mostrar
esta carteira de plástico da Mocidade Portuguesa, oferecida aos jovens em 8 de
Dezembro de 1968. Ao abrir-se, podia observar-se do lado direito uma placa em
alumínio, com o emblema da Mocidade esmaltado, onde se observa a mãe, o filho
e, em plano de fundo, uma imagem de Nª Sª da Conceição.
Do lado esquerdo uma janela de
plástico transparente permitia ver a fotografia do jovem fardado da Mocidade,
que fazia esta oferta à sua mãe. Por baixo podia ler-se uma frase de
agradecimento à mesma, pedindo-lhe a sua bênção.
Um presente que implicava uma
certa preparação e que transmitia uma ideia de um mundo perfeito, como se
pretendia durante o Estado Novo.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2022
Boas Festas 2022-2023
A escolha de um cartão
adequado para formular votos de Boas Festas não é fácil.
Comecei a guardá-los quando
há alguns anos percebi que estavam em vias de extinção. Agora já se contam
pelas centenas (uma forma modesta de dizer milhares), divididos em duas grandes
temáticas: pessoais ou familiares e de empresas. De todos eles selecionei os
mais interessantes que têm lugar em pastas, enquanto os outros se acumulam em
caixas.
Quando chega o Natal a
escolha depende do aspecto gráfico mas também da minha disposição. Este ano não
me apetecia usar um artístico, ou um
romântico do século XIX, nem um dos anos 70 que tem anjinhos papudos que,
embora bonitos, sentimos que não passou ainda tempo suficiente para os
recuperarmos.
A escolha deste Pai Natal a
partir da Lapónia num OVNI, em vez da clássica rena, pareceu-me adequada. Parece confuso, mas não
tanto como uma imagem que este ano surgiu nas redes sociais de uma montra de
uma loja no Japão com um Pai Natal, de fato completo, pregado numa cruz,
acompanhado do comentário: “ Não perceberam o que era o Natal, pois não?”.
Bem, este é um postal simples
e bem disposto que serve para desejar a todos um Feliz Natal e um Ano de 2023,
cheio de sorrisos.
sábado, 11 de junho de 2022
As marchas populares, em papel
Na continuação da anterior publicação,
ao organizar folhas para recortar de revistas antigas, deparei-me com estas,
tão adequadas à época festiva em que nos encontramos.
Começou precocemente a
interessar-se por desenhos e pintura e aos 16 anos já estava em Lisboa onde
começou no desenho publicitário
Foi ilustrador de imensos manuais escolares,
de revistas e jornais. Nos desenhos, tal como na pintura, evidenciou um gosto
historicista em que ilustrava monumentos nacionais, acontecimentos e figuras
históricas.
Podemos encontra ilustrações
suas em várias revistas como O Diabrete,
mas fez também histórias aos quadradinhos no Norte Infantil, do Jornal do Norte
e em várias outras como no Cavaleiro
Andante; Lusitas; Mundo de Aventuras; Fagulha, Spar, etc.
Trabalhou ainda para outras publicações
como Cara Alegre, Os Ridículos, O Pimpão, Jornal do Exército,
na Colecção Manecas e capas para
vários livros como os da Colecção Tigre, Salgari, etc.
Dito isto, dá para perceber,
que era uma daquelas pessoas em que o desenho sai fácil e constante do seu
lápis.
Tem hoje um Museu em Pinhel,
com o seu nome próprio, que aguardo ansiosamente um dia visitar.
Ficam as imagens das marchas,
que será o mais perto, que vou estar destas festas populares, nuns festejos em
que todos actuam como se a pandemia tivesse acabado e em que se prevêem 350.000
infectados apenas neste período. Espero não lhes ter estragado a festa!
sexta-feira, 2 de abril de 2021
Páscoa, coelhinhos e ovos
A década de 1950 foi próspera em folhetos publicitários de produtos alimentares que usavam as receitas culinárias para difundir o conhecimento dos mesmos.
Aconteceu com vários marcas estrangeiras
como a Royal ou a farinha Maizena, mas também com as nacionais. É o caso destes
dois folhetos, de 1954 e 1955, feitos pela Fábrica Portuguesa de Fermentos
Holandeses, Lda.
Inaugurada em 1933 com pompa a
Fábrica de Fermentos Holandeses,
perto da praia da Cruz Quebrada, Oeiras, produzia levedura destinada ao fabrico
de pão e pastelaria. Esta levedura era obtida a partir do melaço de
cana-de-açúcar de Angola, onde também existia uma outra fábrica, em Luanda.
Associada a esta encontrava-se a Sociedade
de Produtos de Leveduras Selecionadas[1],
de Matosinhos.
A fábrica representava em Portugal a empresa de Delft, Nederlandsche Gist & Spiritus Fabriek (Real Fábrica Holandesa de Fermento e Álcool), fundada em 1874.
Na realidade foram os
holandeses que no final do século XVIII identificaram dois tipos de fermento e
começaram a comercializá-los. Feito com as mesmas leveduras da cerveja, era
inicialmente vendido em forma de creme, mas a partir de 1825 passou a ser-lhe
feita a extracção da água, sendo comercializado em blocos sólidos. Utilizando o
«processo holandês», isto é, usando o fermento feito pelos cervejeiros, o
método espalhou-se depois pela Alemanha, França e restante Europa.
Para além destes folhetos a
empresa publicava também um jornal chamado O
Fermento, e embora os produtos se destinassem principalmente à indústria da
panificação e pastelaria, estes folhetos divulgavam o fermento através de
receitas também às donas-de-casa.
Uma Boa Páscoa a todos.
[1] Que a
partir de 1966 teve um papel importante na produção em Portugal de Penicilina e
Estreptomicina.
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
As festas do Divino Espírito Santo na Picanceira
Segundo alguns teria sido a Rainha Santa Isabel, a instituidora da primeira festa do “Império do Espírito Santo”, realizada no Convento de Franciscanos de Alenquer, cerca de 1323. Foi associada a estes ideais que se instituíram algumas Confrarias dedicadas ao sustento dos pobres, à criação de hospitais e à organização de bodos.
As festividades do Espírito Santo têm lugar no Pentecostes e correspondem a uma sobrevivência de antigos rituais pagãos, como as Saturnalia romanas. Isso explica a distribuição da carne de reses sacrificiais e do pão bento. Com estas festividades invocava-se a protecção divina contra certas calamidades naturais, como a peste, no Continente ou, mais tarde, os sismos nos Açores.
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| Espírito Santo. Pentecostes. Francico Henriques. MNAA |
Em Portugal continental poucas festas do
Divino Espirito Santo sobreviveram. Mantém-se ainda as do Penedo (Colares), as
de Cardigas (Mação), as de Eiras (Coimbra) e a mais conhecida, em Tomar. Esta
última designada mais popularmente por Festa dos Tabuleiros, pela presença de
inúmeras jovens com tabuleiros de pão à cabeça, decorados com flores.
Contudo se falarmos em Festas
do Divino Espírito Santo vem-nos imediatamente à cabeça as que têm lugar nos Açores.
A sua importância é tão grande que todos os anos os emigrantes açorianos
regressam à sua terra para nelas participarem.
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| Pormenor da fotografia. 1928 |
Por isso me espantou uma
fotografia com a representação de uma festa do Espírito Santo que teve lugar em
1928 na Picanceira (S. Isidoro - Mafra).
Fotografei a Picanceira há
muitos anos quando ainda esperava integrar as cozinhas populares no meu livro Cozinhas. Espaço e Arquitectura. Ficou
limitado às casas senhoriais mas as imagens desse bairro operário com 23
moradias unifamiliares, em fila, nunca se me apagou da cabeça. Infelizmente não
sei onde param as fotografias que agora seriam de grande utilidade.
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| Fotografia de Miguel Machado publicada no facebook de O Saloio |
Designado Bairro dos Ilhéus, faz parte da Quinta dos Machados. Esta quinta foi fundada em 1830 por Domingos Dias Machado, proveniente dos Açores, grande agricultor e que foi Presidente da Câmara de Mafra. Anexo a ele foi construído o bairro dos Ilhéus, no século XIX, adaptando um estilo insular, baseado na arquitetura da ilha de São Miguel, e adaptando alguns aspectos de arquitectura vernacular da região. Domingos Machado necessitava de trabalhadores para a sua propriedade agrícola e foi buscar ao Açores famílias de conterrâneos seus para trabalharem nas suas terras dando-lhes alojamento.
As casas, de pequenas dimensões, com dois pisos, impressionam
sobretudo pelo aspecto do conjunto e é sobretudo a imagem da zona posterior com
os bojos dos fornos individuais que mais chama à atenção.
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| Império do Espirito Santo nos Açores |
Explica-se assim a festa do
Divino Espírito Santo num local tão inusitado. Eram os açorianos a festejar uma
data tão importante para eles. Não é possível dizer se a festa teve lugar na
Quinta ou na rua principal do bairro, para onde davam as casas, e onde se
situavam as portas de entrada, ao nível do piso superior.
| Coroa do Espirito Santo que encima os tabuleiros de Tomar. Trabalho de Otilia Marques de Tomar. |
Nota-se a presença do padre, do militar e de pessoas importantes, todas vestidas a rigor para a ocasião. Um número elevado de crianças está também presente na fotografia. Sobre a mesa improvisada, coberta com toalhas brancas está presente o bodo que seria consumido após as cerimónias.
Passou quase um século e tudo
mudou. Felizmente ficou-nos esta memória.
sábado, 26 de setembro de 2020
A procissão do Corpo de Deus
As primeiras procissões do Corpo de Deus começaram no século XIV e tornaram-se rapidamente em manifestações populares de fé que se mantiveram até aos nossos dias. Regulamentada desde o século XV, nela surgiam dezenas de confrarias religiosas e representantes das corporações dos mesteres que se agrupavam na Casa dos Vinte e Quatro.
Esta comemoração religiosa era
um momento de festa partilhada por milhares de pessoas, que nelas participavam,
ou que viam passar a procissão nas ruas ou das janelas engalanadas com colchas.
No século XX Diamantino Tojal (1897-1958) responsável, como construtor civil, de importantes obras lisboetas, como o IPO, e a vila Berta, nas Graça, entre outras, decidiu reconstituir o que poderia ter sido a procissão do Corpus Christi.
Tendo começado em 1944 realizou
1587 miniaturas em barro pintado do que imaginava teria sido aquele acontecimento.
Com ele colaboraram José Daniel Santa Rita Fernandes, arquitecto, Vasco Pereira
da Conceição, escultor e António Soares, pintor.
Presentemente podemos ver a
obra completa, extraordinária, exposta na antiga sala do Capítulo do Convento
da Graça, um espaço envolvente adequado e agora recuperado.
A associação não podia ser
mais perfeita. Mas como os contos de fadas a amostra está preste a acabar. Se quiserem
ter o prazer mágico da visão destas figuras, não percam a oportunidade porque
acaba já no dia 11 de Outubro.
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Venda das amêndoas nas ruas
O achado destas duas imagens publicadas no jornal A Época, de 4 de Abril de 1926, que mostra o "Tempo Pascal" e a "Venda das amêndoas nas ruas" (provavelmente em Lisboa) levou-me a escrever esta pequena nota.
sábado, 21 de dezembro de 2019
Boas Festas …diferentes
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
O garden party em 1906 - 2
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| Ementa do Garden Party. Colecção da autora. |
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| Convite para o Garden Party enviado pelo Mordomo-mor. Colecção da autora. |
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| Em cima o Conde de Figueiró e D. Fernando de Serpa a receber os convidados. Em baixo um aspecto da reunião. Illustração Portugueza, 30 de Abril de 1906. |
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| O rei D. Carlos e D. Amélia. Illustração Portugueza, 30 de abril de 1906. |
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| Occidente, 30 de abril de 1906 |
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| Quadro pintado por Aniceto Mascaró que esteve na Ginjinha das Portas de Santo Antão. |
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| Dr. Luís Cebola em jovem. Colecção da autora. |
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| Dr. Luís Cebola à Esqª na foto. Colecção da autora. |
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| Dr. Luís Cebola à frente do seu Castelinho, no Estoril. Colecção da autora. |















































