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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Os tabuleiros TV

Acordei há dois dias a pensar nos tabuleiros TV. Acho que foi nos anos 70 que comprei dois tabuleiros amarelos, mas agora à distância não consigo lembrar-me se alguma vez os utilizei.
Os primitivos tabuleiros TV eram feitos em alumínio e surgiram nos USA em 1953, vendidos já com comida confeccionada pela empresa Swason. Esta firma vendia para o dia de Acção de Graças (Thanksgiving) peru congelado, mas nesse ano calculou por baixo o valor total dos perus que necessitava comercializar. Apenas menos 26 toneladas, um número impensável no nosso país. 
Fotografia tirada da internet
Para evitar situações semelhantes decidiram comercializar peru fatiado já preparado com outros alimentos e, para o fazer, conceberam uma embalagem em alumínio com várias divisórias. A ideia foi muito bem recebida e a firma passou a comercializar várias refeições que a publicidade dizia se destinavam a mulheres ocupadas mas que queriam manter o hábito dos jantares familiares.
Este foi considerado o primeiro jantar TV, um sucesso, pois sabem com os americanos apreciam comer à frente da televisão qualquer porcaria colocada num prato. O tabuleiro usado, em alumínio, tomou o nome de «tabuleiro TV» e passou depois a ser feito em plástico, com cavidades para meter o prato, os talheres, os copos e outros alimentos. Não sei concretamento quando começaram a ser vendidos mas várias empresas como a Tupperware, produziram-nos em cores vivas.
Fotografia tirada da internet
Em Portugal devem ter chegado no final dos anos 70. Estes aqui apresentados foram feitos na fábrica de plásticos de Leiria, mas é provável que tivesse sido também produzido noutras fábricas. 
Tinham um ar moderno e faziam lembrar as refeições servidas nos aviões, que então as pessoas ainda não associavam a má qualidade.
Foram comprados por quem gostava de novidades mas devem ter sido muito pouco utilizados, não só porque muitas pessoas ainda não tinham televisão em casa e porque ninguém comia no sofá. Hoje é possível encontrar os modelos antigos à venda no mercado, mas espantem-se, ainda há firmas a produzi-los indistinguíveis dos primitivos. Será que há quem os use?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Uns guardanapos e bases de copos Vintage

Há alguns anos a autora de um blog brasileiro colocou o meu blog nos seus links em «vintage». Fiquei surpreendida até porque esta palavra se presta a imensas confusões.
Em relação aos vinhos a definição é clara e aplica-se a vinhos de qualidade de um determinado ano. Quanto ao vinho do Porto destina-se ao vinho de uma só colheita, produzido num ano de boa qualidade e que é engarrafado cerca de dois ou três anos após a colheita, maturando em garrafa durante 10 a 50 anos.
A noção de vintage estendeu-se para objectos que têm mais de 50 anos e menos de 100 anos, período a partir do qual passam a ser designados antigos. Assim, os objectos das décadas de 1950 e 1960 encaixam neste conceito e aqueles que apresentam características desse período são facilmente identificados, provocando nas pessoas algum enlevo e ternura. Para outros esse apelo é tão forte que, ao entrar em moda, se tornou para algumas pessoas num estilo de vida.
Hoje o meu blog é completamente vintage. Os guardanapos e bases de copos destinavam-se a uma festa, a um refresco ou a um cocktail de fim de tarde.
São dois modelos, um deles em que as bases são acompanhadas de guardanapos condizentes, enquanto o outro foi apenas comercializado como bases para copos. Foram abertos mas mantiveram-se na sua embalagem para uma outra oportunidade que, finalmente, chegou hoje.