A versão simplificada do trono de Santo António deste ano.
Feliz dia de Santo António!
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domingo, 10 de junho de 2018
sexta-feira, 23 de junho de 2017
O cardo nos Santos Populares
O uso do cardo, ou alcachofra
brava, foi uma das práticas que mais se perdeu nos Santos Populares. A
tradição dizia que se devia queimar na fogueira a parte florida do cardo que
posteriormente era colocado num vaso. Quando este floria novamente era sinal de que o amor era
correspondido, provocando uma alegria serena e antevendo na imaginação da jovem
a possibilidade de um casamento futuro.
Nesta capa do livro «Poeira das Cantigas» de 1939, escrito por José Castelo e ilustrado por Mário Costa (1902-1975) representam-se as festas populares com danças à volta da fogueira e, em primeiro plano, o vaso com o manjerico onde desponta o cravo e o cardo.
Hoje resta-nos o manjerico com os cravos com quadras de amor!
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Um tostãosinho para o Santo António
Ilustração de Nuno San Payo para o livro «Calendário de Lisboa», com versos de Silva Tavares, publicado em 1948.
domingo, 28 de junho de 2015
As festa populares no «Poema de Lisboa»
Augusto de Santa-Rita, nasceu em Lisboa em 1888 e aqui faleceu em 1956.
O livro «O Poema de Lisboa», edição da
Câmara Municipal de Lisboa, é a sua última obra, publicada no ano da sua morte.
Nele surge esta imagem que retrata as festas populares de Lisboa, com uma cena
colorida e alegre que nos transporta para os bairros antigos da cidade.
Terminava com um livro para adultos,
quem tanto colaborou, com sucesso, nos projectos de educação infantil propostos
pelo Estado Novo.
Em 1920 publicou «O Mundo dos Meus
Bonitos» com ilustrações de Cotinelli
Telmo. Em 1925 entrou para o jornal O Século, para director do
suplemento infantil, Pim-Pam-Pum, que teve publicação semanal durante os 15
anos que se seguiram. Para além do pequeno jornal surgiu uma colecção de livros
infantis intitulados Biblioteca Pim-Pam-Pum, em que o próprio colaborou.
Refiro apenas o P
Á-T Á-P Á, publicado em 1928, livro de poesias infantis, com ilustrações de
Eduardo Malta e o CÓ-CÓ-RÓ-CÓ, igualmente ilustrado por Eduardo Malta, dois livros
belíssimos.
A estes seus interesses não
seria alheia a amizade com Fernanda de Castro, cuja casa frequentava com outros
autores e artistas da época.
Ao livro CÓ-CÓ-RÓ-CÓ, agora em
exposição no Centro de Artes Culinárias, voltarei um dia.
terça-feira, 23 de junho de 2015
domingo, 14 de junho de 2015
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Olhares sobre os Santos Populares
Consoante as épocas olha-se para as coisas de forma diferente e cada um tem a sua interpretação. Neste pequeno poste percorremos o tema das festas populares através dos olhos de alguns autores, a que tive a ousadia de acresentar a minha visão.
Começo com o desenho de Tom (Thomaz de Mello, 1906-1990) para a capa da revista Magazine Bertrand, publicada em Junho de 1931, que representa duas figuras populares, coloridas e risonhas a caminho da festa.
Mais comedido, mas igualmente colorido, é o desenho de capa de um catálogo para a revista «Lisboa em Festa», que teve lugar no Teatro ABC, em 1958. Está assinado Garcia e foi feito na Belarte.
Por último, a minha visão preguiçosa das festas populares, um arranjo para o centro da mesa, para evocar a época.
terça-feira, 12 de junho de 2012
As festas da cidade de Lisboa em 1935
Em vésperas do dia de Santo António mostro-lhes o ambicioso plano das Festas da Cidade de Lisboa durante os santos populares, em 1935, divulgado amplamente pelo Diário de Notícias.
As festas começaram no dia 7 de junho com uma feira no Terreiro do Paço e no dia 8 houve um torneio medieval nos claustros do conventos dos Jerónimos.
O torneio foi idealizado por Leitão de Barros, o realizador das Pupilas do Senhor Reitor e dele fizeram parte «gentis grupos de senhoras da sociedade, artistas do teatro português e cavaleiros».
A descrição do torneio «O magriço e os doze de Inglaterra», em que os 12 cavaleiros portugueses defenderam as damas inglesas ofendidas, numa obediência ao código da cavalaria, foi feita por Rocha Martins.
Foi sensacional a chegada das gentis meninas que fizeram de damas da corte de D. João I e que foram vestidas com trajos da época pela Casa Garnier, de Paris, tendo toda esta figuração ficado a cargo da Revista Eva.
À tarde os membros do Corpo Diplomático visitaram os bairros de Lisboa Antiga sendo recebidos, entre outros, por Gustavo de Matos Sequeira.
Houve também um concurso de montras em que a Antiga Casa José Alexandre, situada na rua Garrett, expôs jarras com desenhos alegóricos às marchas, com quadras, da autoria de Leopoldo Battistini.
No dia 9 de junho realizaram-se as marchas populares, com início às 22 horas no Terreiro do Paço. Na origem destas esteve um costume antigo. Depois das festas de Santo António e S. João ia-se à fonte ou ao chafariz lavar a cara. Isso fazia-se em marcha, dois a dois, em pares de namorados, ou, às vezes pais e filhos, indo estes atrás. Foi, segundo o articulista, a génese das marchas nos séculos XVII e XVIII.
terça-feira, 8 de junho de 2010
O trono de Santo António
Na minha adolescência, antes de vir viver para Lisboa, ouvia falar das festas populares e a descrição encantava-me. Parecia-me muito divertido que bandos de jovens percorressem os bairros antigos, vestidos de cores garridas e se divertissem nos arraiais.No primeiro ano que cheguei a Lisboa lembro-me de ter posto pelas costas um xaile branco com flores e de ter ido com um grupo de amigos percorrer as ruas.
Havia música e esplanadas em todos os larguinhos de Alfama, onde as pessoas se sentavam em bancos de madeira, à volta de mesas, para comer sardinhas e saladas com pimentos assados nos fogareiros. Bebia-se sangria, mas não me lembro de grandes bebedeiras como se vêem hoje.
Nos anos seguintes as ruas ficaram cada vez mais cheias e os grupos acotovelavam-se, perdidos rua-abaixo rua-acima à procura de qualquer coisa que não acontecia.
Foi uma grande decepção para mim e desisti dos festejos dos santos populares.
Mas a ideia do trono de Santo António, que me lembro de ver nalguns bairros ficou-me na memória. Antigamente os miúdos pediam “cinco-réisinhos” que depois passou a “um tostãozinho para o Santo António”. No filme Pátio das Cantigas, de 1942, ficou imortalizada esta tradição.
Com tronos mais ou menos elaborados, alguns apenas feitos com caixas de sapatos em cartão, os miúdos pediam dinheiro. Com o passar do tempo e o sentido prático que caracteriza esta sociedade, desde há algum tempo já surgem crianças a pedir o “tostãozinho”, sem sequer saberem que existem tronos.
Desde há vários anos que tinha vontade de fazer um trono de Santo António.O Santo António já eu tinha, mas faltava-me o escadório que cheguei a encomendar a um marceneiro, para depois o pintar. Nunca foi feito.
O ano passado comprei uma presépio de Estremoz antigo . Este ano o escadório em barro serviu-me de base para o pequeno altar.
Ficou um misto de trono, nome porque é conhecido o altar em Lisboa e de cascata, designação pela qual o mesmo é designado no Porto, destinando-se aqui ao S. João.
Segundo Helder Pacheco (1) as cascatas do Porto, que surgiram no século XIX, sendo portanto mais recentes que o trono de Santo António, derivam dos presépios. Nelas a sagrada família e os reis magos desapareciam, ficando as restantes figuras e incluía-se o S. João.
A minha adaptação com escadório e a figura central do santo popular de Lisboa ficou muito satisfatória.
Faltam-me as velas nos candelabros e os pequenos vasos de manjerico que ainda não comprei.
Como vou estar ausente deixo-lhes já o meu Santo António, com votos de felizes Santos Populares.
(1)Anabela Couto e Hugo Manuel Correia, JPN – Jornalismo Porto Net, 23-6-2005
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