Ficaram prontos os pickles de salicórnia. Agora há que esperar que se impregnem de vinagre e fiquem saborosos.Pela foto pode ver-se como o vinagre aquecido lhe mudou a cor, passando de um verde vibrante para um verde escuro, que lhes dá agora um aspecto de algas.
Quando estava a fazer os pickles pensei: quantas pessoas no mundo estarão a fazer pickles de salicórnia?.Quando nasce uma criança ou morre uma pessoa acontece, ao mesmo tempo, o mesmo a milhões de pessoas em todo o mundo.
Mas a fazer pickles de salicórnia nesse preciso momento serão seguramente poucas.
Este pensamento deu-me uma sensação de isolamento estranha.

Com o aquecimento global e a carência de água doce a cultura de plantas halófitas (isto é que crescem em solo salgado), como a salicórnia, para uso como fonte alimentar é extremamente atractiva e há já nalguns países campos de cultura desta planta. Para além de fonte alimentar pode também ser convertida em “biofuel”.
Vejamos o seu uso como alimento: Do ponto de vista calórico 75g (1/2 chávena) têm 100 calorias, 70 g de sódio (cerca de 3% da nossa ingestão diária), hidratos de carbono 2,5 g e 10 g de proteínas. É portanto uma planta rica em proteínas. Pode ser comida crua, cortada em pedaços e misturada em saladas, por exemplo com tomate, ou outros legumes. Temperar como habitualmente, mas omitir o sal. Pode também ser cozida e nesse caso utiliza-se sobretudo em pratos de peixe ou por exemplo com mexilhões. Pode cozer-se ao vapor, no microndas ou alourar-se em manteiga ou azeite para acompanhar salmão ou outro peixe. Usa-se também para quiches ou pratos de ovos. Ainda se pode adicionar em molhos como o molho tártaro ou molhos de iogurte.