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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Ementa do almoço oferecido por Émile Loubet

 

Quando publiquei o livro Mesa Real, em 2000, incluí uma receita de 29 de Outubro de 1905, respeitante a um almoço oferecido pelo Presidente da República francesa ao Rei D. Carlos e à rainha D. Amélia.

Nessa altura consegui que a imagem me fosse facilitada por Remi Flachard, livreiro em Paris que a possuía. Tratava-se do então único livreiro específico na área da gastronomia. Possuía os melhores livros da especialidade, ementas, cartazes e muitas outras informações relativas a culinária. Os seus catálogos eram fantásticos e informativos. 

Dada a qualidade das suas obras, e os preços exorbitantes, eu raramente conseguia comprar alguma coisa, mas sempre que ia a Paris ia visitá-lo. Mesmo assim ainda fiz algumas boas compras. Agora, ao procurara informações sobre ele percebi que a loja já tinha fechado e que Remi Flachard faleceu. É natural que não se encontre na net mais dados porque ele era avesso à tecnologia. Já na época não aceitava cartões. Quando se comprava um livro tinha que se ir levantar o dinheiro num terminal bancário para pagar.

Esta memória tem a ver com o facto de esta semana, num lote de interessantes ementas, vir incluída uma, cuja capa me chamou logo à atenção. Tratava-se da ementa do almoço de despedida oferecido a bordo do couraçado Léon Gambetta, aos então reis de Portugal, como agradecimento pela recepção em Lisboa, entre 27 e 29 de Outubro de 1905.

Aqui deixo uma reprodução da ementa e imagens relativas ao momento desta visita, então rara, de um Presidente da República a um Rei. Com este achado, regresso a 25 anos atrás, feliz por ser agora possuidora desta recordação.

sábado, 19 de outubro de 2024

Um Menu da Casa Real num calendário

 

Os menus em Portugal, surgiram na Casa Real na segunda metade do século XIX, com maior regularidade na década de 80. O seu uso foi precedido por ementas de casas comerciais, que mais precocemente adoptaram o serviço à russa.

 

Em Novembro de 1867, Urbain Dubois, importante cozinheiro francês, autor de vários livros, escreveu para a corte de Lisboa a pedir um “um menu autêntico da corte de Portugal, bem como as armas da Casa Real”, para introduzir na 3ª edição do seu livro Cuisine de Tous les Pays. Este devia ser publicado conjuntamente com outros de várias casas reais da Europa.[1]

Presumimos que nunca obteve resposta, pois a receita que viria a ser publicada no livro, no capítulo Menus Authentiques, foi fornecida pela Embaixada de França em Portugal.  Trata-se de um menu de 18 couverts, servido por M. Bla, com receitas francesas ao gosto da época.[2]


Foi por isso com surpresa que encontrei um calendário da Soc. Agrícola da Quinta da Aveleda, com ementas de várias casas reais europeias, destinado ao ano de 1950. Começava com uma ementa da Corte de Windor, de 1858. Seguia-se uma outra da corte de S. Petersburgo, de 1866, da corte francesa e da Turquia.

 Os meses de Setembro e Outubro eram então “decorados” com a ementa da de um jantar de 20 convivas, servido na corte de Lisboa em 1860.

Não existe qualquer informação sobre a proveniência destes documentos, mas, no final de cada representação da ementa, era acrescentada uma frase em que se dizia com graça, que não fora servido o Casal Garcia ou a Aveleda porque não havia.

Quanto à ementa da corte portuguesa rematava, com a frase: “ E no final a velha bagaceira Aveleda, se não fora ainda jovem então”.

Em cada uma das folhas do calendário um casal de aves pintadas, contornadas por um rebordo florido, tendo na retaguarda da folha escrito: “Para encaixilhar”.

 Estava tudo previsto. Não sei porque é que vim levantar questões.

P.S. O desenho destas aves viria também a ser utilizado em capas de ementas, destinadas aos restaurantes e oferta da mesma Quinta da Aveleda.

 ................. 

[1] Pereira, Ana Marques Mesa Real. 2000: 189.

[2] Dubois, Urbain, La cuisine de tous les Pays, 7ª ed., Paris, 1897, Quadro XLVII.



 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

O garden party em 1906 - 2


Ementa do Garden Party. Colecção da autora.
Revelo finalmente a ementa do garden party que teve lugar nos jardins do Paço das Necessidades, no dia 24 de Abril de 1906.
Foi o achado da ementa que despoletou esta conversa. Trata-se de um lanche destinado a vários milhares de pessoas[1], que a Illustração Portugueza descreveu como «uma festa deliciosa oferecida por suas Majestades El-Rei D. Carlos e Rainha D. Amélia aos congressistas médicos», mas onde estiveram presentes os habituais convidados do «alto funcionalismo palatino», do corpo diplomático e aristocracia. Os convidados foram recebidos à entrada do jardim pelo conde de Figueiró e por D. Fernando de Serpa.
Convite para o Garden Party enviado pelo Mordomo-mor. Colecção da autora.
Após a chegada foi servida a refeição, descrita como um lunch, disposto em quatro bufetes, um com 70 metros e os outros com 50, 30 e 20 metros. O serviço foi feito por criados em traje de gala. Como nos mostra a ementa, o lunch consistiu em: Croquettes, Mortadelle et Salami; Sandwiches; Petits pâtés; Filet de boeuf à la Russe; Jambon et Langue Ecarlate; Mayonnaise de Langouste; Brioches et Savarins; Glaces. Como bebida foi servido chá e café.
Em cima o Conde de Figueiró e D. Fernando de Serpa a receber os convidados.
Em baixo um aspecto da reunião. Illustração Portugueza, 30 de Abril de 1906.
Suas majestades retiraram-se às 18 horas começando a debandada, mas uma hora depois ainda se viam convidados nos jardins.
O rei D. Carlos e D. Amélia. Illustração Portugueza, 30 de abril de 1906.
Embora os jornais da época se refiram a figuras internacionais de renome, este acontecimento serve-me de mote para falar em dois médicos importantes portugueses, quase ignorados ou muito esquecidos. Refiro-me a Luís Cebola[2], o convidado a quem pertencia o convite e a ementa e Aniceto Mascaró.
Occidente, 30 de abril de 1906
Começo por referir este último, pelas piores razões. A primeira vez que ouvi falar do Dr. Aniceto Mascaró, oftalmologista, natural da Catalunha, mas residente em Lisboa há três décadas à data da sua morte, foi quando estudei os licores. Mascaró foi o autor de um quadro a óleo que existiu na Casa Ginjinha Sem Rival, às Portas de Santo Antão, onde se exaltam as virtudes da referida bebida. Publicado no livro «Alfacinhas» desapareceu sem deixar rasto. Este oftalmologista foi um protector dos pobres e, no seu consultório atendia muitas pessoas gratuitamente. Em Lisboa fundou um instituto para cegos e é da sua autoria um método de ensino para cegos, uma alternativa ao Braille[3], com que pretendia melhorar a qualidade de vida destes. O seu consultório ficava na Rua do Alecrim e até, há pouco tempo existia no edifício que faz esquina com a Rua do Ferragial, apenas visível de cima do arco uma placa com o seu nome. Voltei lá para a fotografar porque não encontro a foto e constatei que, durante a renovação (destruição, como tem vindo sendo costume na Baixa) do edifício, esta desapareceu.
Quadro pintado por Aniceto Mascaró que esteve na Ginjinha das Portas de Santo Antão.
Mas voltemos ao Dr. Aniceto Mascaró que durante o Congresso teve destino semelhante ao da sua placa. Desapareceu da terra, isto é, teve morte súbita antes de fazer uma conferência. A sua morte e enterro que teve lugar ainda durante o congresso médico foi considerada a única nota triste deste evento de sucesso.
Dr. Luís Cebola em jovem. Colecção da autora.
Quanto a Luís Cebola, sobre o qual ultimamente têm vindo sendo feitos alguns estudos, foi um médico psiquiatra (alienista, nos textos da época), discípulo de Miguel Bombarda, que durante muito tempo esteve esquecido. Introduziu métodos inovadores, quando esteve à frente da Casa do Telhal, de que se salienta a ocupação ergoterápica, isto é, a terapêutica pelo trabalho e a criação de um Museu da Loucura, na década de 1920, onde expunha os trabalhos dos doentes. Lá se encontram obras de Stuart de Carvalhais, entre outras, feitas durante os seus internamentos relacionados com o alcoolismo. Uma delas, uma imagem satírica do médico cujo perfil surge desenhado sobre … uma cebola.
Dr. Luís Cebola à Esqª na foto. Colecção da autora.
Ao longo da sua vida Luís Cebola escreveu mais de 20 livros. Foi um republicano fervoroso, tal como muitos médicos da época e a sua proximidade ao poder explica a persistência da Ordem Hospitaleira dos Irmãos de S. João de Deus, na casa de Saúde do Telhal.
Dr. Luís Cebola à frente do seu Castelinho, no Estoril. Colecção da autora.
Só por curiosidade não posso deixar de dizer que foi Luís Cebola que mandou construir o Castelinho de Nª Srª de Fátima, no Estoril. Nunca lá viveu mas ia para lá ouvir o mar e esquecer-se dos seus problemas como psiquiatra.
O poste já vai grande e para terminar só me ocorre dizer esta generalidade: «Isto anda tudo ligado».

Bibliografia:
Illustração Portugueza, 30 de Abril de 1906.
Occidente, Nº 984, 30 de Abril de 1906
Pereira, Denise Maria Borrega. (2015). Visões da Psiquiatria, Doença Mental e República no Trabalho do Psiquiatra Luís Cebola (1876-1967)…. Dissertação para obtenção do Grau de Doutor em História, Filosofia e Património da Ciência e da Tecnologia. Lisboa: FCT.
Pina, Esperança M.; Nunes, Mª de Fátima. (2012). «O XV Congresso Internacional de Medicina de 1906» in Arte e Viagem, coordenação de Margarida Acciaiuoli e Ana Duarte Rodrigues. Lisboa, Instituto da História de Arte: 155-161.



[1] O Mordomo-Mor emitiu cinco mil convites extensíveis às senhoras. É referida a presença de 7.000 convidados nos jardins.
[2] Jovem médico, uma vez que terminou o curso nesse mesmo ano.
[3] Que eu tenho, em parte incerta.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O garden party de 1906 - 1


 
O Occidente, 26 de Abril de 1906
Hesitei no título, não sabendo bem se devia dizer «O Garden Party» ou «Um Garden Party»?
Qualquer uma das expressões estaria incorrecta porque na realidade, aquando do XV Congresso Internacional de Medicina, que teve lugar em Lisboa, entre 19 e 26 de Abril de 1906, houve dois acontecimentos sociais com essa designação.
Os anfitriões do garden party em Monserrate
Organizado por vários médicos portugueses proeminentes, onde se destacava Miguel Bombarda (1851-1910), trouxe a Portugal uma comunidade científica internacional de renome. A sessão inaugural teve lugar na Sociedade de Geografia enquanto as sessões científicas decorreram na escola Médico Cirúrgica do Campo de Santana.
Alguns dos convidados estrangeiros em Monserrate, Illustração Portugueza 26-4-1906
O acontecimento teve eco em vários jornais porque pela primeira vez visitavam Portugal quase dois mil congressistas. O programa, muito bem organizado, previa várias visitas científicas a hospitais e institutos, mas também uma série de eventos sociais organizados por uma comissão de senhoras, mulheres de médicos.
Passo por alto alguns desses encontros e visitas, como uma ida ao Estoril, a Sintra, outra a Vila Franca de Xira, para assistir a uma tourada, com regresso de barco, uma soirée para assistir a um rancho folclórico do Minho, etc., para nos concentrarmos nos garden parties.
Os viscondes de Monserrate
Este tipo de acontecimento social, tipicamente inglês, entrou em moda durante o reinado da rainha Victoria. Trata-se de um reunião formal (e os trajes indicam isso mesmo), que tem lugar num jardim e em que é servido um lanche com chá, sandes, bolos, etc. Ainda hoje em Inglaterra eventos deste tipo têm lugar anualmente, considerando-se o início do acontecimento a chegada da rainha, anunciada por Música.
Em Portugal no final da monarquia devia também ser moda. O oftalmologista Gama Pinto organizou durante o congresso uma festa nos jardins da sua casa e o mesmo fez Mauperrin Santos que ofereceu um five o’clock tea na Escola Académica.
Palácio de Monserrate, Archivo Pitoresco, 1866
Muito frequentado foi o garden party oferecido pelo inglês Sir Francis Cook e sua mulher, os Viscondes de Monserrate. Como as muitas fotografias publicadas nos jornais da época nos mostram, a recepção aos convidados foi feita pelos próprios viscondes de Monserrate e pelo conde de Mesquitela. Os convidados espalharam-se depois pelos belos jardins, antes do lanche propriamente dito, sobre o qual não temos informação. 
Várias imagens do passeio pelos jardins de Monserrate IP 30-4-1906
Mais sorte tivemos com o garden party oferecido por D. Carlos e D. Amélia nos jardins do Palácio das Necessidades. Num lote de fotografias que adquiri vinha um envelope com um convite para o Dr. Luís Cebola (de que falaremos mais tarde) assistir ao garden party que se realizou no dia 24 de Abril de1906 pelas 16 horas da tarde, no jardim do Paço das Necessidades.
Sobre ele falaremos no próximo poste.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O convite de Luís XIV a Molière


 A maior parte das vezes olhamos para as coisas e só vemos uma parte. Isto é, recebemos a mensagem e aceitamo-la como se nos apresenta. É a diferença entre olhar e ver. Este “ver” pressupõe análise.
Foi o que me aconteceu com uns cromos publicitários de chocolate em que se reproduz um almoço do rei Luís XIV com Molière.
François-Jean Garneray.
Os cartões pecam pela incorrecção histórica com a imagem do rei de costas, o rei sentado no lado mais estreito da mesa, ou a presença de copos sobre a mesa, entre outras. 
Mas onde é que os publicitários da época foram buscar a inspiração? No final do século XIX e início do século XX havia um gosto pelo historicismo, com o uso de imagens “à antiga” em cartazes publicitários. Dois dos cartazes de publicidade ao vinho do Porto Rainha Santa, que fazem parte da minha colecção, apresentam essas mesmas características.
Jean Hégesippe Vetter
Mas neste caso concreto a origem é mais remota. A história desta refeição, que provavelmente nunca teve lugar, foi transmitida por Madame Henriette Campan que foi leitora das filhas de Luís XV e a partir de 1774 foi nomeada camareira-mor de Maria Antonieta. Nas suas Memórias, publicadas pela primeira vez em 1822 conta esta história, tal como fora contada por um médico da corte, M. Lafosse, ao seu padrasto.
O pai de Molière era tapeceiro e camareiro na corte. Por sua morte o cargo ficou para o seu irmão Jean. Por morte deste, em 1660, Molière teve que deixar a vida de comediante e exercer o cargo familiar. O seu passado ligado ao teatro fazia com que os restantes camareiros não o aceitassem bem. Sabendo disso, um dia Luís XIV ao tomar a sua refeição matinal ordenou a Molière que se sentasse para comer com ele. Fez então entrar a corte que assistiu à refeição com estupefação, comentando o rei que estava a comer com uma pessoa que os outros camareiros não consideram boa companhia, dando-lhes assim uma lição.
O livro Mémoires de Madame Campan, première femme de chambre de Marie-Antoinette foi um sucesso imediato e teve quatro edições em dois anos. Mas de todas as histórias relatadas esta foi a que foi considerada mais notável, uma vez que humanizava a figura do Rei Sol, lhe tirava a conhecida sobranceria e recompensava o trabalho de Molière.
O sucesso do livro foi seguido por representações imaginadas por vários pintores. Assim, no salão de 1824, podiam-se já admirar duas versões desta refeição: a de Édouard Pingret e a de de François-Jean Garneray. O tema foi retomado posteriormente por Ingres em 1857 e por vários outros pintores, entre os quais Jacques-Edmond Leman, em 1863 e Jean Hégesippe Vetter, em 1864.
Reprodução do quadro de Ingres que desapareceu num incêndio
Vendo agora os quadros, e comparando-os com os cartões publicitários, torna-se claro onde teve origem cada uma destas imagens.
No final, os erros históricos já não podem ser atribuídos aos encarregados de divulgar as marcas de chocolate, mas aos pintores que, no século XIX, imaginaram o cenário deste improvável acontecimento. Molière seguramente que encenaria melhor esta cena.


terça-feira, 10 de julho de 2018

O talher de D. João V (cadinet ou cadenas) - 1


Réplica do que poderá ter sido o "talher de D. João V". Foto João Oliveira Silva
“Talher” é a designação portuguesa de cadinet ou cadenas que encontrei num documento em que se descreve o banquete de casamento de D. João V em 1708.
Publiquei esta informação no meu livro «Mesa Real» e, até então, desconhecia-se o seu uso na corte portuguesa. Toda a descrição do banquete é de grande interesse mas foco-me aqui nos “talheres”, tomados como designação lata. Estes foram trazidos pelos Reposteiros da Câmara em pratos grandes dourados os Talheres Reais quadrados de S. Majestades, e os redondos ordinários de S. Altezas.
Cadinet com guardanapo em flor de nenúfar para o pão
A descrição pormenoriza: "Virão os Talheres Reais preparados com sal, açúcar e pimenta nos lugares que para isso tem: e no do pão se põe por baixo um guardanapo liso em forma quadrada de sorte que não transborde o talher, e por cima dele o pão com a faca, colher, garfo e dois palitos, coberto tudo com um guardanapo levantado, cujas dobras hão-de ser muito finas»[1].
Cadinet de Guilherme III, 1688, Royal Collection, Londres
Não existe em Portugal qualquer exemplar de cadinet que, tal como noutros países, foram derretidos. O mesmo aconteceu em França, onde, os que existem são mais tardios, do século XIX e encomendados por Napoleão, que desejava retomar o esplendor do ritual da mesa real.
Cadinet feito em Augsbur, 1718. V&A Museum
Os ingleses, mais conservadores, mantiveram vários exemplares e foi um deles, o do rei Carlos II de Inglaterra, casado com D. Catarina de Bragança que tomei como modelo.
Para a exposição sobre o pão na mesa do rei, que esteve a meu cargo, e que se pode ver em Mafra no Festival do Pão até dia 15 de Julho, concebi o que poderia ter sido o cadinet do rei D. João V, com as suas armas na base e mandei efectuar um exemplar.
Pormenor da parte horizontal do cadinet com o guardanapo levantado
Tal como na época coloquei um guardanapo dobrado na parte horizontal e sobre este um outro levantado, para o caso em flor de nenúfar, que permite uma visualização do pão que aqui se pretende realçar.
Ficou lindíssimo e penso que só por si merece uma visita à exposição. Depois não digam que não avisei.




[1] Pereira, Ana Marques, Mesa Real. Dinastia de Bragança, Lisboa, Esfera dos Livros, pp. 65-75.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Livro «Mesa Real. Dinastia de Bragança»

Vai ser feito o lançamento do livro «Mesa Real» no dia 3 de Outubro, em nova versão, uma vez que a primeira publicação, uma edição de luxo, estava esgotada há vários anos.

Sai agora, por iniciativa da Esfera dos Livros, numa nova forma mais acessível, adaptada aos dias de hoje e destinada a um público mais vasto.

O livro tem a vantagem de ser mais “portátil”, o que significa que pode ser lido mais facilmente, que é o que pretendem todos os autores.

Manteve-se bonito, isto é, não perdeu as imagens que são indispensáveis para perceber a que correspondem os objectos de que falamos.
O  texto mantém-se idêntico no fundamental, apenas com pequenas alterações e correcções, mas a nova forma torna-o num novo livro que sai da esfera académica e dos meios monárquicos, onde fundamentalmente se tinha tornado conhecido.

Para os amigos que não sabem ainda, ou para os leitores do blogue que o desejem, fica aqui um convite para estarem presentes no lançamento.