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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Exposição em Coimbra

 


A  8.ª edição de O Mundo do Vinho, vai decorrer em Coimbra de 15 a 29 de Outubro. 

Nesta primeira semana existem várias actividades mas chamo a tenção para a Exposição de Rótulos de vinho do Porto.
Na próxima semana falarei sobre o livro Rafael de Faca e Garfo, mas disso darei conhecimento mais tarde.
Consultem o programa em www.vinhoearte.pt

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

A exposição “Santo António na Publicidade”

  

O anúncio desta exposição, que está patente no Museu de Lisboa Santo António, deixou-me logo curiosa.

Abriu há pouco tempo e é uma pequena mostra do muito que deve haver e que nos escapa. Para além do espólio do Museu contou com a colaboração de outros museus, como o Museu Bordalo Pinheiro, e com os empréstimos de vários coleccionadores particulares.

 

Para quem gosta de publicidade, associar este tema a um santo que aos lisboetas (eu sou lisboeta quando me convém) diz tanto, é um autêntico rebuçado.

Da vasta selecção, que acaba por se interpenetrar com figuras antonianas do Museu escolhi, como seria previsível para este blogue, imagens de produtos relacionados com a alimentação.

Ao longo dos tempos este santo, padroeiro da cidade de Lisboa, e protector dos amores, pelo que é também considerado padroeiro dos casamentos, foi usado como figura central de múltiplos empreendimentos comerciais. Partia-se do princípio que a sua figura simpática vendia. E deviam estar certos.

Foi assim que surgiu associado a empresas que tomavam o seu nome, como a Quinta de Santo António, a Pastelaria de Santo António, etc., ou como marcas em que está presente a sua imagem. Deste modo a sua imagem está presente em inúmeros cartazes, rótulos de vinhos, marcas de café, de bolachas,(*) etc.

Para recordar as minhas férias de meninice na Costa da Caparica, não podia faltar a Pastelaria de Santo António, com os seus bolos deliciosos que comíamos à tarde na esplanada. 

E eu disse que só falava no ramo alimentar. Aconselho a irem ver!

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(*) Ver o meu poste Fabrica de Santo António. 1 - História  https://garfadasonline.blogspot.com/2010/02/fabrica-santo-antonio-1-historia.html e Fábrica de Santo António. 2 -Os produtos https://garfadasonline.blogspot.com/2010/02/fabrica-santo-antonio-2-os-produtos.html

terça-feira, 20 de julho de 2021

Picasso minha alma gémea


Faço minhas as suas palavras. Nunca uma frase me fez sentir tão identificada.

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Nota: Cartazes publicitários espalhados por Lisboa a propósito da EMUA – Ephemeral Museum of Urban Art, que teve início no dia 5 de Maio e estará  até 25 de Julho na Lx Factory, em Lisboa.

sábado, 26 de setembro de 2020

A procissão do Corpo de Deus

As primeiras procissões do Corpo de Deus começaram no século XIV e tornaram-se rapidamente em manifestações populares de fé que se mantiveram até aos nossos dias. Regulamentada desde o século XV, nela surgiam dezenas de confrarias religiosas e representantes das corporações dos mesteres que se agrupavam na Casa dos Vinte e Quatro.

Esta comemoração religiosa era um momento de festa partilhada por milhares de pessoas, que nelas participavam, ou que viam passar a procissão nas ruas ou das janelas engalanadas com colchas.

No século XX Diamantino Tojal (1897-1958) responsável, como construtor civil, de importantes obras lisboetas, como o IPO, e a vila Berta, nas Graça, entre outras, decidiu reconstituir o que poderia ter sido a procissão do Corpus Christi.

Tendo começado em 1944 realizou 1587 miniaturas em barro pintado do que imaginava teria sido aquele acontecimento. Com ele colaboraram José Daniel Santa Rita Fernandes, arquitecto, Vasco Pereira da Conceição, escultor e António Soares, pintor.

Presentemente podemos ver a obra completa, extraordinária, exposta na antiga sala do Capítulo do Convento da Graça, um espaço envolvente adequado e agora recuperado.

A associação não podia ser mais perfeita. Mas como os contos de fadas a amostra está preste a acabar. Se quiserem ter o prazer mágico da visão destas figuras, não percam a oportunidade porque acaba já no dia 11 de Outubro.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Convite: Exposição Garrafas de Licores

Vai ter lugar no dia 21 de Julho, sábado, às 16 horas a inauguração de uma nova exposição de Garrafas de Licor, com parte do espólio das cerca de 1000 garrafas desta temática que entretanto fui coligindo.
A exposição desta vez será no Museu Marquês de Pombal, em Pombal e resultou da proposta que a Drª Cidália Botas, desse Museu, fez para levar a exposição que esteve anteriormente no Museu do Vidro da Marinha Grande. Contamos com o apoio deste último museu que nos facilitou fotografias e cópias de modelos industriais que vão tornar a amostra mais completa.
Ao contrário do Museu da Marinha Grande, que possui salas próprias para exposições, este museu de Pombal, de pequenas dimensões, vai integrar no seu espaço as peças de vidro da colecção.
Como o Marquês de Pombal foi um patrocinador do desenvolvimento de várias indústrias, entre as quais a do vidro, as garrafas vão ficar sobre a protecção do Marquês, o que muito me agrada.
O projecto que parecia difícil foi um desafio conseguido e a exposição, que acabamos de montar, ficou muito interessante.
Se tiverem disponibilidade não deixem de ir visitar a exposição no dia da inauguração ou noutro. Não haverá palestra nesse dia que fica adiada para o final da exposição a 31 de Outubro. Mas podem sempre visitar o museu, a exposição e beber um licor, caso estejam presentes no dia 21 de Julho, o que muito prazer me daria.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Convite: O pão à mesa do rei.


De 6 a 15 de Julho, decorre no Jardim do Cerco, em Mafra, o Festival do Pão. Para além do extenso programa o “Fórum do Pão” integra uma exposição, apresentações temáticas e degustações.

A exposição intitula-se “O Pão de todos: da mesa do povo à mesa real” e apresenta a história desde importante alimento.

No mesmo espaço decorrem, sempre às 15h30, diversas actividades.

No dia 7 de Julho, vou falar sobre “O pão à mesa do Rei. O consumo do pão nas Cozinhas Reais”.
Fica aqui o programa e podem consultar as restantes actividades aqui. Acho a iniciativa interessante e sobre ela voltarei a falar. Estão todos convidados. Espero lá vê-los.

terça-feira, 26 de junho de 2018

As cores do pão

Foto de João Oliveira Silva da CMF

Tive o grato desafio de receber um convite da Câmara Municipal de Mafra para organizar uma exposição sobre o pão durante o Festival do Pão que irá decorrer nessa cidade entre os dias 7 e 15 de Julho.
O tema este ano tem a ver com o pão na mesa real, numa referência às estadas da corte de D. João V nessa, então, vila. Mas decidiu-se falar no «Pão de todos: da mesa do povo à mesa real», título da exposição, por ser mais abrangente.
 
Pormenor do quadro «natureza morta com pão e empada de perú» Pieter Claesz, 1627. Cortesia de Rijksmuseum Amsterdam.
Foi um desafio interessante porque me fez pensar de outra forma no pão. Um dos painéis designa-se «As cores do Pão» e remete-nos para uma realidade que presentemente se alterou.


Consumido por todas as classes sociais o pão era, contudo, o elemento base da alimentação das classes mais carenciadas. Apresentava-se com várias formas e características mas era na qualidade do pão (pão branco ou alvo para as classes poderosas, de mistura ou de cereais inferiores como a espelta e o sorgo, para o povo) que se revelava a grande diferença entre as classes sociais.
Era notória uma hierarquia nos pães tal como existia na sociedade e a cor do pão traduzia essa realidade. Até à introdução do milho na panificação as cores do pão variavam do escuro, quase preto, ao branco. A farinha de milho veio alterar a composição dos pães e a sua cor.

O padeiro (c. 1681). Job Adriaensz Berckheyde. Worcester Art Museum.
Para ilustrar esta ideia decidi utilizar um quadro «O padeiro»,  pintado por Job Adriaensz Berckheyde e existente no americano Worcester Art Museum. O preço pedido pela utilização da imagem para este fim era incomportável. Decidiu-se então fazer uma fotografia de uma natureza morta que envolvesse pão (pães de Mafra, pois claro!).
Para isso inspirei-me num quadro que Salvador Dali pintou em 1926 e adaptei a ideia com objectos da minha pertença. O resultado da foto (da autoria de João Oliveira, da CMF) superou as expectativas: ficou lindíssimo, como podem confirmar.
O cesto de pão. Salvador Dali. 1926.
Esta história tem um outro fim: o de alertar para o crescente aumento de preço que alguns museus pedem pela utilização das suas imagens. Enquanto alguns museus pensam que o facto de divulgarmos uma das suas obras já é uma forma de pagamento outros, com acontece com a maior parte dos museus portugueses dependentes da DGPC, fazem-se cobrar bem. 

Este problema surgiu-me com o meu futuro livro «Vestir a Mesa». Com o preço pedido, por exemplo, pela utilização de uma fotografia do Arquivo Fotográfico de Lisboa, eu comprava a foto no mercado, caso ela aparecesse. Resultado: o livro vai ter imagens estrangeiras de bons museus, imagens de peças e gravuras minhas, fotos de conjuntos da minha colecção mas apenas as imagens indispensáveis dos museus portugueses.
Vão ficar com as imagens guardadas nas suas colecções e não será feita divulgação do nosso espólio (com grande pena minha), tanto mais lamentável porque será uma edição bilingue. Não acham que não é por aí que vão encher-se de dinheiro para a Cultura? Praticar preços internacionais num país como o nosso é uma tontaria contraproducente. E que tal rever as tabelas?

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Exposição de Vidros do Séc. XVIII


A minha amiga Inês Coutinho, do Departamento de Conservação e Restauro e investigadora na Unidade de Investigação Vicarte, FCT do Campus da Caparica, enviou-me um convite irrecusável.

Trata-se da inauguração da Exposição de vidro utilitário do século XVIII de Almada, intitulada «Uma história Engarrafada», que terá lugar no dia 9 de Junho às 16,30h no Museu da Cidade em Almada.

Para os lisboetas é só apanhar o barco no Cais do Sodré até Cacilhas (10 min) e tomar o metro de superfície direcção Corroios e saem na Cova da Piedade (10 min).
Ficam convidados. Vai valer a pena!

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A Tecelagem Doméstica por Sereira Amzalak

Noutras mãos estes papéis não seriam grandemente valorizados e esta informação ia perder-se. No meio de amostras de rendas e de tecidos encontravam-se dois papéis. Um deles um folheto de apenas duas folhas que anunciava uma Exposição de Tecelagem Doméstica promovida pelo Secretariado Nacional de Informação (SNI), no Palácio Foz, em 1951.

 Anexo existia uma folha em que se publicitava o «Curso de Tecelagem Doméstica» ministrado pela organizadora Sereira Amzalak. Na exposição apresentavam-se os trabalhos das suas alunas, aproveitando para estimular o interesse por este tipo de manufactura.
Sereira Amzalak, nasceu em 1902 e adquiriu este gosto pela tecelagem feita em teares manuais nos Estados Unidos para onde foi durante a II Guerra Mundial. Segundo as palavras da própria viu teares manuais na «Women’s exhibition» que a entusiasmaram a inscrever-se na Universal Handicrafts School em Nova Iorque, onde obteve o diploma de tecelagem doméstica.
N.Y World's Fair (1939-1940)
Esta escola tinha sido fundada por Edward T. Hall, que havia sido vice-presidente de uma fábrica famosa e que decidiu abandonar o trabalho para fazer uma escola de artes manuais que considerava que fazia bem ao espírito e curava o stress. 
Começou por uma pequena escola, feita com as suas economias em Back Bay, em Boston, onde ensinava artesanato básico. Em 1936 fundou a referida escola em Nova Iorque, segundo ele, com o fim de tornar as pessoas mais felizes, ao serem criativos com trabalhos manuais. Publicou nessa data o livro «Expression of self through handwork».
Este movimento integrado ainda no movimento Arts and Crafts havia sido precedido nos Estados Unidos pelo Kingswood School Cranbrook que em 1931 fundou uma escola para raparigas.
Influenciada por estas ideias Sereira no regresso dos Estados Unidos, em 1947, seguiu para Paris onde visitou um curso de tecelagem da revista «Jardin des Modes». Com estes conhecimentos fundou em 1948 o Curso de Tecelagem Doméstica que ministrava em sua casa na Rua de S. Bernardo, 108, 2º, em Lisboa, a grupos de 12 pessoas.
Maria Josabete Silva Santos
Vieram pessoas de todo o país para frequentar o curso e os seus trabalhos ficaram famosos. Quando em 1960 teve lugar no casino do Estoril o primeiro concurso da «Portuguesa –modelo» a eleita, Maria Josabete Silva Santos, de 21 anos, seguiu para os Estados Unidos com uma mala recheada de toilettes, onde não faltava um «conjunto túnica confeccionado num precioso tecido de lã, algodão e fios de ouro, feito no tear manual de Sereira Amzalak, por mãos portuguesas», como informava o jornal «A província» de Agosto desse ano.
A exposição promovida pelo SNI, de que não encontrei outras informações, vinha na linha de desenvolvimento do artesanato promovido por António Ferro. Os nossos etnólogos iam registando pelo país as actividades que começavam já a definhar e a tecelagem era uma delas, tal como as rendas que estiveram também em evidência nessa mesma exposição.
Sereira casou-se apenas em 1970, aos 68 anos de idade, com Jacques Bensaude, industrial de fiação, nascido em Paris. Sereira Amzalak faleceu em 2000, aos 98 anos de idade.
Nota: As imagens são de amostras que acompanhavam os referidos papéis e que presumo correspondiam a modelos do curso de tecelagem.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Convite «Artes do Vidro no Consumo dos Licores»


No próximo dia 7 de Abril às 15,30 vou fazer uma conferência no museu do Vidro da Marinha Grande.
Com o título «Artes do Vidro no consumo dos Licores» será uma revisão pelos objectos que ao longo dos últimos séculos serviram para apresentar ou consumir os licores.
No século XIX, período áureo desta moda, os objectos tomaram formas exuberantes que serviam para orgulhar os anfitriões durante o serviço de licores que tinha lugar após o jantar, juntamente com o café.
 A partir de meados do século XX os licores ficaram cada vez menos na moda e o vidro fazia as suas últimas aparições nos conjuntos de cálices de múltiplas cores, para logo ser suplantado por novos materiais, como por exemplo o alumínio anodizado.
A conferência encerra a exposição que termina no dia 8 de Abril onde se encontram patentes algumas das garrafas da minha colecção.
Última oportunidade portanto para visitar a exposição. Terei muito prazer na vossa presença.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Caldevilla nas Belas Artes

 Vale apena deslocarem-se à Rua Barata Salgueiro, em Lisboa, para ver a exposição de cartazes de Raul de Caldevilla (1877 -1951).
Em 1914, Caldevilla fundou no Porto a ETP, Empreza Técnica de Publicidade, que se pode considerar a primeira agência publicitária nacional e que mais tarde se transformaria na Empresa do Bolhão.
Caldevilla teve também um papel importante na área do cinema português publicitário e não só. Dentro da temática deste blogue não posso deixar de falar no filme Chá nas nuvens, feito em 1917, como publicidade às Bolachas Invicta. O chá, devidamente acompanhado pelas bolachinhas, foi tomado no alto da torre dos Clérigos.
Para tornar mais espectacular este acontecimento filmado o acesso ao local foi feito por escalada realizada por dois espanhóis, contractados para o efeito. Cá em baixo a acompanhar todo esta aventura estavam mais de 100.000 pessoas, sobre as quais foram lançados pequenos papéis que semelhavam as bolachas. 
Uma campanha publicitária espantosa para a época e que associava já o interesse de Caldevilla na publicidade com o seu gosto pelo cinema.
É também por isso que na exposição se associam os cartazes de cinema, da colecção da Cinemateca Nacional com os muitos outros comerciais, em grande maioria de colecções privadas.
São esses cartazes que podem agora visitar até ao final desta semana, uma vez que a exposição foi prolongada.
Nota: ilustração com cartazes patentes na exposição.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Exposição de Garrafas de Licores de Portugal

Recebidos à entrada por D. Afonso Henriques, D. Nuno Álvares Pereira e uma garrafa feita para a Exposição do Mundo Português
Para quem não pode ir à inauguração recomendo uma visita à Marinha Grande. De Lisboa pela A8 demora 1,30 h e vale a pena visitar o Museu do Vidro e ver a exposição.
Claro que sou suspeita, mas ao fim de tantos anos a ver exposições pelo mundo inteiro sei o que é uma exposição interessante.

As nossas garrafas de licores enchem-nos de orgulho. São imaginativas e variadas e reflectem a sociedade portuguesa de meados do século XX.
Procurou-se o registo das mesmas de forma a determinar a data exacta de feitura e essa informação foi complementada, sempre que possível, através de catálogos de fábricas e visitas a algumas fábricas ainda existentes, sempre que as mesmas não apresentavam identificação de origem.
Os desenhos de trabalho, colocados junto das máquinas durante o seu fabrico, pertença do Museu do Vidro, permitiram a confirmação ou identificação dos locais de produção.
Fica aqui uma amostra para abrir o apetite. A exposição é complementada por um catálogo de grande qualidade com fotografias de Jorge Soares, muito experiente neste tipo de trabalhos.

A Exposição vai estar aberta ao público até Abril, mas não deixem para o fim.