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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
O Pai Natal em bordados
Trabalhos de arte aplicada inimagináveis nos dias de hoje, que nos fazem pensar como tudo mudou tão rapidamente e nos questionam sobre os ganhos conseguidos.
Imagens de um tempo
mais lento quando as aparições do Pai Natal eram mais raras e os seus presentes
mais mágicos.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
A noite de Natal
O livro «A noite de Natal» foi
publicado em Portugal em 1938 pela Lello & Irmão. O conto e as ilustrações eram
extraídos do célebre filme de Walt Disney «The night before Christhmas».
Este tema apelativo serviu
igualmente como título para livros de autores portugueses como Sophia de Mello
Breyner Andersen, Raul Brandão e Jorge de Sena (A noite que foi de Natal).
A tradução para português da obra
foi feita pelo professor Francisco José Cardoso Júnior(1884-1969) e, além desta edição
chamada popular, foi feita uma outra de luxo, em formato grande e profusamente
ilustrada.
Para terminar fica a versão original que deu origem ao livro.
| Os oito meninos da história aguardam a chegada do Pai Natal |
No livro de Walt Disney eram
apresentadas as aventuras do Pai Natal para conseguir entregar as prendas aos
oito meninos da casa que ansiosamente aguardavam deitados, todos na mesma
caminha.
Para terminar fica a versão original que deu origem ao livro.
Se mantiverem o espírito infantil vão gostar.
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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
O licor, uma bebida de Natal
É verdade que se foi perdendo
esta tradição de beber licores na época natalícia.
A grande excepção encontra-se nos Açores onde está bem vivo este costume chamado «O menino mija?» e onde as pessoas vão visitar os seus amigos e familiares repetindo esta pergunta. É uma ronda onde se vão provando os licores caseiros ou industriais regionais e se aproveita para desejar as Boas Festas.
A grande excepção encontra-se nos Açores onde está bem vivo este costume chamado «O menino mija?» e onde as pessoas vão visitar os seus amigos e familiares repetindo esta pergunta. É uma ronda onde se vão provando os licores caseiros ou industriais regionais e se aproveita para desejar as Boas Festas.
Mostro-lhes alguns exemplos como
a garrafa em forma de casa, a cuja porta o pai Natal bate para oferecer os
presentes.
Foi desenhada por Adolfo e Rocha
em 1955 e encontra-se na forma não pintada ou com pintura manual onde são
realçados todos os pormenores incluindo a neve.
Uma outra forma popular de garrafa era a do
próprio Pai Natal que existe em várias versões e de que já apresentei em anos
anteriores um exemplo.
Algumas distinguem-se pela pintura que identifica o produtor, enquanto noutras essa identificação era feita apenas através de um rótulo colocado nas costas.
Algumas distinguem-se pela pintura que identifica o produtor, enquanto noutras essa identificação era feita apenas através de um rótulo colocado nas costas.
Por ultimo mostro-lhes uma
garrafa do Licor Natal, de forma cónica, que está ilustrada num cartaz
publicitário em que o próprio Pai Natal viaja numa dessas garrafas e que eu
reproduzi em postal.
Espero que gostem. Servem para eu
lhes desejar Boas Festas e lembrar que a exposição onde estão estas garrafas e outros objectos deste tema vai estar no Mercado de Santa Clara até Fevereiro de 2014.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
As "pratinhas" e o fim do Pai Natal
Talvez por isso as pratas eram mais bonitas e variadas. Hoje uma caixa de chocolates tem as pratas todas iguais e já ninguém se lembra de as guardar.
Para o ano há mais Pai Natal de chocolate.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
O «Natal» na Alimentação
Reconheço que o título é dúbio e que pode levar a pensar que vou falar sobre os chamados alimentos tradicionais de Natal. Não é o caso.
Em 2009 falei na Alimentação do Pai Natal, para concluir que é um ser etéreo, que praticamente não come, apesar de muitos meninos deixarem, na chaminé, copos de leite e outros alimentos do seu gosto.
Falo este ano nos produtos alimentares em que a palavra «Natal» foi registada como uma marca.
Começo com esta bela lata de «Azeite Natal», produzido por Carvalho & Sobrinho, de Elvas, fabricantes e exportadores de Frutas Doces e Secas, Azeitonas e Azeite. Desconheço a sua data, mas talvez tenha sido produzida na década de 1940-1950.
Já anteriormente, em Dezembro de 1930, Agostinho Cabral, comerciante estabelecido na Rua do Bonjardim, 421 a 425, no Porto, tinha pedido o registo da marca «Azeite Natal».
Como mostrei o ano passado, a firma Salgado & Martins, Lda, comerciantes com sede na Rua Eugénio dos Santos, 61, em Lisboa, pediam o registo da marca «Licor Natal», que aqui se apresenta em imagem repetida do post de 2010, mas que se justifica pela sua beleza.
Também as conservas de peixe não escaparam a este conceito e a Sociedade Peninsular de Conservas, estabelecida em Peniche, registou em 1922, uma marca de sardinhas em conserva denominada «Pai Natal».
Do mesmo modo, uma firma de comerciantes estabelecida no Porto, designada Moreiras e Barbosa, com sede na Rua Mártires da Liberdade, 216, em Maio 1928, registava a marca «Natal» para os doces que produzia. A imagem associada mostrava uma mulher com uma canastra à cabeça onde se pode ver a palavra Natal.
E os estabelecimentos de venda de víveres não escaparam a esta tendência. Tenho conhecimento de pelo menos dois deles com o nome de Casa Natal. Um deles situava-se em Beja e era, em 1929, pertença de Armando Inácio Gonçalves, comerciante estabelecido na Rua de Mértola, 16 e 18.
Um outro, com o mesmo nome, era pertença de Agostinho Francisco Cabral, que possuía um estabelecimento de mercearia na Rua do Bonjardim, 421, no Porto, em 1933, e que se manteve durante vários anos.
Seguramente que estes são apenas alguns dos exemplos. Com o tempo, estou segura, será possível detectar outros mais.
Não podemos contudo, deixar de estranhar esta escolha que, à semelhança dos filmes de Natal, nos fazem pensar que apenas fazem sentido na época natalícia.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
A alimentação do Pai Natal: um mistério
Sendo o Pai Natal gordinho seria de imaginar que a sua alimentação fosse abundante.Decidi procurar que tipos de alimentos comeria para atingir este grau de adiposidade.
Tenho uma colecção grande de postais e comecei por procurar imagens do Pai Natal. Foi sem grande surpresa que constatei que o mesmo é um sacrificado. Farta-se de trabalhar. Começa por ter que ler aquelas cartas todas que os meninos enviam com os seus desejos. Depois deve ter que comprar as prendas. No final tem a árdua tarefa de os distribuir. E não é fácil uma vez que ninguém lhe abre a porta. O desgraçado tem que descer pela chaminé, deixar os presentes, e voltar pelo mesmo caminho.
No final seria de prever que teria alguma compensação. Um banquete ou pelo menos uma boa refeição. Mas tal não deve acontecer. Não há imagens do Pai Natal a comer.Experimentem procurar. À excepção da bebida Coca-Cola, que impulsionou a sua imagem para o nosso quotidiano, não há praticamente representações suas associadas à comida. Procurei na internet com várias palavras e em várias línguas. Não encontrei nada.
Por sorte num dos meus postais vê-se o Pai Natal a confecionar bolos. Devia estar desesperado de fome. Nos restantes é representado sempre a trabalhar com o seu inefável sorriso.Em conclusão: a alimentação do Pai Natal é um mistério bem guardado. Nada se sabe. Provavelmente o seu ar anafado deve-se à sua alimentação antes do período natalício. Durante este não me parece que tenha tempo para comer.
Uma sugestão para o próximo Natal: porque não deixar uma reforço de iguarias junto à lareira para o compensar? Acho que iria ficar feliz.
Um Bom Natal a todos.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
S. Nicolau, a Coca-Cola e os frigoríficos

Confuso? Não!
Pode-se dizer que foi durante o século XIX que a figura de S. Nicolau se transformou em Pai Natal, ou, como é conhecido nos países anglo saxónicos, em Santa Claus, nome que resultou da alteração fonética do alemão Sankt Nikalus e do holandês Sinterklaas.
De acordo com iconografia na posse da Sociedade de S. Nicolau (www.stnicholascenter.org/Brix?pageID=23 , foi pela mão de Alexander Anderson que, em 1810, o santo surgiu representado ainda com as suas vestes de bispo e longas barbas brancas, associado já à dávida de presentes a crianças, colocadas em botinhas na chaminé
Foi ainda durante o século XIX que vários cartunistas americanos iniciaram a sua representação de forma personalizada. Entre estes encontrava-se Thomas Nast, já mencionado no anterior post, que embora o tenha desenhado sobretudo a preto e branco, também o imaginou com vestes encarnadas, por possível sugestão dos paramentos de bispo, da mesma cor. A ele se deve uma forma aproximada da dos nossos dias, sobretudo na associação a presentes, que,nos seus desenho, o rodeiam .
Ainda durante este período as cores das suas vestes variaram entre o púpura, o azul, o amarelo, o verde e até o encarnado, como vimos.

Gravura de Thomas Nast século XIX
Seguiu-se-lhe J. C. Laeyendecker que desenhou muitas das capas do jornal Saturday Evening Post .
Também o famoso Norman Rockwell foi responsável por várias capas do mesmo jornal, na época dos anos 20, apresentando, nos números de Dezembro, uma imagem mais humanizada do santo.

Capa da autoria de Norman Rockwell de 1920
Foi contudo com Haddon Sundblom, um ilustrador americano que trabalhou para a empresa Coca-Cola, que a imagem actual do Pai Natal, vestido de encarnado, gordinho e bonacheirão, se instalou definitivamente. Embora menos famoso que Norman Rockwell a sua intervenção na área do marketing foi muito eficaz e algumas das suas criações permaneceram até aos dias de hoje. Quem não conhece a cara do homem que ainda hoje surge na publicidade da empresa Quaker Oats Company?
Mas embora Sundblom tenha trabalhado como publicitário para outras empresas como a Packard, a Nabisco e a Colgate-Palmolive, foi para a Cola-Cola, para quem
começou a colaborar em 1931, que o seu trabalho foi verdadeiramente marcante. O homem da Quaker Oats cuja cara chegou aos nossos dias
Com a recessão de 1929 as vendas da Coca-Cola, desceram muito. A bebida era então ainda muito associada a um produto medicamentoso. Apresentada até então como uma bebida de verão era necessário relançá-la também como bebida de Inverno. Isto é, transformá-la numa bebida para todo o ano e, dessa forma, aumentar as vendas. Foi esse desafio que Haddon Sundblom enfrentou. 
Para o realizar imaginou uma representação do Pai Natal, criada a partir da face de um colega seu já reformado, e conseguiu impô-la como a verdadeira imagem do Pai Natal, descendente de S. Nicolau. Representa-o com vestes encarnadas como o bispo, amigo das crianças como o santo e, como ele, com a possibilidade de dar presentes.
Mas nas primeiras imagens publicitárias, que vão buscar a história da Noite de Véspera da Natal de Clement C. Moore, de que falámos no anterior post, o Pai Natal partilha com a criança uma garrafa de Coca-Cola que retira do frigorífico, cuja luz os ilumina. É Natal e está frio, mas mesmo assim o Pai Natal, cansado da sua actividade laboriosa de distribuir presentes pelas crianças, apetece-lhe uma bebida fresca. Não um chocolate quente ou um chá, mas uma Coca-Cola. E os olhos da criança brilham de alegria. Não são os presentes que lhe dão essa alegria mas a presença do Pai Natal junto de si e a cumplicidade da bebida que se adivinha partilhada.
O resultado foi um sucesso e a mensagem foi repetida de outras formas.

Para o realizar imaginou uma representação do Pai Natal, criada a partir da face de um colega seu já reformado, e conseguiu impô-la como a verdadeira imagem do Pai Natal, descendente de S. Nicolau. Representa-o com vestes encarnadas como o bispo, amigo das crianças como o santo e, como ele, com a possibilidade de dar presentes.
Mas nas primeiras imagens publicitárias, que vão buscar a história da Noite de Véspera da Natal de Clement C. Moore, de que falámos no anterior post, o Pai Natal partilha com a criança uma garrafa de Coca-Cola que retira do frigorífico, cuja luz os ilumina. É Natal e está frio, mas mesmo assim o Pai Natal, cansado da sua actividade laboriosa de distribuir presentes pelas crianças, apetece-lhe uma bebida fresca. Não um chocolate quente ou um chá, mas uma Coca-Cola. E os olhos da criança brilham de alegria. Não são os presentes que lhe dão essa alegria mas a presença do Pai Natal junto de si e a cumplicidade da bebida que se adivinha partilhada.
O resultado foi um sucesso e a mensagem foi repetida de outras formas.
Mas o elemento discreto que acompanha o Pai-Natal e esta publicidade da Coca-Cola, e que nunca foi valorizado, é o frigorífico. No século XIX usavam-se ainda caixas de gelo. O primeiro frigorífico tipo compressor, para uso doméstico, foi comercializado nos Estados Unidos em 1913. Mas nos anos 20-30 começou a produção em massa por acção da General Electric da General Motors. Um grande sucesso iria obter o modelo Monitor Top de 1927 da GE, que apresentava um motor circular, em cima do frigorífico.
Mas os frigoríficos que nos surgem nos anúncios da Coca-Cola são mais tardios e assemelham-se ao modelo desenhado em 1935 por Raymond Loewy, designer francês que se estabeleceu nos Estados Uni
dos após a guerra, e que desenhou um frigorífico para a Sears, a que chamou Coldspot.
Mas os frigoríficos que nos surgem nos anúncios da Coca-Cola são mais tardios e assemelham-se ao modelo desenhado em 1935 por Raymond Loewy, designer francês que se estabeleceu nos Estados Uni
dos após a guerra, e que desenhou um frigorífico para a Sears, a que chamou Coldspot. Publicidade de 1947 intitulada «Hospitalidade no seu frigorífico»
Os frigoríficos tiveram um êxito enorme nos Estados Unidos. Nos anos 40 encontravam-se já instalados frigoríficos em cerca de 64% das casas equipadas com electricidade, número que subiu para 80% nos anos 50.
Em Portugal a sua introdução foi mais lenta. Em 1955, Portugal importava dos Estados Unidos 3.100 frigoríficos, 4.109 em 1958. No mesmo ano o número de frigoríficos importados dos Estados Unidos era praticamente igual aos vindos da Alemanha, seguido da Inglaterra e Itália, perfazendo um total de 14.300 unidades. Números pequenos comparados com os encontrados nas casas americanas, mas tanto num país como noutro representavam um sinal de modernidade.
E foi essa noção de modernidade que Haddon Sundblom conseguiu transmitir na sua publicidade, de forma subliminar e que, por extensão, incluía a própria bebida. Esta perdia assim o seus atributos medicinais, para se tornar numa bebida apetecível, adequada a qualquer época do ano e moderna. Publicidade genial, que é uma forma de encantamento, como uma dança da cobra e que continua a fascinar-nos ao fim de todos estes anos.
Em Portugal a sua introdução foi mais lenta. Em 1955, Portugal importava dos Estados Unidos 3.100 frigoríficos, 4.109 em 1958. No mesmo ano o número de frigoríficos importados dos Estados Unidos era praticamente igual aos vindos da Alemanha, seguido da Inglaterra e Itália, perfazendo um total de 14.300 unidades. Números pequenos comparados com os encontrados nas casas americanas, mas tanto num país como noutro representavam um sinal de modernidade.
E foi essa noção de modernidade que Haddon Sundblom conseguiu transmitir na sua publicidade, de forma subliminar e que, por extensão, incluía a própria bebida. Esta perdia assim o seus atributos medicinais, para se tornar numa bebida apetecível, adequada a qualquer época do ano e moderna. Publicidade genial, que é uma forma de encantamento, como uma dança da cobra e que continua a fascinar-nos ao fim de todos estes anos.
domingo, 21 de dezembro de 2008
A véspera de Natal e o nascimento do Pai Natal
Na tradição das histórias de Natal surge-nos como precursor Clemente Clarke Moore (1779-1863) que foi professor de literatura grega e oriental naquela que é hoje a Universidade de Columbia.Na véspera de Natal de 1822 , C. C. Moore saiu de casa, onde vivia com a sua mulher e seis filhos, para ir comprar um peru. Durante o caminho, enquanto enfrentava o rigor do Inverno, imaginou um poema de Natal que nessa noite contou aos seus filhos. Posteriormente escreveu e publicou o poema intitulado «A visita de S. Nicolau», que hoje
é mais conhecido pelo nome de «A noite de véspera do Natal».O poema teve uma aceitação extraordinária da parte do público e divulgou-se por vários países. Foi a sua descrição de São Nicolau que ajudou a formar a imagem do Pai Natal, chamado S. Nicolau (Santa Claus) nos outros países. Foi nele que vários cartunistas se inspiraram, ao utilizá-lo nos seus desenhos.
Foi o caso de Thomas Nast, que era na altura um conhecido desenhador gráfico na área da política, mas também de outros que se lhes seguiram, como aconteceu nas publicações da revista «Harper’s Weekly».
Desenho de Thomas Nast (c. 1869) designado «Saint Claus nos seus trabalhos», 1ª representação do Pai Natal com fato encarnado.Embora Moore, em 1844, tenha publicado o conjunto dos seus escritos poéticos, foi a sua história, imaginada no regresso do mercado, na véspera de Natal de 1822 que o tornou famoso.
Segundo alguns, este autor baseou-se numa história de Washington Irving que publicara, em 1821, um poema de Natal chamado «O amigo das crianças».
Já no seu primeiro livro, publicado em 1809, e intitulado, «A History of New-York from the Beginning of the World to the End of the Dutch Dynasty, by Dietrich Knickerbocker», Irving se referia inúmeras vezes a São Nicolau. Descrevia-o então como um santo com fato e chapéu, a fumar um longo cachimbo e sentado num cavalo. O pseudónimo que adoptou nesse livro, "Knickerbocker", serviu de nome a uma grupo de homens que então viviam na chamada New Amsterdam, nome de Nova Yorque no século XIX. Foram eles que introduziram o culto de São Nicolau, embora na realidade fossem ingleses e não Holandeses. Talvez isso explique porque na descrição de São Nicolau não era referido o acompanhante árabe negro (Zwart Piet), habitual na iconografia holandesa.
Segundo alguns, este autor baseou-se numa história de Washington Irving que publicara, em 1821, um poema de Natal chamado «O amigo das crianças».
Já no seu primeiro livro, publicado em 1809, e intitulado, «A History of New-York from the Beginning of the World to the End of the Dutch Dynasty, by Dietrich Knickerbocker», Irving se referia inúmeras vezes a São Nicolau. Descrevia-o então como um santo com fato e chapéu, a fumar um longo cachimbo e sentado num cavalo. O pseudónimo que adoptou nesse livro, "Knickerbocker", serviu de nome a uma grupo de homens que então viviam na chamada New Amsterdam, nome de Nova Yorque no século XIX. Foram eles que introduziram o culto de São Nicolau, embora na realidade fossem ingleses e não Holandeses. Talvez isso explique porque na descrição de São Nicolau não era referido o acompanhante árabe negro (Zwart Piet), habitual na iconografia holandesa.
Mas voltemos mais atrás para lembrar quem foi S. Nicolau.
Este santo foi bispo em Mira, na actual Turquia e aí viveu, vindo a falecer no século IV. É um santo padroeiro de grande devoção na Rússia, o que explica a sua representação em ícones russos onde aparece com uma barba branca. Mas também o é noutros países, em especial na Grécia, Noruega e Holanda (Amesterdão). Neste país a sua festa tem grande tradição, razão porque alguns atribuem aos emigrantes holandeses a introdução do seu culto na América.
Toda isto vem a propósito de um anúncio da Coca-Cola sobre o qual falaremos no próximo post. Antes porém deixo uma versão do poema de Clemente C. Moore, numa lindíssima publicação de 1925, edição de McLouglin Bros, no livro «The Christmas Book».
Toda isto vem a propósito de um anúncio da Coca-Cola sobre o qual falaremos no próximo post. Antes porém deixo uma versão do poema de Clemente C. Moore, numa lindíssima publicação de 1925, edição de McLouglin Bros, no livro «The Christmas Book».



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