Os objectos apresentados falam por si, isto é, a etiqueta explica a função.
Não sei precisar a época mas serão do final do século XIX ou início do século XX.
A doçaria portuguesa exige a presença abundante de ovos e batê-los foi sempre um desafio. Os inúmeros modelos existentes para esse fim revelam-nos que nenhum era satisfatório. Este foi apenas um dos tipos de batedores que antecederam a batedeira eléctrica que viria resolver este problema.
O sistema de pistão foi usado com bons resultados noutros utensílios domésticos em especial para fazer café, técnica ainda hoje usada com sucesso por marcas tão modernas como a Bodum.
Sem experiência própria, posso concluir que a raridade deste modelo de batedeira deve traduzir um baixo êxito na sua funcionalidade.



Estes objectos podem ser em madeira ou em metal e são formados por um receptáculo fixo metálico, de secção circular ou quadrada, de paredes perfuradas, onde penetra um pilão accionado por uma manivela.
A sua função mais habitual em Portugal era para fazer sumo de uvas para beber. É possível que também fosse usado para recolher o sumo de uvas, o mosto, para fazer jeropiga, uma vez que esta é feita com a adição de mosto com aguardente, em proporções variáveis. No entanto a pequena capacidade do copo perfurado tornam-no pouco prático para esse fim, mesmo para