O quadro intitulado “As Papas” de José Malhoa foi pintado em 1898.Esteve exposto na exposição Nacional do Centenário de José Malhoa que foi inaugurada em 15 de Maio de 1955 e pertencia nessa data a um coleccionador privado.
Na introdução do catálogo da exposição encontra-se uma biografia que o próprio havia escrito anos antes. Nela se refere ao seu nascimento nas Caldas da Rainha, em 28 de Abril 1855, e ao trajecto da sua vida, até se dedicar em exclusivo à pintura.
Foi pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo feito parte do Grupo do Leão (1881-1889). Este grupo que se reunia na Cervejaria Leão de Ouro, em Lisboa, restaurante ainda hoje existente na Rua 1º de Dezembro, integrava figuras como Silva Porto, Columbano, Rafael Bordalo Pinheiro, António Ramalho, João Vaz, Henrique Pinto, Ribeiro Cristino, Moura Girão, Rodrigues Vieira e Cipriano Martins, entre outros.
Foram as discussões estéticas e artísticas que tiveram lugar no seu seio que influenciaram o gosto de Malhoa pela representação da natureza, pintada ao ar livre e pela pintura de cenas rústicas ou de hábitos típicos que mostravam práticas aldeãs. 
Foi sobretudo depois de 1885, após a aquisição da sua casa em Figueiró dos Vinhos, onde contactou mais de perto com a vivência no campo, que adquiriu o gosto por temas populares, que retomaria ao longo da vida. Seria este aspecto que levaria Diogo de Macedo a chamar-lhe um «historiador da vida rústica de Portugal».
É dentro deste conceito que se integra o seu quadro “As papas”, em que representa uma camponesa idosa, desdentada, a comer ou a mexer, com uma colher de pau, um prato de papas, aparentemente de milho, também chamadas papas de carolo.