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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Etiquetas espertalhonas

 
  Confesso que fiquei surpreendida com a identificação deste pacote de rótulos como sendo «etiquetas espertalhonas».

Não se trata de etiquetas simples mas sim de um conjunto de rótulos identificadores de várias funções ou utilidades. Não é necessário escrever nelas porque apresentam declarada a sua utilidade, como se as mesmas tivessem conhecimento das nossas necessidades.
Achei a expressão engraçada porque estabelece a diferença entre esperto e espertalhão. No dicionário «esperto» é definido como: sagaz, vivaz, vivo, hábil, inteligente, industrioso, enquanto a expressão popular «espertalhão» se aplica a quem é sagaz, esperto, finório, astuto.  
Isto é: a quem usa a esperteza para tirar vantagem. Neste sentido pode ser-se esperto e não utilizar essa capacidade, mas o espertalhão usa-a em seu proveito.
 Dito isto, resolvi armar-me em esperta e mostrar-lhes estas etiquetas espertalhonas porque estou certa que também as  desconhecem.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O azeite e a inflação

 De uma colecção de rótulos de azeite isolei estes exemplares semelhantes. Aos menos atentos parecem iguais e podiam fazer parte de um passatempo tipo: «Descubra as diferenças». 
São rótulos dos anos 80 e a diferença reside apenas no aumento progressivo do preço.
 O consumidor desatento pegava na garrafa com o rótulo igual e levava para casa o mesmo produto, mas mais caro.
 É uma forma fácil de explicar o que é a inflação, mesmo às crianças.
Lembro-me de uma época em que tinha que se fazer as compras rapidamente no princípio do mês porque já sabíamos que tudo ia aumentar.
 E o mesmo se passava com todos os outros artigos.
Os rótulos de óleo alimentar mostram que não havia saída.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Coleccionismo de Rótulos de Queijo

 É sabido que há coleccionadores de tudo. Eu por exemplo guardo tudo o que tem a ver com alimentação, que é um campo sem fim.
As razões porque cada um o faz são no entanto distintas. No meu caso tenho uma necessidade de conservar sobretudo os exemplares mais frágeis, aqueles que têm mais probabilidades de desaparecer. Muitas vezes sinto como que uma responsabilidade como se mais ninguém no Mundo o fosse fazer.
 Na realidade há milhares de pessoas a fazê-lo e as razões mais profundas serão outras.
Tudo isto tem a ver com uma colecção que me chegou às mãos. O material coleccionado é diverso, mas vou centrar-me apenas nos rótulos de queijo que me impressionaram.
A principal razão tem a ver com a forma como estão expostos. Colados em folhas foram colocados em arquivos transparentes e arquivados em pastas.

São sobretudo rótulos dos anos 80, sem ordem de nacionalidade, local de origem ou ano. O que ressalta na sua disposição é uma preocupação estética.
Os rótulos estão dispostos por cores do que resultam umas rosetas de grande beleza, semelhantes a imagens caleidoscópicas.
Este critério estético vale mais do que a minha desorganização e considero-o comovente.
Para apreciar nestes dias de Verão, sem necessidade de raciocínios.