No sábado passado entrei numa mercearia frente ao mercado da Ribeira para comprar conservas. Escolhi diferentes variedades em que se incluíam anchovas, atum e ovas de sardinha.A conta elevada surpreendeu-me. Ao comentar o preço com o empregado da loja ele elucidou-me: «O que pesa na conta são as ovas de sardinha. São consideradas o caviar português».
Sou uma grande apreciadora de ovas cozinhadas de todas as maneiras: cozidas, fritas, grelhadas, em caril, etc., mas confesso que nunca tinha experimentado ovas de sardinha em conserva.À venda existiam também ovas de cavala, mais baratas. Tanto umas como as outras podem ser adquiridas em azeite ou em óleo, sendo a primeira opção evidentemente mais cara.
Alguns cozinheiros, neste momento, estão a incluí-las nas ementas como entrada, transformando-as num produto gourmet.
Fui depois informar-me sobre os preços de mercado e constatei que o preço das embalagens de ovas de sardinha (120 g), de várias marcas, varia entre 12 e 17 euros.Compreendi então porque lhe chamam o «caviar português».