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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Reviver o passado … em Lisboa

A minha amiga Isabel Kiki ofereceu-me uma foto de família que mostra um almoço de aniversário que teve lugar numa casa da Avenida Defensores de Chaves, em 1943.
Festejava-se o aniversário de uma pessoa amiga e, sobre a mesa, pode ver-se um serviço de pratos que conseguimos identificar. Trata-se de um modelo da Fábrica Sacavém, com flores azuis, de que desconheço a designação.
Recreamos o momento ao colocarmos o prato de sopa sobre os dois pratos que seriam para peixe e carne, respectivamente com a visão que cada um dos convivas teria. Um exercício de estilo. Só fica a faltar a ementa.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Curso «À volta da Mesa. Utensílios e práticas»

Tem início no dia 30 de Outubro o curso acima mencionado que terá lugar na casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, em Lisboa. 
Trata-se de um curso pós-laboral ministrado por mim e terá a duração de 2 horas com um pequeno intervalo a meio. 
Estão programadas 4 sessões, às 5ª feiras, excepto no último dia que será à 6ª feira.
As inscrições estão já abertas e são limitadas ao espaço da sala.
Faço votos para que acham o tema aliciante e compareçam.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Pyrex no serviço de mesa

Este poste é dedicado ao meu amigo Sérgio que não gosta de Pyrex na mesa.

É um artigo de 1931 publicado na Revista ABC, de 11 de Junho.


Não é claro que se trate de Pyrex, que nunca é mencionado no artigo, mas podia bem ser, porque este foi registado em Portugal pela empresa de Nova Iorque «Corning Glass Works», em Outubro de 1919, apenas quatro anos após o seu início de produção nos Estados Unidos.
O seu uso era moderno na altura e teve o seu apogeu nas décadas de 1950-1960.
Hoje não passou de moda mesmo que haja quem não goste. Não me incluo nesse grupo. Há modelos lindíssimos e temos que reconhecer que foi um grande avanço na industria do vidro.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Hotel Estrella do Norte no Porto

No Porto, durante o século XIX, na zona da Praça da Batalha, existiram vários hotéis, clubes e cafés, o que se se ficou a dever à proximidade das salas de espectáculo. Eram frequentados por artistas, boémios, nobres ou plebeus, que viviam na região, mas eram igualmente procurados pelos visitantes à cidade.
O “Hotel da Europa” da D. Maria Emília da Silva Milheiro era um deles. Situava-se na Praça da Batalha, 2, esquina da Rua de Santo Ildefonso, 2. No mesmo hotel havia também café e bilhares.

Na Rua de Entreparedes, perto da Praça da Batalha, ficava o "Hotel de Bragança" e os hotéis "Aurora do Lima" e "Estrella do Norte".
Foi a publicidade a este último hotel, publicada no «Almanak Industrial, Commercial e Profissional de Lisboa», em 1865, que fomentou este poste.
Nada tendo conseguido saber sobre o hotel em si, limito-me a transcrever o texto que acompanha a publicidade, com grafia actualizada, e que é bastante elucidativo.
«Recomendamos este estabelecimento como o primeiro da cidade invicta, actualmente transferido para um vasto e elegante edifício expressamente construído para este fim. Oferece aos visitantes que o frequentam todo os cómodos que podem proporcionar as boas disposições calculadas de uma construção adequada, reunidas às de um serviço esmerado, tanto de mesa como de quartos.
Serve mesa redonda ás três horas numa espaçosa sala de jantar, a maior que existe em estabelecimentos de esta ordem, circunstância que a torna apta para grandes jantares, reuniões de assembleias, bailes, etc.
O serviço de hotel é todo de prata.
Os viajantes que se dirigirem para este hotel, são conduzidos da estação de caminho de ferro em trem especial, pertencente ao hotel.
Os preços de hospedagem são: 800 a 1.000 réis diários, sem diferença de tratamento, sendo só estabelecida a desigualdade em relação a quartos de dormir. Salas independentes e outras exigências são de ajuste em separado.»
De esta elucidativa descrição ressalto apenas a existência do serviço de refeição em mesa redonda. Por definição a mesa redonda é aquela que não permite hierarquias. Não podemos deixar de falar em mesa redonda sem nos lembrarmos da lenda do rei Artur e dos seus cavaleiros que se reuniam para discutir problemas de segurança do reino, à volta de uma mesa redonda. Os chamados “cavaleiros da távola redonda” ficaram como sinónimo de grupo, em que cada um podia expressar a sua opinião de forma igual. Até hoje o seu significado mantém-se, quando em reuniões se discutem temas em «mesa redonda». Mas o significado desta expressão como serviço de mesa, em hotéis e restaurantes, no século XIX, era diferente. Não tendo podido encontrar qualquer definição exacta deixo a minha interpretação. Tratava-se de um serviço de mesa com hora fixa e em que as pessoas chegavam e comiam a ementa pré-estabelecida. Não havia possibilidade de escolha e o preço era também fixo. Nesta época o serviço era à francesa e apenas no Hotel do João da Matta encontrei referência à «mesa redonda à russiana».
Mas a diferença entre o serviço à francesa e à russa será já tema para outro poste.