Volto novamente ao tema dos cromos de caramelo para apresentar hoje uma nova caderneta. Penso que deve ser bastante rara e uma das primeiras.
Deve datar do final dos anos 40 e foi publicada pela “Fábrica Universal” de António E. Brito. A Confeitaria Universal derivou da “Confeitaria Universo” e situava-se na Rua da Alegria, 22, em Lisboa.
É uma precursora das cadernetas de cromos de artistas de cinema, tal como a aqui apresentada que data de 1955 e foi editada pela Agência Portuguesa de Revistas. Assim como outras, dos anos 60, que me lembro de ter coleccionado, eram cromos simples, comprados em carteiras e já não eram associados aos caramelos.
Mas em matéria de nostalgia nada pode bater a caderneta de cromos “As raças Humanas”, publicada na década de 50. Na minha memória de criança ficou para sempre impressa a imagem de um negro com um prato de madeira inserido no lábio superior. Um dia vou encontrar a caderneta e mostro-o, porque não é possível descrever o resultado, com precisão, utilizando apenas palavras.
A grande maioria dos cromos de caramelo eram cromos de futebol, que provocavam um entusiasmo enorme no sexo masculino, mas outras apresentavam outros temas, como por exemplo uniformes militares, ciclismo, ou no caso das agora apresentadas, e que me levaram a escrever este poste, aves e artistas de cinema.
Mas para o tema deste blog aquilo que interessa são as confeitarias e fábricas de caramelos que os produziram. Com enorme surpresa descobri vários blog em que este tema foi falado e de que me servi para obter algumas informações. Na
No Porto existiu a “Fábrica de Rebuçados Victoria”e em Vila Nova de Gaia a "Fábrica de Chocolates Celeste", situada na Rua da Rasa. Na Amadora referimos os “Divertimentos Nelito” que também vendia cromos de caramelo e a “Carsel”, no Rossio ao Sul do Tejo .
A grande maioria situavam-se contudo em Lisboa como a “Fábrica de Confeitaria de Produtos Altesa”, na Rua Tenente Raul Cascais, nº 13; a “Confeitaria Universo” que deu origem à “Confeitaria Universal” de António E. Brito, situada na Rua da Alegria, 22; “A Francesa” na Travessa de Santo António a Santos, nº3; a “ Fábrica Águia”, com depósito geral na Rua da Madalena, 32; A “Fábrica Brazileira” na Rua da Cruz da Carreira, 13; a “Confeitaria Alex”, situada na Rua da Alegria, 126; António Gomes da Silva, na Calçada do Tojal, lote 2. Ficam por falar muitas outra, cuja localização não detectei, como a de “Rebuçados Cotovia” ou a “Sociedade Lisbonense de Confeitarias”.
Por último, para quem se interessa por este assunto, pode sempre consultar a base de dados bibliográficos do