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terça-feira, 30 de agosto de 2022

As rendas de plástico

 

Há alguns anos publiquei uns postes em que apresentava peças em plástico que imitavam o vidro e chamei-lhes “plásticos pretensiosos”.

Hoje ao encontrar estes naperons e toalhas em plástico, não me ocorreu a mesma designação. Não sei porquê, mas imagino que quando surgiram devem ter feito um sucesso enorme e olho para estes exemplares mais antigos como os antecessores dos modernos plásticos.

É verdade que algumas pessoas ainda não conseguiram distinguir entre os plásticos descartáveis e os reutilizáveis, que continuam a ter uma função importante.

Neste caso alguns já estavam gomosos e outros apresentavam manchas. Qualquer outra pessoa agarrava neles e mandava-os para a reciclagem. E lá ia uma parte da evolução dos hábitos domésticos.

Eu lavei-os, restaurei os que tinham rasgos (como se fossem papel porque não conheço outra técnica), endireitei-os, coloquei-lhes pó de talco para se não colarem e separei-os com folhas de papel de seda. Depois meti-os num saco de plástico e vão ficar guardados à espera de melhores dias.

Talvez no futuro possam ser usados como exemplos da evolução dos hábitos domésticos. E as donas de casa mais antigas vão olhar para eles com um sorriso.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Convite para Guimarães


Para quem estiver no Norte gostaria de contar com a vossa presença no lançamento do livro «Vestir a mesa / Dressing the Table».
Para os outros é uma boa desculpa para visitar Guimarães.
Apareçam!.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Teoria da relatividade aplicada aos piques

Ainda mergulhada na fase de ilustração do livro Vestir a Mesa, chegaram-me às mãos dois cartões perfurados para rendas de bilros, normalmente conhecidos como piques.
Após o primeiro momento de contentamento virei os cartões e constatei que tinham recortado um belo cartaz da Empreza das Águas de Vidago para este efeito. Os dois pedaços não permitem datação mas serão certamente do final do século XIX-início do século XX.
Fiquei triste por se ter perdido uma imagem publicitária tão interessante. Contudo após reflexão pensei: provavelmente o cartão não teria chegado aos dias de hoje se não tivesse tido uma utilização prática.
Com este pensamento alegrou-me pensar que, no que restava do cartaz, entrevia a beleza da buvette e das medalhas de ouro ganhas nas exposições internacionais que as empresas da época se orgulhavam de ostentar.
Realmente é tudo relativo e depende da forma como encaramos os factos.
A minha dúvida agora é a forma de arquivar estes cartões. Em Rendas ou em Termas?