A
Fábrica de Produtos Coração foi instalada no Porto em 1928,
por Albrecht Löbe. As escolhas
do nome «Coração», bem como da insígnia com um coração trespassado por uma
seta, feitas por este cidadão alemão, atribuem-se ao facto de se ter apaixonado
em Portugal. Se este facto é verdadeiro é agora difícil comprová-lo mas fica
sempre bem no início de uma história.
![]() |
| Embalagem do período de Alberto Guimarães |
O que se sabe é que Albrecht Löbe se interessava por produtos dedicados à limpeza doméstica e já em 1929 tinha
registado em Portugal o pó para facas «Luis de Camões», embora só em 1930 registasse a marca Coração.
Encontrava-se nessa altura
estabelecido no Porto na Travessa da Fábrica, nº 46 e a insígnia da marca seria
o belo coração encarnado sangrante trespassado por uma seta que iria iluminar
as suas latas de limpa metais.
E o mesmo se passaria com as latas de pó «Trigo Rato» que igualmente se apresentavam nas cores verde e vermelha. Nesse mesmo ano registou também um insecticida denominado «Durma Bem» acompanhado por um cartaz publicitário que seria eficaz para a época mas que hoje consideraríamos pouco ecológico.
E o mesmo se passaria com as latas de pó «Trigo Rato» que igualmente se apresentavam nas cores verde e vermelha. Nesse mesmo ano registou também um insecticida denominado «Durma Bem» acompanhado por um cartaz publicitário que seria eficaz para a época mas que hoje consideraríamos pouco ecológico.
![]() |
| Postal da Edições 19 de Abril |
Em 1938, a fábrica passou a
ser gerida pela empresa Albrecht Löbe & Companhia e, a partir de
1945, em nome individual por Alberto
Guimarães.
Depois desta data foi feita
uma cedência de quotas a Antonio Queiroga que passou a fábrica para Braga onde
se manteve até 2012, data da insolvência desta firma.
Tendo o registo da marca «Limpa
Metais Coração» ficado caduco registou-se como seu titular, em 2008, Paulo José
Carvalho dos Santos, que em 2011, com novo sócio, constituiu a empresa «Solarine
Coração», em Braga, perto do local da anterior fábrica (1).
Manteve-se assim a produção deste conhecido limpa metais de atractivas embalagens que nos remetem para o imaginário nacional.
(1) Informações sobre a actualidade fornecidas pelo próprio.
| Embalagem actual |
(1) Informações sobre a actualidade fornecidas pelo próprio.

















A grande maioria dos cromos de caramelo eram cromos de futebol, que provocavam um entusiasmo enorme no sexo masculino, mas outras apresentavam outros temas, como por exemplo uniformes militares, ciclismo, ou no caso das agora apresentadas, e que me levaram a escrever este poste, aves e artistas de cinema.
Mas para o tema deste blog aquilo que interessa são as confeitarias e fábricas de caramelos que os produziram. Com enorme surpresa descobri vários blog em que este tema foi falado e de que me servi para obter algumas informações. Na
No Porto existiu a “Fábrica de Rebuçados Victoria”e em Vila Nova de Gaia a "Fábrica de Chocolates Celeste", situada na Rua da Rasa. Na Amadora referimos os “Divertimentos Nelito” que também vendia cromos de caramelo e a “Carsel”, no Rossio ao Sul do Tejo .
A grande maioria situavam-se contudo em Lisboa como a “Fábrica de Confeitaria de Produtos Altesa”, na Rua Tenente Raul Cascais, nº 13; a “Confeitaria Universo” que deu origem à “Confeitaria Universal” de António E. Brito, situada na Rua da Alegria, 22; “A Francesa” na Travessa de Santo António a Santos, nº3; a “ Fábrica Águia”, com depósito geral na Rua da Madalena, 32; A “Fábrica Brazileira” na Rua da Cruz da Carreira, 13; a “Confeitaria Alex”, situada na Rua da Alegria, 126; António Gomes da Silva, na Calçada do Tojal, lote 2. Ficam por falar muitas outra, cuja localização não detectei, como a de “Rebuçados Cotovia” ou a “Sociedade Lisbonense de Confeitarias”.
Por último, para quem se interessa por este assunto, pode sempre consultar a base de dados bibliográficos do 
A grande vantagem do plástico foi sempre a sua versatibilidade e a capacidade de resistência, quando comparada com outros materiais como o vidro e a cerâmica.
Ao olhar para alguns desses objectos ocorreu-me a expressão que usei no título: «plásticos pretensiosos». Chamei-lhes assim porque pretendiam imitar o vidro ou a cerâmica.
Estes objectos a que chamei plásticos pretensiosos são cópias de vidros lapidados e existe uma extensa gama que inclui copos, pratos, compoteiras, caixas, etc. Há ainda outros que semelham a cerâmica.
Apesar do nome que lhes chamei acho-as agora objectos encantadores na sua ingenuidade. Aqui ficam alguns exemplos que fui guardando. Espero que gostem.

A leitura do pacote faz-me crer que iniciou a sua actividade no dia 2 de Janeiro de 1922. Produzia também sopa de tomate, como se encontra escrito na mesma embalagem.
A fábrica viria a fechar no início dos anos 80, após a morte do seu fundador.