quarta-feira, 24 de abril de 2024
O 25 de Abril há 49 anos
segunda-feira, 22 de abril de 2024
Nos 50 anos do 25 de Abril
Assinalo os 50 anos da Revolução de 25 de Abril com uma mostra de parte de uma colecção de postais publicados nos 5 anos dessa data.
Palavras para quê? Todos excepcionais feitos por importantes artistas portugueses.
E nem as crianças deixaram de colaborar com a sua visão!
domingo, 23 de abril de 2023
Decorações de cozinha “Português suave”
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| "Azulejo" de plástico |
Pareceu-me adequado para comemorar o 25 de Abril relembrar um conjunto de decorações de cozinha, que deve datar da época de 1950.
Na época, existia um gosto
pelas imagens populares, neste caso, um casal dançarino regional, reproduzidas
num material moderno como o plástico ou a melanina. O quadro em plástico assemelha-se
a um azulejo, então numa apresentação actualizada.
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| Quadro em melamina pintado à mão |
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| Pequena floreira em ferro-forjado e barro pintado |
A este juntavam-se dois suportes de pequenos vasinhos, feitos em ferro forjado retorcido. O seu interior devia ser preenchido com as também recentes flores em plástico, alindando assim o espaço das cozinhas.
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Por último uma imagem religiosa colocada
numa pequena janela (ou oratório) com telheiro, igualmente em ferro forjado e
que na base apresentava uma pequena cavidade destinada a florinhas de plástico.
Objectos hoje desprezados,
fizeram na época o encanto e a alegria de muitas cozinhas portuguesas. Recupero-os
hoje, apropriadamente, como símbolos de uma portugalidade simples.
quarta-feira, 20 de outubro de 2021
Há chá em Ponte de Lima
Diz-se habitualmente que os Açores são o único local da Europa onde se cultiva a planta do Chá. Na realidade será o único onde se cultiva com produção extensa e transformação comercial.
Foi assim, com surpresa, que
durante a minha última visita ao meu amigo Álvaro Teixeira de Queirós, que
descobri uma outra realidade. Em Ponte de Lima, na sua bela propriedade, nos
jardins da casa do Cruzeiro ou de Nossa Senhora da Piedade, cresce um tipo de
camélia especial, a Camellia sinensis.
Bordejando os dois lados de
uma álea do jardim cresce, há quase cem anos, uma variedade Assamica, trazida de Moçambique por um tio
do dono da casa. Esta variação, diferente da var. chinesa sinensis, é endémica na Índia, em Assam, e a base da maioria dos
chás pretos indianos como o Oolong, o Preto e Pu-erh. Distingue-se da variante
chinesa por ter folhas maiores e por apresentar maior concentração de
polifenóis, menor concentração de aminoácidos e serem menos aromáticas.
Embora a sua função, com as
belas flores brancas e amarelas, tenha sido durante décadas decorativa, o dono
da casa recolhe, desde há algum tempo, os seus rebentos que depois de secarem e macerarem
manualmente servem para consumo da casa.
À hora do chá, um ritual diário
sagrado para mim, tive oportunidade de beber o resultado da sua cultura.
Efectivamente um chá suave e pouco aromático, que constitui uma experiência
surpreendente.















