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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Museu Virtual: Caneca enganadora

Nome do Objecto: Caneca

Descrição: Caneca de forma cilíndrica com uma asa. Tem 9 cm de altura e 7,5 cm de diâmetro. Apresenta-se decorada com 3 riscas grossas de cor azul e 3 finas em manganês. Tem um segundo fundo falso, alteado, a cerca de 3 cm do bordo superior.
Material: Faiança
Época: Início séc. XX (?)
Marcas: Não tem
Origem: Adquirida no mercado português.
Grupo a que pertence: Equipamento culinário.
Função Geral: Recipiente para o consumo de bebidas.
Função Específica: Beber vinho.
Nº inventário: 3635
Objectos semelhantes: Não existem em cerâmica.
Observações:
Os objectos enganadores em cerâmica apresentam-se mais frequentemente sob a forma de jarros. A sua construção é mais complexa e a grande maioria tem um sistema de armazenamento de líquido paralelo que só funciona quando se tapa com os dedos um dos orifícios.
Esta caneca é uma forma enganadora de servir o vinho, levando o consumidor a acreditar que tem mais quantidade do que a que realmente existe. Foi encontrada num local de reunião masculina, entre outros copos, e devia servir de divertimento pela surpresa causada.
Mais frequentes são os copos em vidro com as bases grossas (ver: Objecto Mistério Nº 20 - Penny lick ) que podem ter dois fins: servir para enganar o cliente como sucedia na venda de gelados ou vinho, fazendo crer que a quantidade era superior por reflexão do vidro ou quando utilizado como «copo do anfitrião» evitar que o dono da casa bebesse mais do que a conveniência social indicava.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Objecto Mistério Nº 59. Resposta: Cobertura de depósito de clister

Talvez tenha sido em meados do século XX que em muitas casas as preocupações em cobrir objectos inestéticos ou com pouco uso, que se queriam proteger do pó, atingiram o auge.
Não foi uma moda disseminada, mas predominava em casas burguesas cujas donas de casa eram mais extremosas.
Assim de repente recordo-me que havia pessoas que tinham as botijas de gás cobertas com saias e as mais imaginativas arrancavam as pernas a bonecas de plástico e faziam umas grandes saias que cobriam as botijas. 
Lembro-me também que quando visitei cozinhas para fazer o livro «Cozinhas. Espaço e Arquitectura» de ter visto numa cozinha de uma casa senhorial ribatejana as prateleiras onde se encontravam os tachos e panelas em alumínio cobertas com cortinas. Embora na maior parte das casas as cortinas desçam abaixo da prateleira e têm funções decorativas, aqui protegiam os utensílios de cozinha do pó.
Numa outra cozinha, cuja proprietária era uma alemã radicada há muito em Portugal existia um suporte para os panos de cozinha, em madeira, com cerca de 3 ou 4 rolos onde estes ficavam abertos e que era coberto com uma cortina branca com bordados que cobria toda a estrutura.
Chegamos por último ao depósito para a água dos clisteres. Normalmente era guardado num armário, mas, como se comprova pela imagem mistério, podia ficar pendurado e oculto com uma cobertura de pano bordada.
Neste caso constato que se trata de um utensílio português da marca Sublime. Como era habitual e, por razões que desconheço, apresentava-se sempre com uma cor alaranjada. Outro mistério!

sábado, 22 de junho de 2019

Objecto mistério Nº 59

Publicado o meu livro «Vestir a Mesa» tenho-me tentado organizar para uma futura exposição sobre o tema que terá lugar em Guimarães no próximo ano.
Dentro dessa linha tenho continuado à volta dos “panos”, a escolher, organizar, lavar, etc.
De entre os vários panos bordados, encontrei este que reconheci imediatamente. Faz parte de um tempo em que tudo tinha uma organização e em que as donas de casa cuidadosas cobriam algumas peças menos estéticas.
Tem de altura 25 cm.
A que se destinava?

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Objecto Mistério Nº 50. Resposta: Alfineteiro

 A primeira vez que olhei para este objecto também pensei que era um paliteiro. Daí não admirar que fosse esta a resposta mais frequente. Mas temos que reconhecer que se fosse essa a resposta era muito fácil. 
A diferença entre alfineteiros e agulheiros é por vezes difícil. Mas mais frequentemente os agulheiros são em pano para reterem a agulha, uma vez que não têm cabeça, embora uma outra opção seja deixá-la com uma extensão de linha, ou utilzar caixas fechadas.
O tema deste blog também não facilitou as respostas certas. Habitualmente apresento objectos relacionados com a alimentação. E os paliteiros podem apresentar-se com uma variedade infinita de formas. 
Nesta caso a menina tem sobre os joelhos uma almofada, que alude às usadas para rendas de bilros. Além disso os buracos são mais pequenos do que os que encontramos nos paliteiros. Por último dentro existe ainda um alfinete que aí ficou retido.
É um objecto raro, de maiores dimensões do que as que observamos nos paliteiros. Não tem marca e apresenta apenas um «N» inciso e um número «1773», igualmente inciso na pasta vidrada. Apesar de não ser habitual datar estas peças, e não sei se isto é uma data, penso que seja do século XVIII.