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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Objecto Mistério Nº 60


Estou a preparar uma exposição sobre têxteis de mesa em Guimarães sobre a qual darei mais informações posteriormente, embora fiquem desde já convidados.
No meio dos “panos”, como eu gosto de lhes chamar, encontrei umas pequenas peças redondas com uma abertura no meio, de que eu já nem me lembrava, e de que mostro aqui um exemplar.
Tem de diâmetro cerca de 6,5 cm.
O que é? Qual a função?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Convite para Guimarães


Para quem estiver no Norte gostaria de contar com a vossa presença no lançamento do livro «Vestir a mesa / Dressing the Table».
Para os outros é uma boa desculpa para visitar Guimarães.
Apareçam!.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Vestir a Mesa. Financiamento colectivo

Pormenor de Uma família feliz. Rijksmuseum.

Está a chegar ao fim o tempo para o crowdfunding do livro «Vestir a Mesa».
Tem corrido muito bem e posso garantir que o livro estará pronto ainda em Novembro: isto é, a tempo das ofertas de Natal.
A todos os que acreditaram neste projecto o meu agradecimento e estou certa de que o livro lhes dará o prazer que merecem. O texto é informativo e inovador e a apresentação gráfica de grande qualidade (claro que eu sou suspeita).
 A quem tinha a intenção de adquirir o livro e ainda não o fez é agora a altura para o fazer, uma vez que o livro está já em fase muito adiantada.
Por favor preencham a ficha anexa ao poste anterior (ver aqui) e enviem para a associação dos amigos do Museu Alberto Guimarães e Paço dos Duques de Bragança juntamente com as indicações pretendidas e a transferência bancária.
Qualquer dúvida contactem comigo para o e-mail do blogue.
Aproveito para pedir a quem efectuou o pagamento e não se identificou que o faça, caso contrário será difícil fazer chegar o livro, porque os bancos não fornecem a identificação dos clientes.
Espero vê-los no lançamento que será anunciado aqui.

domingo, 3 de junho de 2018

Crowdfunding do livro «Vestir a Mesa»



Após o 25 de Abril sobre as dificuldades de emprego dos jovens engenheiros formados no Técnico corria uma anedota que não resisto a contar. Um deles conseguiu finalmente um emprego num circo como domador de leões. Receoso entrou na jaula e aproximou-se de um leão que abriu a boca e lhe disse: «Não tenhas medo. É tudo malta do Técnico».

A entrevista apresentada feita pela minha amiga Isabel Almasqué, apoiada pela filmagem do Manuel Rosário e as fotos de Minnie Freudenthal, resultou num trabalho de qualidade extraordinária de divulgação de várias das minhas actividades mas que tem como fim principal promover o crowdfunding do livro «Vestir a mesa»

O texto e imagem podem ser vistos no site do DOMA (De Outra Maneira) que vale a pena visitar e seguir.
Espero que depois disso as pessoas se sintam motivadas para conhecer e apoiar este livro cuja edição depende da acção dos apoiantes da ideia. Não ficam a perder seguramente.

E o que tem afinal a anedota a ver com isto?. É que somos todos de Medicina, de diferentes especialidades, mas que em comum, para além da amizade, temos um gosto em ver a vida como um desafio, de uma forma diferente ou … De outra Maneira.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

O Vilanovense Futebol Clube nos anos 40

O cinema sonoro ao ar livre
Na sequência de um poste com uma ementa para árbitros nada mais apropriado do que falar num clube de futebol. Mais concretamente sobre as instalações do Vilanovense Futebol Clube, um clube centenário fundado em 1914 em Vila Nova de Gaia e renovado em 1944. O responsável por estas alterações foi o arquitecto Alberto Silva Bessa, diplomado pela Escola das Belas Artes do Porto.
Campo de ténis e parque infantil ao fundo
 As fotografias da época da recuperação mostram um clube próspero e avançado no tempo com múltiplas actividades desportivas e sociais.
O aspecto mais interessante diz respeito à criação de um cinema ao ar livre, com maquinaria de projecção e som sofisticada fornecida pela Casa P. Soller, mas o clube dispunha de outras acessibilidades como um parque infantil, um campo de ténis, um posto médico, uma sala de jogos, um salão de festas e estruturas de apoio como balneários e escritórios.
Sala do café
Dispunha ainda de uma sala de jantar, de uma sala de café, com uma cozinha comum e de um bar que dava apoio à esplanada. 
Bar da Esplanada
Claro que são estas estruturas que me interessam, mas não posso deixar de referir que no salão de festas se encontrava uma escultura da autoria de Henrique Moreira, “O atleta”, cujo modelo foi Manuel de Oliveira, cineasta, que à época era uma figura importante no Sport Club do Porto, onde praticava atletismo e ginástica.
Sala de jantar (Restaurante)
Tanto o restaurante como o café possuíam mobiliário simples, em madeira, com pequenas mesas circulares no café e quadradas no restaurante. No restaurante estas apresentavam-se cobertas com toalhas de xadrez, com base clara e riscas de cor, uma modernidade na época admitida sobretudo ao almoço. A decoração das paredes e lambris de madeira era feita com pratos de cerâmica florida, enquanto alguns apresentavam quadras populares.
Cozinha
O aspecto caseiro destas instalações e as suas dimensões amplas fazem-nos pensar numa vida associativa activa, partilhada com a família dos adeptos. Foi uma época de prosperidade que, com os anos, se foi esbatendo.
P.S
Já depois de editado o blogue apercebi-me que, para o meu próximo livro «Vestir a mesa», uma das toalhas do século XX que adquiri era igual à que se pode ver em segundo plano no interior do restaurante e que aqui reproduzo. Uma toalha colorida que eu dataria da década de 1950 estava afinal disponível (e seguramente considerada então muito moderna) na década de 1940.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Ó amor, ajunta a roupa.......

Foto da minha autoria para o futuro livro «Vestir a mesa»
Ó amor, ajunta a roupa,
Que eu ta quero ir lavar,
Já me dói o coração
De te ver assim andar.

De te ver assim andar,
De te ver andar assim.
A roupa do meu amor
É lavada no jardim.

É lavada no jardim,
Coradinha na roseira,
Ó amor ajunta a roupa,
Vai-a dar à lavadeira.*

*Canção tradicional portuguesa recolhida na freguesia de São Paio. Publicada no Cancioneiro Popular do Concelho de Oliveira do Hospital, por Francisco Correia das Neves. 2005.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A industria têxtil no XXI Encontro de História Local

Convite para assistirem ao interessante «XXI Encontro de História Local, onde o olhar vai recair sobre uma das indústrias com mais longa tradição em Guimarães – a indústria têxtil.
Fácil é perceber o porquê desta longa tradição do têxtil em Guimarães quando pensamos que esta é terra de pergaminhos, protegida por reis, fértil em águas, de clima ameno e propício ao cultivo do linho e à produção da lã,
espaço de peregrinação desde a Idade Média, localizada numa encruzilhada de caminhos que facilitava o acesso ao
mar, não longe do Porto, e sendo uma via de ligação privilegiada com Trás-os-Montes.
Os linhos de Guimarães, e mais tarde o seu bordado, ganharam nome e estatuto entre as produções nacionais e, ainda hoje, a indústria têxtil no concelho está pujante.
Neste XXI Encontro de História Local, iremos a tempos longínquos em busca do têxtil de Guimarães, debruçar-nos-emos sobre a introdução da tecnologia na indústria têxtil vimaranense entre os séculos XIX e XX e partiremos, de seguida,  em busca do uso dos têxteis na vida religiosa e profana. Um programa a não perder!»
(Texto de apresentação do colóquio)
Bordado de Guimarães. Pormenor de uma toalha de mesa. Imagem do livro «Bordado de Guimarães»
PROGRAMA
9h30 - Entrega de documentação
10h00 - Guimarães: o tecer histórico de um concelho. Isabel Maria Fernandes
10h45 -  Pausa para café
11h15-  A introdução da tecnologia na indústria têxtil de Guimarães entre os séculos XIX e XXI. Paula Ramos Nogueira
12h00 - Em busca dos têxteis: visita guiada ao Museu de Alberto Sampaio
12h30 - Almoço
14h30 - Os ornamentos pombalinos da Colegiada de Guimarães: uma coleção dividida. Maria José Meireles
15h15 - Vestir a mesa. Séculos XV a XX. Ana Marques Pereira
16h00 - Pausa para café
16h30 - Considerações sobre as Telas da Casa do Largo Dr. João Mota Prego. Rosa Maria Saavedra
17h00 -  Errologia - O erro como metodologia de Design. Filipe Miguel de Melo Falcão
17h30: Debate. Encerramento.

Eu vou estar lá a falar sobre o que eu gosto (A mesa) e que será o tema do meu próximo livro.
Para os interessados a inscrição é feita preenchendo o formulário com acesso  em: 
 https://docs.google.com/forms/d/1tCplVLnJaAMJdao87hG4tkPkMbPHAhf3Ol9SYyN0wWo/edit?usp=sharing


terça-feira, 11 de abril de 2017

Os panos de limpar copos da minha mãe

Há alguns anos atrás, em casa de uma amiga minha, perguntei-lhe onde estavam os panos dos copos. Disse-me que não tinha e não sabia o que era. Percebi pela primeira vez que, o que para mim era evidente, ter panos independentes para limpar a louça e para os copos, não era assim tão comum.
Lembro-me de a minha mãe, de forma displicente, desenhar com um lápis no pano copos ou outros objectos de cozinha que depois bordava com ponto pé de flor. São esses panos, feitos de algodão fino, sem pêlo evidentemente, que eram usados para limpar os copos e outros objectos em vidro e não passava pela cabeça de ninguém usar os outros de algodão mais grosso para o efeito.
São alguns desses panos, com modelos de copos variados, que aqui mostro. Estranhamente outros apresentam panelas, tachos e chávenas, mas esses desenhos eram apenas decorativos, provavelmente para variar os motivos do bordado porque continuavam a servir exclusivamente para os vidros.
Para além destes tipos de panos de cozinha específicos, nalgumas casas existiam outros. A minha amiga Cilinha falou-me de um tio em cuja casa existia mesmo um pano que servia apenas para limpar os cinzeiros.
Neste cabide de panos em madeira, do final do século XIX/ princípio do século XX, podemos observar os símbolos que se encontram sobre os ganchos, que indicam o local de cada um destes tipos de panos e que exemplificam bem o que ficou dito.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A propósito do ponto de Assis

O bordado em ponto de Assis foi muito usado durante o século XX em toalhas de mesa. É um ponto que nos é familiar e nunca me tinha interrogado se era um ponto português ou não. Na realidade não é. Como o nome indica é um ponto com origem na cidade italiana de Assis, bastante recente no que respeita a bordados, uma vez que data do início do século XX.
Foto tirada do Pinterest
O ponto de Assis consiste em contornar com linha preta os elementos que se querem evidenciar, leões, dragões ou outros, deixando o interior em branco. À sua volta é feito um bordado em ponto de cruz, numa única cor, geralmente vermelha, azul ou âmbar, o que que vai realçar o interior não bordado.
Este ponto baseia-se num outro o chamado ponto Holbein, precisamente porque está presente em muitas das pinturas de Hans Holbein o Jovem (c. 1497 - 1543).
Jane Seymour por Holbein
Foi um dos grandes retratistas do século XVI, tendo sido essa a função que exerceu na corte do rei inglês Henrique VIII, desde 1535. Holbein tinha um cuidado extremo com os pormenores e a representação do bordado presente nos trajes, tal como a das jóias ou outros aspectos é minuciosa.
Pormenores do retrato de Jane Seymour
Este tipo de bordado é feito com linha preta sobre tecido branco, com desenhos tipo arabesco e foi muito usado durante o século XVI no vestuário das classes mais abastadas. Podemos vê-lo nos punhos da rainha Jane Seymour (hoje no Museu Kunsthistorisches de Viena de Áustria), no peitilho de Henrique VIII e no colarinho de muitas blusas de pessoas pintadas por Holbein.
Henrique VIII pintado por Holbein. Note-se o peitilho bordado
O Holbein, por sua vez, faz parte do conjunto dos chamados “bordados a preto” e foi também conhecido como “ponto espanhol”, mas o seu uso é também tradicional na indumentária de alguns países nórdicos.
 
Thomas Godsalve e filho por Holbein. Veja-se o colarinho do filho.
Retrato de um homem com chapéu vermelho por Hans Holbein
Portanto da próxima vez que virem um quadro de Holbein os olhos vão dirigir-se para os bordados, que estavam lá “escondidos” e que o conjunto nos fazia não reparar nesses pequenos pormenores.
Margaret Roper por Holbein. Metropolitam Museum
O mesmo poderá acontecer se virmos uma toalha de mesa com bordado em ponto de Assis, situação que é hoje cada vez menos provável, nesta época em que o que se procura é ter pouco trabalho. 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Uma toalha de cadilhos

Toalha de mãos em linho adamascado com monograma e franja (de cadilhos)
Conhecia o ditado popular «Quem tem filhos, tem cadilhos; quem não os tem, cadilhos tem. Em sentido figurado “cadilhos” significa preocupações, mas na realidade a palavra vem do espanhol cadillos (no plural) que se aplica aos fios iniciais de um tecido, sobre os quais se tece. De qualquer maneira pode-se deduzir que são o tipo de ligações que se estabelecem com as pessoas com quem temos afectividade que nos trazem preocupações.
Bodas de Cana. Mestre dos Reis Católicos, 1495.
Este raciocínio vem a propósito de uma lista de roupa branca usada na copa registada no inventário dos bens móveis do Bispo Conde de Vasconcelos e Sousa, falecido em 1717. Lá vêm mencionadas três toalhas de cadilhos. Na realidade cadilhos é também sinónimo de franja. Penso contudo que deve ser mais correcto aplicar esta designação quando a franja é feita com os fios da urdidura do tecido, como é o caso apresentado, e não quando esta é justaposta.

Pequenos nadas que nos fazem pensar e nos transportam para um outro tempo.