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domingo, 5 de junho de 2011

Mais cromos de caramelos

Volto novamente ao tema dos cromos de caramelo para apresentar hoje uma nova caderneta. Penso que deve ser bastante rara e uma das primeiras.
Deve datar do final dos anos 40 e foi publicada pela “Fábrica Universal” de António E. Brito. A Confeitaria Universal derivou da “Confeitaria Universo” e situava-se na Rua da Alegria, 22, em Lisboa.
É uma precursora das cadernetas de cromos de artistas de cinema, tal como a aqui apresentada que data de 1955 e foi editada pela Agência Portuguesa de Revistas. Assim como outras, dos anos 60, que me lembro de ter coleccionado, eram cromos simples, comprados em carteiras e já não eram associados aos caramelos.
Mas em matéria de nostalgia nada pode bater a caderneta de cromos “As raças Humanas”, publicada na década de 50. Na minha memória de criança ficou para sempre impressa a imagem de um negro com um prato de madeira inserido no lábio superior. Um dia vou encontrar a caderneta e mostro-o, porque não é possível descrever o resultado, com precisão,  utilizando apenas palavras.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Faltava o papel dos caramelos...

Mais raros que os cromos de caramelo, só mesmo o papel do caramelo.

Este é da Confeitaria da Pampulha, situada na Calçada da Pampulha, 48 e data do anos 50.

Estava no meio de cromos e está em estado impecável
.

domingo, 26 de setembro de 2010

Cromos de Caramelos e Fábricas de Caramelos

Falo hoje nos cromos de caramelo.
Chamam-se cromos de caramelo àqueles que eram utilizados para envolver os caramelos. Serviam ao mesmo tempo de protecção e de objecto de coleccionismo, fazendo com que as vendas aumentassem, por qualquer uma das vias. Quando as cadernetas ficavam completas eram apresentadas aos fabricantes, o que permitia receber um ou mais brindes à escolha. Noutros casos as cadernetas eram numeradas ficando o seu possuidor habilitado a um brinde mais valioso.
A grande maioria dos cromos de caramelo eram cromos de futebol, que provocavam um entusiasmo enorme no sexo masculino, mas outras apresentavam outros temas, como por exemplo uniformes militares, ciclismo, ou no caso das agora apresentadas, e que me levaram a escrever este poste, aves e artistas de cinema.
Desaparecidos naturalmente os caramelos, que segundo algumas versões não apresentavam a melhor das qualidades, ficaram os cromos. Mas para o tema deste blog aquilo que interessa são as confeitarias e fábricas de caramelos que os produziram. Com enorme surpresa descobri vários blog em que este tema foi falado e de que me servi para obter algumas informações. Na Santa Nostalgia é feita uma introdução à divulgação dos cromos de caramelos em Portugal.

O autor do blog Cromos-de-Caramelo, desde 2008 sem actualizações, refere que as primeiras fábricas de caramelos surgiram no Montijo, nos anos 20. Uma dessas fábricas foi “ A Trinfadora do Montijo” fábrica de confeitaria de Nunes & Brito Cª, que se situava na Rua França Borges e produzia caramelos de fruta. Também se situava no Montijo a “Fábrica de Rebuçados Joneca, Ldª”, na Rua Agostinho Fortes, bem como a “Fábrica Montijense”.
No Porto existiu a “Fábrica de Rebuçados Victoria”e em Vila Nova de Gaia a "Fábrica de Chocolates Celeste", situada na Rua da Rasa. Na Amadora referimos os “Divertimentos Nelito” que também vendia cromos de caramelo e a “Carsel”, no Rossio ao Sul do Tejo .
A grande maioria situavam-se contudo em Lisboa como a “Fábrica de Confeitaria de Produtos Altesa”, na Rua Tenente Raul Cascais, nº 13; a “Confeitaria Universo” que deu origem à “Confeitaria Universal” de António E. Brito, situada na Rua da Alegria, 22; “A Francesa” na Travessa de Santo António a Santos, nº3; a “ Fábrica Águia”, com depósito geral na Rua da Madalena, 32; A “Fábrica Brazileira” na Rua da Cruz da Carreira, 13; a “Confeitaria Alex”, situada na Rua da Alegria, 126; António Gomes da Silva, na Calçada do Tojal, lote 2. Ficam por falar muitas outra, cuja localização não detectei, como a de “Rebuçados Cotovia” ou a “Sociedade Lisbonense de Confeitarias”.
Por último, para quem se interessa por este assunto, pode sempre consultar a base de dados bibliográficos do Mistério Juvenil e ver todas as cadernetas de cromos publicadas em Portugal, para além das de caramelos.