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quinta-feira, 14 de maio de 2015

5ª feira de espiga: a passagem do testemunho

Para os mais distraídos fica a chamada de atenção: hoje é  5ª feira de espiga. 
Compra-se a nova espiga (infelizmente já não dá para ir apanhar) e deita-se fora a do ano anterior.
O ramo de espiga de 2014
Cumpre-se a tradição.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

É Quinta-feira de Espiga

Para recordar a tradição, de que já falei anteriormente,  comprei um raminho e vou deitar fora o do ano passado. 
Vendem-se agora em vários pontos da Baixa. Mais pequenos, mais caros, com menos simbolismo, como tudo o que vai surgindo neste país. 
Daqui a uns anos faço um estudo comparado dos vários ramos.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Quinta-Feira de Espiga


Para quem não se lembra hoje é 5ª feira de espiga. Para os que vivem nas cidades não é fácil ir apanhá-la. Resta-lhes comprar um raminho para recordar a tradição. Mas até esta está a mudar.
Apressem-se a comprar um ramo com papoilas, antes que acabem. A maioria dos ramos este ano vem com uma flor encarnada espinhosa a substituir a papoila. Espantei-me e perguntei à vendedora o que fazia ali aquela flor. Respondeu-me em brasileiro que as pessoas agora preferiam assim porque duravam mais que as papoilas.
Não respondi. Não adiantava explicar-lhe que todos os elementos do ramo têm uma simbologia, sobre a qual já falei anteriormente.
A papoila encarnada simboliza a vida e o amor e, como flor pouco duradoura, faz-nos lembrar a nossa efemeridade.
Aproveitem. Tenham um dia feliz.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Quinta-Feira de Espiga

Hoje é Quinta-Feira de Espiga. Descobri no caminho para casa.

Passei de carro por um lugar na Calçada do Combro e vi um raminho de espiga.
Entrei na minha mercearia e lá estava um raminho único. Pertença da dona da loja não estava à venda, mas perante a minha desilusão teve a amabilidade de dividir o seu ramo comigo. É por isso que na foto surge um ramo tão esquálido.
Mas fiquei contente. Cumpria-se uma tradição que tento repetir todos os anos, mas que em Lisboa se torna cada ano mais difícil.

Recorda-me os meus tempos de Liceu na Covilhã.
Naquele tempo era feriado no dia da Espiga. Um grupo de amigos juntava-se e íamos para o campo apanhar a espiga. Tenho mesmo a ideia de ter ido em viagens organizadas pelo Liceu. Após a colheita fazíamos um pic-nic e voltávamos para casa com os raminhos.

A “Quinta-Feira de Espiga” ou “Dia da Espiga”, corresponde à quinta-feira de Ascensão, em que a Igreja comemora a ascensão de Jesus Cristo ao Céu.

Os ramos de espiga, embora tenham uma composição variável deviam incluir espigas de trigo, de cevada ou centeio, malmequeres amarelos ou brancos, papoilas, um raminho de oliveira em flor, um raminho de alecrim ou de rosmaninho. Nalgumas regiões incluíam também ramos de videira, mas não na Beira Baixa.

Os vários elementos que a compõem têm um valor simbólico. A espiga de trigo simboliza o pão, a abundância, o raminho de oliveira representa a paz, a papoila o amor e o malmequer amarelo o ouro ou dinheiro.

Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição das Maias.

Teófilo Braga refere que a Quinta-Feira de Espiga se designa Quinta-Feira da Hora, no Porto, porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava.

Manda a tradição que se guarde o raminho durante um ano.