O objecto que
hoje apresentamos em cerâmica, muito leve, apresenta uma boca oval, com as dimensões de 15
x 10 com, excluindo a asa ou pega.
Como se designa e qual a sua utilidade?
O objecto que
hoje apresentamos em cerâmica, muito leve, apresenta uma boca oval, com as dimensões de 15
x 10 com, excluindo a asa ou pega.
Como se designa e qual a sua utilidade?
Confesso que nunca tinha visto
separadores de pratos feitos especialmente para esse fim. Em tecido branco, de
piqué de um lado e feltrado do outro, ou com belos tecidos coloridos, todos se
apresentam orlados. Mais frequentemente com fita de seda, por vezes com gorgorão,
ou mesmo com franja.
Hoje em dia as pessoas colocam,
de forma prática, folhas de rolos de papel de cozinha para separar os pratos que
se desejam empilhar. Funciona, mas não corresponde ao mesmo efeito protector.
Podem também encontrar-se, em raras lojas, protectores em feltro, mas não têm a
beleza destes exemplares.
Datados alguns do final do
século XIX e outros do início do século XX, são espelho de um requinte e
cuidado de protecção de pratos de qualidade.
Para mim, foi uma descoberta e um encantamento pelas coisas simples, cuidadas. Sempre a aprender!
Ofereceram-me hoje estes dois objectos.
O pires tem de diâmetro 10 cm. Quanto ao conjunto tem uma altura aproximada de 10 cm. São, portanto, pequenos. A que se destinavam?
Este objecto tão singelo destina-se a ser pendurado numa torneira para fixar uma das asas de um tacho. A asa oposta ficará segura com a outra mão.
Desta forma é possível lavar o
tacho com a mão livre.
Foi por isso que o inventor
deste ovo de Colombo lhe chamou “3ª mão”.
Essa designação surge em ambas
as faces do papel envolvente, num dos lados em inglês e do outro em francês,
acompanhando a imagem explicativa que não deixa margens para dúvidas.
Simples, não é?
O objecto em si é desinteressante. Simples de mais. Um tubo em metal (aço?) dobrado ao meio e curvado para cumprir a sua função.
Mede apenas 16 cm.
Já a sua utilidade e, mais
ainda, o nome dado pelo fabricante, são uma surpresa.
Para que serve?
.........................
P.S. Aviso que não é fácil.
Parece ter sido muito fácil a
identificação do objecto. Mas também tiveram ajuda porque ficou à vista a marca
Allegro.
A fábrica Allegro situava-se
na Suíça, em Lucerna, mas não consegui encontrar informação sobre a sua
história.
Era sobretudo conhecida pela
produção de afiadores de navalhas de barba e de lâminas para o mesmo fim. Apresentados
numa caixa faziam-se acompanhar por folhetos explicativos.
O design e os materiais usados
situam os mais antigos objectos no início do século XX, tendo sido sobretudo usados
durante a guerra quando as lâminas, por razões económicas, ficaram mais finas.
Na caixa vem explicada a sua
utilização: afastam-se as pedras e introduz-se a faca com o fio virado para
cima, fazendo-se depois um movimento de vai vem com a mesma. Este afiador foi
bastante usado porque as pedras se encontram gastas na parte média. Como dizia
o produtor: podem sempre substituir-se.
Este objecto, que poderia
ainda estar em uso, era de grande utilidade.
Tem uma base com 14 por 4 cm
e de altura c. de 7 cm.
Para que servia?
Nome do Objecto: Escalfador (réchaud)
Objecto com três braços móveis
e lamparina central, destinada a conter combustível, com três furos de entrada
para colocar as torcidas. Os braços de suporte permitem com um pequeno
movimento ajustar as bases em concha ao tamanho do objecto que se pretende aquecer.
Nunca pensei vir a escrever sobre regadores. Contudo quando os meus olhos caíram sobre um exemplar puro dos anos 60, de cor laranja e grande flores amarelas, violetas e roxas, a fazer-me lembrar a insígnia da Mary Quant, não resisti. É verdade que sobre ele não posso contar qualquer história porque desconheço a quem pertenceu. Achei-o lindíssimo e extraordinariamente pouco prático e, o pouco uso que deve teve ter tido, atendendo ao seu excelente grau de conservação, confirma-o.
Num ambiente calmo falámos durante horas, mas não me recordo do tema da conversação. Usavam-se então plantas no interior e quando a luz começou a abrir, constatei que as plantas estavam a precisar de água. Fui buscar um regador e reguei as plantas. Lembro-me de o Jorge Martins ter dito que num ambiente daqueles se justificava um regador com maior beleza. Fiquei estupefacta com a sua sensibilidade estética, sobre um tema que nunca me havia ocorrido.
Passado algum tempo fui à loja
do Vergílio Seco, que tinha então um antiquário no Príncipe Real e vi o jarro
de louça branca com flores que aqui mostro. Lembrei-me da conversa e pensei: é
este o adequado. Comprei-o e durante muito tempo usei-o com o fim de regar as
plantas da sala.
Um dia promovi-o a jarro de
flores e deixou de ser um objecto utilitário.
Hoje, bem mais prática, como nos ensina a idade, uso um regador de plástico, sem estilo ou história.
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| https://catherinewhite.com/rough-ideas/2010/07/brushes.html |
| Várias escovas de toilete do séc. XIX e XX com costas em prata |