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domingo, 2 de junho de 2019

Apresentação do livro «Vestir a Mesa» em Coimbra

Vai ter lugar no Museu Machado de Castro, em Coimbra, no dia 13 de Junho, a apresentação do livro «Vestir a Mesa- Dressing the Table», às 18 horas.
A apresentação será feita pela minha amiga Maria da Graça Pericão e eu farei uma pequena comunicação sobre o tema.
Fica aqui o convite a quem vive na zona.
Relembro que o livro não tem venda a nível nacional sendo comercializado apenas nalguns locais e claro nas apresentações.
Lá espero as minhas amigas de Coimbra e quem achar o tema interessante.

PS: Eu sei que é dia de S. António, mas felizmente (neste caso) as comemorações do dia não se estendem a Coimbra.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A apresentação do meu Museu virtual

O sonho de ter um Museu dedicado às artes da mesa e à cozinha é acalentado por mim desde há vários anos. Para isso tenho adquirido ou guardado objectos que possam servir como exemplos de uma determinada função para uma determinada época.
Não se trata de objectos valiosos, para os quais não tenho capacidade económica e que estão visíveis em muitos museus. São sobretudo objectos úteis, daqueles que, precisamente por não terem grande valor, são deitados fora ou deixados esquecidos em armários ou gavetas. Muitos deles já não se sabe para que serviram e outros já estão esquecidos.
As coisas vão se acumulando (infelizmente é a palavra correcta) por incapacidade de encontrar um local ou apoio monetário para apresentar e manter as peças. Com a crise económica, a que já devíamos estar habituados, as Câmaras e as empresas têm agora mais dificuldade e sobretudo mais desculpas para não dar qualquer apoio.
Assim, como boa portuguesa, continuo à espera, que me saia o Euromilhões. Até lá, e porque tal não deve acontecer tão depressa, decidi fazer um Museu Virtual.
Debrucei-me durante algum tempo sobre um Thesaurus adequado para a classificação das peças. Cheguei a falar com duas amigas minhas, que trabalham em museus, para fazermos esse trabalho, mas nunca chegamos a concretizá-lo por falta de tempo meu.
Tenho no entanto uma classificação feita por mim que se baseia na realizada em França para inventariação do património, que deve ser a melhor, e numa outra americana. Também aqui, à boa maneira portuguesa, adaptei-a e “melhorei-a”. Ficou mais complexa, mas também mais completa e não está acabada, mas será essa que vou usar.
Nela se classificam os objectos primariamente pela sua função geral e depois pela função mais específica.
Fiz fichas que irei apresentar com os objectos e que serão modificadas à medida que for detectando erros.
Os objectos mistério fazem parte desse conjunto, mas outros, nada misteriosos como guardanapos de papel, papel de embrulho de pastelarias, caixas de doces, folhetos de electrodomésticos ou publicitários estão também incluídos.
Inicio assim o meu Museu. Na ausência de espaço real fica suspenso no ciberespaço.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Apresentação

Neste primeiro artigo é necessário que me apresente.
Os textos que vou apresentar, nesta fase inicial do blog, fazem parte das minhas publicações num jornal regional, os «Ecos da Marofa». Trata-se de um jornal da região de Figueira de Castelo Rodrigo. Não nasci nesta zona e só tardiamente a vim conhecer mais em pormenor. Sou vizinha, nasci na Beira Baixa e aí vivi a infância e a adolescência até à idade de vir estudar para Lisboa. Formei-me em Medicina e tirei a especialidade de Hematologia. Durante este percurso tive a oportunidade de conhecer um digno representante da zona, que é hoje um grande amigo meu, o Dr. Álvaro de Carvalho, natural de Mata de Lobos.
Foi na sua companhia e na do Dr. Vermelho Corral que tive a sorte de descobrir a região. Não podia ter melhores cicerones. Conhecedores, como poucos, dos recantos e características da Vila de Figueira de Castelo Rodrigo e das suas freguesias circundantes, guiaram-me na descoberta dos seus segredos.

Desde há vários anos que eu percorria o país na busca de cozinhas que mantivessem características regionais ou que se tivessem mantido preservadas. Esta zona do interior ficou quase para o fim da minha pesquisa. Mas não foram só as descobertas no local que me entusiasmaram. A forma hospitaleira como fui recebida e a facilidade de comunicação das pessoas que me foram apresentadas, para com alguém que acabavam de conhecer deixou-me surpreeendida. Estava ali pela primeira vez, mas sentia-me já da “casa”. Foi uma sensação agradável que me fez desejar voltar. Quando o Dr. Álvaro de Carvalho me pediu para colaborar no jornal acedi logo com gosto. Era uma forma de agradecer a boa recepção que tive no local e uma boa desculpa para aí voltar. A posteriori achei que valia a pena divulgar estes textos de forma mais global. Nada melhor que um blog.

Os meus interesses, fora da área da Medicina centram-se na área da Gastronomia. Um dia falaremos sobre a diferença entre culinária e gastronomia que, embora distintas, as pessoas confundem. Não é que não me interesse pela culinária. Foi por aí que eu comecei e a que dediquei muito entusiasmo. Mas com o tempo passei a interessar-me pela história da alimentação, pelos hábitos de mesa, pelos objectos, pelos alimentos e por fim, pelo local onde eles são confeccionados. Esta temática da alimentação é um poço sem fundo. Começamos a explorar e vamos descobrindo novos focos de interesse.

O primeiro livro que escrevi chamava-se “Mesa Real. Dinastia de Bragança”. Foi publicado em 2000. Quando esgotou fiquei contente, mas depois descobri que ninguém o conhecia e fiquei triste. É o problema dos autores. As alegrias e as tristezas andam sempre de mãos dadas.


Quando comecei a estudar as cozinhas tinha um projecto que abrangia todo o país e todo o tipo de habitações. Ficou pronto e chama-se ”Cozinhas. Espaço e Arquitectura”, tal como havia programado.
Acabou por sair mas apenas foca as cozinhas das casas senhoriais. As cozinhas de Escalhão, de Mata de Lobos, de Figueira de Castelo Rodrigo e todas as outras de Portugal que apresentam características populares sairão um dia.
Entretando neste espaço, se tiverem paciência para me ler, falarei de alguns aspectos que fui encontrando pelo país, não só em relação ao espaço mas aos objectos. Falaremos de alimentos e talvez até de receitas. Espero que seja um espaço apetitoso.
Até à próxima garfada.