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domingo, 7 de outubro de 2012

Em boa hora fui à feira

 O título deste poste veio-me à cabeça quando me recordei de um livro de infância «Em má hora foi à Feira», da colecção Tonecas. A história contava as desventuras de Zé Gaspar, um saloio ganancioso, que ia à feira vender o seu porco «Chiquito». O que se passava a seguir deixava o meu irmão às gargalhadas, embora eu lhe achasse menos graça.

Bolo do Tortozendo

Hoje porém é da Feira de S. Miguel que referi no poste anterior que eu lhes quero falar.

Fui a meio da manhã para fazer umas compras e ver se encontrava covilhanenses. Encontrei um amigo meu de infância a quem tive de perguntar o nome e que não me identificou de início. Coisas que acontecem quando as pessoas não se vêem há mais de trinta anos.

Como sempre acontece em Portugal as bancas ainda não estavam todas instaladas. Isso contudo não me impediu de fazer boas compras.
 Comecei por comprar uns enchidos com muito bom aspecto, pastéis de molho com um ar apetecível e um bolo do Tortozendo. É claro que este não me vai saber como o da minha infância, a própria vendedora me disse que nunca mais ninguém conseguiu fazer este bolo como o homem que os fazia no Tortozendo e que morreu com o segredo.
Comprei uma réstia de alhos e de cebolas que como podem ver se metia pelos olhos.
Comprei ainda dois queijos caseiros feitos na região do Fundão. São queijos de mistura curados feitos em Alcaria por Vasco Machado dos Santos e vendidos por uma simpática Paula Serra. Um deles foi o melhor queijo que comi nos últimos tempos e só a preguiça me impede de lá voltar e comprar mais queijo.

 Para manter este espírito beirão fiz um almoço com ervilhas tortas, ovos escalfados e enchidos que estava delicioso.
 É muito feio ser invejoso!.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Feira de São Miguel no Mercado da Ribeira

No domingo, dia 7 de Outubro, realiza-se uma réplica da Feira de São Miguel, uma feira tradicional do Tortozendo, uma freguesia da Covilhã.

Esta feira que tem lugar a 29 de Setembro é também conhecida por «Feira das Cebolas» e, apesar do nome, é um feira pagã com longa tradição. Vai ter uma festa no Mercado da Ribeira apoiada pela Câmara da Covilhã e de Lisboa e organizada pela Casa da Covilhã.
Bolo do Tortozendo
A Covilhã é a minha terra de adopção onde passei a infância e a adolescência, por isso aconselho a experimentar as coisas boas que só existem na região, como a cherovias, os pastéis de molho e, espero, o «Bolo do Tortozendo».
Se não sabem de que falo podem ler os meus postes sobre estes alimentos e ir lá experimentar.

Uma oportunidade para os covilhanenses se encontrarem e para os lisboetas irem à província, sem se deslocarem.

domingo, 22 de abril de 2012

Os primeiros morangos


Começou a época dos morangos. É verdade que agora já não há estações para a fruta, mas tradicionalmente os morangos surgem na Primavera. No início evito sempre comprá-los porque são ainda pouco doces, mas a experiência da semana passada foi boa e repeti.
São morangos biológicos, uma classificação absurda que agora usamos para distinguir dos outros de estufa. Não se fala já em variedades.
Dantes havia os morangos canesences que vinham de Caneças e que eram descritos como um fruto grande, vermelho, saboroso e doce. Era pelo menos esta a descrição feita no catálogo da «Arboricultura, Lda.», de Caneças, que data de 1944. Para além desta variedade são mencionadas mais sete. Uma chamada Colares, outra Lisboa, outra Setúbal, e variedades com nomes estrangeiros como La produtive, a Madame Moutot, a Tardive Léopold e a ainda a Surpresa dos mercados.
O catálogo da «Hortícula Conimbricense» de Luís Rodrigues Vicente, de 1954, também descrevia outras seis variedades de morango. Quando abri o catálogo de Alfredo Moreira da Silva & F.os, Lda, de 1974, deparei-me com 25 variedades.
 Gostava de chegar ao Mercado da Ribeira e poder escolher: «Dê-me morangos Gaia para misturar com Empereur Nicolas».
Hoje fico contente com estes que, segundo a vendedora, «sabem a morango», o que seria de esperar, mas nem sempre assim acontece.
Temperei-os com açúcar e canela a que habitualmente adiciono vinho do Porto ou limão (ou ambos) e uma erva que transforma totalmente este prato: a hortelã. A hortelã picada não altera o gosto do fruto e torna-o mais fresco. Aconselho vivamente a experiência.
Eu sei que é uma fruta tão boa que se pode comer sem nada, mas porque não melhorá-la?

sábado, 4 de setembro de 2010

O Festival das Confrarias Gastronómicas em Lisboa

Hoje ainda e amanhã pode passar pelo Mercado da Ribeira e ir visitar o Festival da Confrarias Gastronómicas.
É uma pequena feira onde se podem ver os principais produtos que as confrarias defendem. Estão representados os trajes característicos das confrarias e se quiserem, podem adquirir alguns dos produtos regionais. Estão presentes os produtos da Madeira e Açores, os de Penacova, Vila Nova de Poiares, Penacova, Aveiro, Ribatejo, Tentúgal, Serra da Estrela, etc. Podem também encontrar-se alguns representantes de outras confrarias menos conhecidas como a do nabo, que não parecia despertar qualquer interesse ou exposições de produtores como o da Casa do Sal da Figueira da Foz. A bancada da Confraria do Nabo
Confraria o Moliceiro da Murtosa

Pode adquirir doces, vinhos, enchidos, barros, sal, queijos, etc. O aspecto mais interessante é passear pela feira para ver mas sobretudo para falar com as pessoas e descobrir as suas actividades e motivações.

O meu amigo Arménio da Confraria de Tentúgal e as Queijadas feitas no seu restaurante Casa Arménio

No primeiro andar estão instalados restaurantes que permitem experimentar alguns pratos regionais. Como visitei a feira no início da manhã tive a oportunidade de ver o desfile das confrarias, de que apresento algumas imagens. Em relação às confrarias gastronómicas a minha posição foi sempre um pouco ambivalente. Tive sempre a impressão de que se tratava de um conjunto de comilões que arranjaram um bom pretexto para comer. Mas não há dúvida que têm um papel meritório na divulgação dos produtos que escolheram defender e funcionam como um pólo de desenvolvimento da região.
Este festival permite um encontro dessas regiões com os lisboetas na medida em que nos traz os alimentos que identificamos como tradicionais.
Uma iniciativa a incentivar.