Esta tangerina dos Açores, que um amigo me trouxe para comparar com o limão galego que nasce na mesma ilha, lembrou-me um pratinho de louça das Caldas com pequenas laranjas ou tangerinas.
Aqui ficam as semelhanças e uma associação de ideias.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014
terça-feira, 17 de maio de 2011
Os falsos livros
Comecei a reparar na variedade de falsos livros, usados para múltiplos fins.
Como objectos em si, tomados isoladamente, não são muito entusiasmantes, mas quando começamos a compreender a sua diversidade de apresentação e de função tomam um outro interesse.
Antigamente usavam-se nas bibliotecas para guardar alguns objectos preciosos, que se queriam esconder. Eram também usados como painéis falsos para encobrir portas ou passagens que se queriam esconder.
Nos séculos XVIII e XIX usavam-se também como mesas de apoio, com caixas no seu interior, que permitiam arrumar objectos.
Outro fim mais prosaico era o de servirem de botijas para bebidas, escondendo-as dos olhos curiosos. Eram, neste caso, feitos em cerâmica.
Mas como podem ver pelos exemplares apresentados serviam também, os mais pequenos, como paliteiros.
Outros ainda destinavam-se a guardar os baralhos de cartas ou, ainda noutro exemplo que aqui se mostra, serviam como caixa de fósforos.
E para finalizar mostro-lhes uma outra versão de falsos livros usada neste caso como decoração. Esta parede de um restaurante, situado na Ilha da Madeira, no Funchal, e que me enganou à primeira vista.
Como se encontrava praticamente ao ar livre, na altura em que passei em frente pensei que os livros se iriam estragar. Parei para ver melhor e descobri que afinal era apenas um “trompe l’oeil”, tal como os outros livros falsos.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Objecto Mistério Nº 22. Resposta: Tinteiro
Bem, custa a acreditar mas, como podem ver, a caixa de bolachas é um tinteiro. É de origem francesa e tem na base uma marca que não consigo identificar.
Penso que se destinava a ficar bem à frente dos olhos, no intervalo das refeições, para lembrar que, se aparecesse a fome, sempre podiam comer uma bolachinha. Se era esse o efeito, afinal fazia sentido.
Mas às vezes é difícil entrar na cabeça dos publicitários e compreender o que pensaram, ou o que acreditaram que conseguiam desencadear como desejos na cabeça do consumidor.
As reproduções de bolachas foram usadas em vários tipos de publicidade.
Veja-se o exemplo desta bolacha em porcelana da “Fábrica da Pampulha” de Eduardo Costa, que tem escrito “Tapioca”. Fica-se sem saber se a bolacha levava tapioca ou se servia de publicidade à tapioca. Sobre esta fábrica, de que tenho um interessante cartaz publicitário, falarei numa outra vez, porque só por si merece um tratamento à parte.
Por último, mostro um bloco de apontamentos, que comprei há alguns anos, em que as capas, em borracha dura, são reproduções das célebres bolachas da marca “LU” de Nantes. Esta bolacha tipo «Le Petit Beurre» foi inventada por Louis Lefèvre-Utile em 1886. Como não registou a patente da bolacha no imediato da sua criação, muitas cópias surgiram posteriormente. A sua forma característica serviu de base a anúncios publicitários em que se salientava «Petit Beurre, 4 orelhas e 48 dentes» para a distinguir das outras.
Estes são apenas alguns exemplos de objectos “trompe l’oeil”, em que os alimentos foram muito utilizados e que constituem, para mim, um mundo fascinante.
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