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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Convite: apresentação do livro “Receitas particulares e curiosas” em Guimarães

  

Para quem tiver disponibilidade e esteja por perto aqui fica o convite para passar um agradável dia em Guimarães, a ver e a falar de flores e frutos outrora exóticos, e hoje tão abundantes na região. Pelo meio, vou apresentar o meu último livro incidindo na análise dos citrinos aí referidos. Apareçam!

CONVITE

Por vezes, os Deuses ajudam e tornam possível congregar, num único sábado, dia 24 de Fevereiro, actividades relacionadas com flores e frutos, num Paço dos Duques rodeado de 39 hectares de zona verde!

 

SÁBADO, DIA 24 DE FEVEREIRO, PAÇO DOS DUQUES

 

Horário

Evento

10h00-18h00

Exposição de camélias de Guimarães, no pátio do Paço dos Duque.

Organizado pela Câmara Municipal de Guimarães.

11h00

Apresentação do livro «Receitas particulares e curiosas: Manuscritos do século XIX

da família Coelho Villasboas», de Ana Marques Pereira e Álvaro Teixeira de Queiroz

15h00

Assinatura de protocolo de depósito da palmilha do sapato de D. Constança de

Noronha (séc. XV) entre a Venerável Ordem Terceira de S. Francisco de Guimarães e

 a Museus e Monumentos de Portugal E.P.E.

16h00

Lançamento do livro «A flora nas coleções do Paço dos Duques de Bragança»,

de Sasha Lima, editado pela Associação de Amigos do Paço dos Duques de Bragança e

 Castelo de Guimarães.

17h30

Inauguração da exposição de arte contemporânea «Impressions of camellia and lemon

/ Impressões de camélia e limão», de Isabel Pavão

18h30

Lançamento do catálogo da exposição «Impressions of camellia and lemon /

Impressões de camélia e limão», de Isabel Pavão

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Idade Média. Refeições simples e banquetes

 

É  este o título da comunicação que irei apresentar em Guimarães nas Jornadas Históricas cujo tema é este ano: "O quotidiano na Idade Média".

Aqui fica o convite e a informação sobre os festejos globais, bem como sobre as comunicações desse dia que, como podem constatar, vão ser extremamente interessantes.



quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Guimarães desconhecida


 Na última ida a Guimarães tive o prazer de descobrir a Zona dos Couros, cuja visita nos transporta ao passado.

Situada num local central, recuperado pela Câmara de Guimarães, surpreende pela sua beleza e extensão. Interrogamo-nos como é possível estar ali tão acessível e não termos tido conhecimento da sua existência, apesar das múltiplas visitas feitas anteriormente à cidade.

Esta zona situava-se fora das antigas muralhas e é atravessa pelo rio do mesmo nome (ribeiro de Couros) que nos passa debaixo dos pés, em várias linhas de água, que vemos correr hoje com uma limpidez que não teria antigamente. Persistem ainda extensos vestígios da que foi a importante manufactura das peles, com habitações especiais e múltiplos tanques onde as peles era mergulhadas, desde a Idade Média.

Os edifícios que foram fábricas onde se transformavam as peles de gado bovino em couros, com os seus típicos secadouros e tanques de tinturaria, são hoje, após a sua recuperação  ocupados pelo o Centro de Formação Avançada e Pós-Graduada, o Centro de Ciência Viva,  o Instituto de Design e até uma  Pousada da Juventude.

Impressionam os numerosos tanques em granito, onde em tempos se mergulhavam as peles, e que formam conjuntos extensos que se estendem por várias áreas.

Entrando por um portão de madeira entramos no que hoje se chama o Centro de Ciência Viva. Lá dentro situava-se o conjunto de habitações da Ilha do Sabão e uma antiga fábrica Âncora. No seu interior podem ver-se grandes mesas de pedra, sendo as fachadas cobertas por ripado de madeira que permitia estender no interior as peles e  secá-las. Ao entrarmos sentimo-nos regressar ao passado e, não sei porque razão, senti-me na Flandres, local onde nunca estive.

O sabão, tal como o sebo e a cola, eram extraídos da gordura das peles e transformados depois em produtos indispensáveis à vida quotidiana.

No passeio pela zona são também visíveis restos de fábricas, em pedra, de grandes dimensões, que foram empresas importantes nos séculos passados e  que foram abandonadas com o declínio desta industria em meados do século XX.

Se em Guimarães já havia tantos locais históricos para visitar, este antigo conjunto industrial, tão bem conservado, merece ser conhecido  e mencionado neste blogue, apesar de me obrigar a sair da temática habitual. Mas valeu muito a pena esta viagem no tempo.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Convite: apresentação do livro Cadernos do Dominguizo em Guimarães

 No dia 20 de Maio estarei em Guimarães, no Paço dos Duques, para apresentar o meu último livro "Cadernos do Dominguizo" baseado num registo de receitas do início do século XIX. 

Espero ter o prazer de reencontrar as pessoas dessa zona. Até lá.


 

domingo, 6 de janeiro de 2019

O toucinho-do-céu das Costinhas

O toucinho-do-céu, tal como as tortas de Guimarães, são doces tradicionais de Guimarães. Originalmente fabricados pelas religiosas do Convento de Santa Clara, após o seu encerramento as receitas viriam a ser herdadas pela Casa Costinhas que continua a produzi-los seguindo as técnicas tradicionais.
Em várias regiões do país encontramos um doce com esta designação. Mencionamos o de Murça, o de Amarante, o algarvio e o alentejano e o do Convento de Odivelas, como sendo os mais conhecidos. As receitas variam um pouco mas fundamentalmente são doces feitos com ovos, miolo de amêndoa pelada, açúcar e apresentam-se com a forma de um queijo redondo achatado. As quantidades variam consoante as receitas, mesmo numa determinada região, podem levar um pouco de farinha e a receita alentejana inclui uma pitada de cravinho-da-Índia em pó e de canela. 
Quanto à receita de Guimarães a quantidade de amêndoa é menor e esta é substituída por abóbora chila, enquanto antigamente era feita com calondro, segundo nos informa Isabel Maria Fernandes no livro Doçaria Tradicional Vimaranense. Também segundo a mesma autora era um doce muito apreciado na Páscoa. Hoje come-se todo o ano mas é sobretudo apreciado no Natal.
Caixa antiga em madeira forrada a papel da Casa Costinhas
Na minha última visita a Guimarães não resisti e comprei uma caixa com o belo do doce. Belo porque é apresentado em caixa de cartão, neste caso octagonal, decorada com papel de lustro recortado e flores no mesmo material e fios dourados. Logo esta decoração nos remete para o universo conventual onde a arte do papel recortado era executada com mestria. Há alguns anos atrás, quando ainda desconhecia este doce, adquiri-o por encantamento pela sua apresentação. Não me arrependi tal como hoje. É um doce compacto menos enjoativo do que os outros toucinhos-do-céu por ter um predomínio de doce de chila, que o torna mais húmido e extremamente agradável. 
As três irmãs Costa. Fotografia da Casa Costinhas.
A Casa Costinhas deve o seu nome a três irmãs com esse apelido: Adelina Ribeiro Costa, Maria José Costa e Maria Costa, que aprenderam a receita no Convento da Clarissas vimaranense. À frente da loja está hoje uma das suas sobrinhas, Maria Elvira Silva Ribeiro e sua filha. Foi com uma das tias que, após o encerramento do convento em 1910, passou para a vida civil que Maria Elvira, conhecida na cidade por Birinha, aprendeu a fazer estes doces. Fiel a esses ensinamentos tem seguido a tradição, onde se inclui o uso dos papéis recortados, que tanto me encantam.
Florinhas de papel recortado da Casa Costinhas
Falei com ela mas infelizmente quando a quis fotografar já havia recolhido à cozinha e, segundo a filha, estava enfarinhada e não mostrou qualquer vontade em regressar. 
Vitrine com cesto com flores de açúcar.
As fotografias que se mostram forma tiradas de uma pequena vitrine no interior da loja.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A industria têxtil no XXI Encontro de História Local

Convite para assistirem ao interessante «XXI Encontro de História Local, onde o olhar vai recair sobre uma das indústrias com mais longa tradição em Guimarães – a indústria têxtil.
Fácil é perceber o porquê desta longa tradição do têxtil em Guimarães quando pensamos que esta é terra de pergaminhos, protegida por reis, fértil em águas, de clima ameno e propício ao cultivo do linho e à produção da lã,
espaço de peregrinação desde a Idade Média, localizada numa encruzilhada de caminhos que facilitava o acesso ao
mar, não longe do Porto, e sendo uma via de ligação privilegiada com Trás-os-Montes.
Os linhos de Guimarães, e mais tarde o seu bordado, ganharam nome e estatuto entre as produções nacionais e, ainda hoje, a indústria têxtil no concelho está pujante.
Neste XXI Encontro de História Local, iremos a tempos longínquos em busca do têxtil de Guimarães, debruçar-nos-emos sobre a introdução da tecnologia na indústria têxtil vimaranense entre os séculos XIX e XX e partiremos, de seguida,  em busca do uso dos têxteis na vida religiosa e profana. Um programa a não perder!»
(Texto de apresentação do colóquio)
Bordado de Guimarães. Pormenor de uma toalha de mesa. Imagem do livro «Bordado de Guimarães»
PROGRAMA
9h30 - Entrega de documentação
10h00 - Guimarães: o tecer histórico de um concelho. Isabel Maria Fernandes
10h45 -  Pausa para café
11h15-  A introdução da tecnologia na indústria têxtil de Guimarães entre os séculos XIX e XXI. Paula Ramos Nogueira
12h00 - Em busca dos têxteis: visita guiada ao Museu de Alberto Sampaio
12h30 - Almoço
14h30 - Os ornamentos pombalinos da Colegiada de Guimarães: uma coleção dividida. Maria José Meireles
15h15 - Vestir a mesa. Séculos XV a XX. Ana Marques Pereira
16h00 - Pausa para café
16h30 - Considerações sobre as Telas da Casa do Largo Dr. João Mota Prego. Rosa Maria Saavedra
17h00 -  Errologia - O erro como metodologia de Design. Filipe Miguel de Melo Falcão
17h30: Debate. Encerramento.

Eu vou estar lá a falar sobre o que eu gosto (A mesa) e que será o tema do meu próximo livro.
Para os interessados a inscrição é feita preenchendo o formulário com acesso  em: 
 https://docs.google.com/forms/d/1tCplVLnJaAMJdao87hG4tkPkMbPHAhf3Ol9SYyN0wWo/edit?usp=sharing


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Uma caixa de CUTELARIAS CASTELO

Ao mexer em caixas encontrei esta bela embalagem de talheres. Com um grafismo de características nacionalistas deve corresponder à primeira metade do século XX.

Não consegui obter qualquer informação sobre a "Fábrica Castelo" de Guimarães, apesar das iniciais SM.
Como a achei muito interessante aqui ficam as imagens, na esperança de que alguém tenha alguma informação sobre a mesma.