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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Livro «Receitas usando especiarias Tajmahal»

A implantação de indianos em Moçambique remonta ao século XVII. Seria contudo no final do século XIX e na primeira década do século vinte que um maior número se instalou nesse país, até que a invasão de Goa alterou a forma como eram visto. Embora alheios ao processo foram perseguidos e muitos viram-se obrigados a regressar à Índia.
Uma grande parte dedicou-se ao comércio e foram eles que divulgaram a alimentação indiana, tão apreciada em Moçambique. 
Este pequeno livro de receitas não tem data (anos 50?) e, de acordo com informações na introdução, é já a 3ª edição.
As receitas eram feitas com as especiarias da marca «Osman’s Tajmahal» uma empresa sediada na África do Sul e fundada nos anos 20 por Osmana Karrim Dada. Hoje mantém a actividade e tem na sua direcção Ismail Osman. 
As especiarias eram vendidas no Mercado Chong em Lourenço Marques e o livro «Novas receitas usando especiarias Tajmahal» devia ser uma oferta aos clientes. Nele encontramos 31 receitas que passam por vários tipos de caril, biriani, pilau de carne picada, samoosas, pickles, chutneys, e pães como naan e chapaties.
O mais engraçado é que no site actual da empresa apresentam ainda, além dos produtos, algumas receitas, o que significa que informar resulta.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O Restaurante Vitorioso

Descobri este restaurante pelo cheiro. Ia a descer uma rua e veio-me um cheiro agradável a comida indiana. Dei a curva e lá estava o restaurante, discreto, a que se tem acesso descendo uns degraus.
Lá dentro um espaço muito simples mas agradável que nos faz voltar um pouco atrás no tempo. As cadeiras e colunas estão pintadas de um verde entre o claro e o alface e as traves suportam fios que servem de suporte a pequenos panos de cores variadas, com inscrições indianas que presumo são religiosas.
A grande surpresa é contudo a comida, descrita como Nepalesa /Indiana, muito agradável, que nos faz sentir bem durante e após a refeição.
Escolhemos começar com chamuças que são óptimas e acompanhámos a refeição com paparis e pão nan de alho.
As doses, servidas em pequenas frigideiras de cobre, parecem pequenas mas são suficientes.
Das duas vezes que lá comemos já experimentámos Prawn Korma, um caril de camarão à moda de Goa e outro à moda indiana, um cabrito Saag Gosh, com espinfres e cebola e um frango Tikka Masala que recomendo vivamente.
De sobremesas têm a inevitável Bebimka, que é um doce que todos gostam mas que pessoalmente não aprecio, e um agradável gelado de manga com coco ralado.
O restaurante fica em Lisboa, na rua Andrade, nº 2, junto ao mercado do Forno de Tijolo e para quem gosta de comida indiana vale a pena visitá-lo.
E ninguém me encomendou este sermão.

domingo, 18 de março de 2012

Comidas do Punjab em Vilamoura


A comida indiana é uma das minhas preferidas. Antigamente era mais fácil encontrar um bom restaurante indiano em Lisboa. Eu sei que agora há mais restaurantes mas, nos últimos tempos, não me lembro de ter saído de um completamente satisfeita.

Quando este fim de semana tive que ir a Vilamoura, numa visita rápida, para participar numa reunião confesso que seria o último tipo de restaurante onde esperava comer.

Depois de uma aventura por terras algarvias, após me ter perdido, quando não descobri mais nenhuma placa indicativa depois da saída da Via do Infante, uma hora depois e após ter passado 4 vezes (quatro!) pelas célebres portagens da A22 cheguei ao destino. (Se eu cobrasse portagens também não punha placas).

A reunião era depois de almoço e tive tempo para dar um pequeno passeio ao longo da marina e ir vendo os restaurantes. Há de tudo desde o restaurante do Figo e do China que ocupa metade de uma das margens, até comida chinesa, pizzas, comida para americanos como hamburguers e outros menos característicos. Até havia restaurantes que serviam peixe, mas quando vi a emente do restaurante indiano pensei que só podia ser bom.
Com uma ementa enorme que inclui pratos goeses, pratos do norte da Índia, do Punjab, de onde são naturais e outros que eu nem conhecia, a escolha não foi fácil. De qualquer modo, e jogando pelo seguro, escolhemos umas chamuças que vieram acompanhadas de raita e de um molho de tamarindo. A sua qualidade justificou uma repetição. Veio depois um caril de Madras de gambas e um chacuti de frango, com arroz e pão nan.
Após as chamuças eu já salivava e esperava ansiosamente pelos pratos que estavam deliciosos.
Tão bons que me esqueci de fotografar. Quando me lembrei já não existia quase nada.

Estava compensada do tempo perdido, mas receosa por este repasto pré-conferência. É que eu era uma das oradoras. A reunião correu muito bem.