Apesar de sermos um país vinícola
as passas de Málaga tiveram, durante muito tempo, grande aceitação em Portugal. A principal variedade de uva
utilizada na província da Andaluzia para a transformação em passas, é a de uvas
Moscatel de Alexandria. A variedade moscatel era já conhecida desde a dominação
muçulmana, mas a sua disseminação deu-se na bacia mediterranica durante o século
XVII e início do século XVIII.
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| Biblioteca Nacional de Madrid |
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| Museu de Artes e Costumes Populares. Fundação Unicaja, Málaga. |
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| Desenhos para caixas de passas. Museu de Artes e Costumes Populares. Fundação Unicaja, Málaga. |
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| Gravura de caixa de passas. Museu de Artes e Costumes Populares. Fundação Unicaja, Málaga. |
Para além dos modelos
humanos, a representação de imagens da cidade, com formas arquitectónicas ou imagens de locais típicos como a catedral ou o porto, foram outros dos motivos
utilizados nas embalagens de passas de Málaga. É este último o tema aqui
apresentado e foi também nestes, segundo Alfonso Montiel, que se começaram a
utilizar as novas técnicas fotomecânicas que imprimiam maior realismo às
imagens, o que explica a beleza desta gravura.
Bibliografia:
- Montiel, Alfonso Simón, Los Orígenes del diseño gráfico en Málaga 1820-1931, Tese de doutoramento, Universidade de Málaga, 2007.
- Del Rio, Pilar, La litografía artística para uso comercial en Málaga, em i+ DISEÑO, Universidade de Málaga.





O meu amigo Zé Rosa, que é daquela região, disse-me que a mãe dele fazia esta salada com pêssegos rosa e com vinho tinto. Mas este hábito do vinho tinto perdeu-se e hoje faz-se com vinho branco.
No “Livro de Cozinha” da Infanta D. Maria, neta do rei de D. Manuel I, com receitas do século XV, aparece já a receita da pessegada. É um doce cozinhado, semelhante à marmelada, em que aos pêssegos se adiciona marmelo e assúcar fazendo uma pasta. É portanto uma conserva de fruta.
Lembro-me das penduras de uvas para fazer passas.