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quarta-feira, 24 de abril de 2024

O 25 de Abril há 49 anos

Aproximamo-nos do acontecimento de 1974.
Depois de imagens de há 45 anos, numa bela colecção de postais, um cartaz de 1975 (de entre muitos da colecção da "casa"). Uma de muitas memórias da época.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Nos 50 anos do 25 de Abril

Assinalo os 50 anos da Revolução de 25 de Abril com uma mostra de parte de uma colecção de postais publicados nos 5 anos dessa data.


Palavras para quê? Todos excepcionais feitos por importantes artistas portugueses.


E nem as crianças deixaram de colaborar com a sua visão!





domingo, 23 de abril de 2023

Decorações de cozinha “Português suave”

"Azulejo" de plástico

Pareceu-me adequado para comemorar o 25 de Abril relembrar um conjunto de decorações de cozinha, que deve datar da época de 1950.

Na época, existia um gosto pelas imagens populares, neste caso, um casal dançarino regional, reproduzidas num material moderno como o plástico ou a melanina. O quadro em plástico assemelha-se a um azulejo, então numa apresentação actualizada.

Quadro em melamina pintado à mão
 Quanto ao prato, apresenta-se pintado à mão por algum habilidoso, usando como base um material recente, usado na altura em várias cores e modelos, que então fazia as delícias das donas-de-casa modernas. Lembro-me de existir em minha casa uma molheira espantosa em melamina, de forma cónica, cor de laranja, acoplada a uma base circular amarela. Era um sucesso de modernidade.

Pequena floreira em ferro-forjado e barro pintado

A este juntavam-se dois suportes de pequenos vasinhos, feitos em ferro forjado retorcido. O seu interior devia ser preenchido com as também recentes flores em plástico, alindando assim o espaço das cozinhas. 

Por último uma imagem religiosa colocada numa pequena janela (ou oratório) com telheiro, igualmente em ferro forjado e que na base apresentava uma pequena cavidade destinada a florinhas de plástico.

Objectos hoje desprezados, fizeram na época o encanto e a alegria de muitas cozinhas portuguesas. Recupero-os hoje, apropriadamente, como símbolos de uma portugalidade simples.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Há chá em Ponte de Lima

Diz-se habitualmente que os Açores são o único local da Europa onde se cultiva a planta do Chá. Na realidade será o único onde se cultiva com produção extensa e transformação comercial.

Foi assim, com surpresa, que durante a minha última visita ao meu amigo Álvaro Teixeira de Queirós, que descobri uma outra realidade. Em Ponte de Lima, na sua bela propriedade, nos jardins da casa do Cruzeiro ou de Nossa Senhora da Piedade, cresce um tipo de camélia especial, a Camellia sinensis.

Bordejando os dois lados de uma álea do jardim cresce, há quase cem anos, uma variedade Assamica, trazida de Moçambique por um tio do dono da casa. Esta variação, diferente da var. chinesa sinensis, é endémica na Índia, em Assam, e a base da maioria dos chás pretos indianos como o Oolong, o Preto e Pu-erh. Distingue-se da variante chinesa por ter folhas maiores e por apresentar maior concentração de polifenóis, menor concentração de aminoácidos e serem menos aromáticas.

Embora a sua função, com as belas flores brancas e amarelas, tenha sido durante décadas decorativa, o dono da casa recolhe, desde há algum tempo, os seus rebentos que depois de secarem e macerarem manualmente servem para consumo da casa.

À hora do chá, um ritual diário sagrado para mim, tive oportunidade de beber o resultado da sua cultura. Efectivamente um chá suave e pouco aromático, que constitui uma experiência surpreendente.