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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Objecto Mistério Nº 38 Resposta: Paliteiros

 
Este desafio não era fácil. Eu própria estive enganada durante anos quanto à função deste objecto. Comprei duas jarrinhas destas há mais de 30 anos e pensava que se destinavam a colocar flores no recipiente posterior. Quando fiz um trono de Santo António fui procurá-las mas uma já tinha desaparecido, levada por alguém que com ela se encantou. 
Há uns meses atrás encontrei uma outra igual no Porto e o par ficou completo.
Confirmou-me a experiente vendedora que se destinavam a palitos. Fazia sentido. O tamanho é perfeito para essa função e vistas de frente estes não são visíveis.

Tinham assim função utilitária e decorativa sobre a mesa, numa época em que a presença das flores sobre esta era importante. 
Devem datar do final do século XIX ou início do século XX e fazem lembrar as mesas que vimos representadas nas gravuras dos livros de Mrs Beeton. A presença destes puritanos paliteiros integrava-se perfeitamente na profusão floral que cobria o centro.

domingo, 23 de setembro de 2012

Objecto Mistério Nº 31. Resposta: Palito portátil

O objecto apresentado é um palito de bolso.
Tem 3 dentes de larguras ligeiramente diferentes e destinava-se a ser transportado no bolso.
Insere-se num conjunto de palitos “portáteis” sobre os quais já falei anteriormente (ver poste anterior).

Agora com os “dentinhos” de fora é mais fácil.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Objecto Mistério Nº 13. Resposta: Palito portátil


Está de parabéns o primeiro anónimo que foi quem tornou evidente a utilidade do objecto.

É verdade, este instrumento tem um palito em cada um dos braços. Parece que era fácil.
Não abri a boneca, mas ao fazê-lo constata-se que as pernas têm também uma função: serviam para limpar os ouvidos. Esta associação, que nos parece absurda era frequente.
Neste exemplo, existente num museu, vemos um objecto com múltiplas funções. Além do apito, tem um palito, uma lâmina para limpar as unhas e um objecto para limpar os ouvidos. O conjunto era suspenso de um fio em ouro, tornando-o muito prático. Foi encontrado nos destroços do navio Atocha, que se afundou em 1622.

A associação mais frequente, presentemente, é contudo a presença do palito nas navalhas mais complexas. O palito é o objecto dentário mais antigo e a sua história sobrepõem-se à da alimentação do homem. Em túmulos pré-históricos foram encontrados palitos em bronze, em osso, feitos de penas de aves, com conchas, etc.

Mas foi no século XVII que os palitos se transformaram em objectos de luxo, semelhantes a jóias. Eram feitos em metais nobres, como prata ou ouro e podiam ser esmaltados ou ter pedras preciosas. Eram transportados pelos seus donos, quando se deslocavam, para serem usados nas refeições.
A primeira fábrica de palitos de madeira surgiu nos Estados Unidos, em 1869, por iniciativa de Carles Forster. Referimos-nos ao seu fabrico industrial, porque a produção manual perde-se nos tempos.
A propósito recordo o filme português de 1962, «O Milionário», de Perdigão Queiroga, com Raul Solnado, Costa Ferreira e Clara Rocha. Nele Raul Solnado interpreta o papel de um homem que se chama Milionário e é fabricante e distribuidor de palitos. Quando o negócio se expande é-lhe feita uma proposta de compra da fábrica. Na realidade não existia qualquer fábrica e toda a produção era feita pelos adultos e crianças do bairro que, à noite, se reuniam para fazer os palitos. Um filme, de uma ingenuidade tocante, que recomendo.