Na próxima 5ª feira, dia 29 de Junho, vou apresentar em Coimbra, no Museu Nacional Machado de Castro o meu último livro, Luís de Sttau Monteiro Gastrónomo. Será apresentado pela minha amiga Drª Maria da Graça Pericão. Espero ter o gosto de os ver lá.
sexta-feira, 23 de junho de 2023
segunda-feira, 12 de junho de 2023
Idade Média. Refeições simples e banquetes
É este o título da comunicação que irei apresentar em Guimarães nas Jornadas Históricas cujo tema é este ano: "O quotidiano na Idade Média".
Aqui fica o convite e a
informação sobre os festejos globais, bem como sobre as comunicações desse dia que,
como podem constatar, vão ser extremamente interessantes.
sábado, 3 de junho de 2023
Prix de la Littérature Gastronomique
Foi uma surpresa enorme saber
que tinha ganho o prestigiado prémio da Academie Internationale de la Gastronomie
com o meu livro "Luís de Sttau Monteiro Gastrónomo".
Ontem tive o grande prazer e a honra de receber o designado Prix de la Littérature Gastronomique para o ano de
2023. Numa sessão de gala, no Grémio Literário, foi-me entregue, pela mãos do
Presidente da A.I.G., o diploma que aqui reproduzo.
Este prémio tem ainda mais
sabor por ter sido uma edição de autor, em que me foi possível escolher o
designer, o Jorge Silva, o que me possibilitou apresentar uma obra de grande
qualidade e com um grafismo adaptado à época.
São estes factos que me animam
a prosseguir este meu caminho espinhoso e, quase sempre, sem apoios.
E para não falar só de mim,
aqui dou a conhecer os outros homenageados nas diferentes categorias.
quarta-feira, 24 de maio de 2023
Um caderno de receitas artístico
Nos últimos dias tenho estado a organizar os manuscritos de receitas culinárias que tenho adquirido ao longo dos anos.
São muito bem tratados: retiradas
as manchas secas de massa com uma espátula; limpos a pincel; restaurados os
rasgões; organizados e encadernados de forma simples por mim, ou pelo
encadernador, consoante o estado e valor.
Só agora me decidi a registá-los em Excel, o que se revelou uma tarefa hercúlea, porque alguns já tinham número geral no arquivo dos livros e outros estavam espalhados, não me permitindo reagrupá-los por família. Por último tento descobrir a quem pertenceram, o que nunca é fácil e, na maior parte das vezes impossível.No meio dos livros com receitas descobri este intitulado “As minhas receitas”. Em baixo “São José” penso que nos remeta para as oficinas gráficas de S. José.
O interessante deste caderno
de receitas, de que desconheço a origem, é que foi muito bem planeado pela sua possuidora. Foi concebido para Receitas Regionais, o que, juntamente com a tipologia dos desenhos, nos remete para meados do século XX. As várias secções
foram concebidas para ter um separador desenhado e aguarelado, embora haja um
feito a lápis.
Mas não foi a própria que as fez e presumo que
terá pedido a amigas ou familiares para fazer os desenhos, que têm assinaturas
diferentes. As folhas não foram coladas posteriormente pelo que o caderno terá “viajado”
pelas diferentes mãos. Este processo demorado explica que tenham faltado desenhos paras duas
secções finais, que têm um papel indicativo no local, com o título: Doces e
Bolos.
Possivelmente por isso o livro
está completamente virgem e não possui uma única receita. O que até não é mau, porque cadernos de receitas há muitos e, neste caso, a dona devia ser uma esteta e não propriamente uma boa dona de casa. Um daqueles casos em
que a forma se sobrepôs ao conteúdo.
quinta-feira, 18 de maio de 2023
Feliz 5ª Feira de Espiga
Cumpre-se a tradição. Rei morto, rei posto. Um novo ramo vem substituir o anterior que guardei durante todo o ano.
Mais caro, claro, mais pequeno e mais feio. É o preço de manter a tradição e isso tem muito mais valor.
Feliz Dia de Espiga.
quarta-feira, 10 de maio de 2023
Prémio "Gourmand Awards" 2023
A internet é uma fonte de
surpresas. Ao pesquisar um outro assunto, de que darei notícias proximamente,
descobri que o meu livro Cadernos do Dominguizo, tinha ganho um prémio
Gourmand, neste ano. Não fui informada e não faço ideia se a atribuição foi recente.
O prémio, que é distribuído por
países, foi incluído na categoria “Best Culinary History Book”.
Uma excelente notícia nestes dias difíceis, em que publicar um livro é para mim uma aventura contra todas as adversidades. Lê-se pouco neste país e as preferências, neste campo, vão sempre para a culinária. Temas em que se entra na História da Alimentação ainda estão por descobrir e são apenas do interesse de uma minoria. Esperemos melhores dias.
sábado, 6 de maio de 2023
O Dia da Mãe em 1962
Foi assim durante toda a minha
infância e adolescência. Era uma data que não esquecíamos, fomentada pelo
ensinamento nas escolas. Faziam-se
cartões ou outros presentes ou comprava-se, com o dinheiro amealhado das
semanadas, prendas simples. Lembro-me de
quando apareceram as flores em plástico (uma inovação que achávamos maravilhosa)
de ter comprado um ramo para oferecer à minha mãe.
Depois, em data que não
recordo, a própria Igreja decidiu mudar o dia, para não coincidir com o de Nª
Sª da Conceição. Um absurdo que veio a diluir a data. Eu nunca mais soube
quando era e tal como eu muitas pessoas, que esqueceram o dia.
Hoje é inacreditável o número
de acontecimentos que se comemoram num único dia. É que o ano só tem 365 dias e
todos os dias são atribuídas novas comemorações. Ainda há pouco tempo me
deparei com o Dia da Asma, juntamente com a comemoração de outra doença, e
provavelmente de um santo e mais alguma coisa que acabaram de inventar.
Bem, isto apenas para mostrar
esta carteira de plástico da Mocidade Portuguesa, oferecida aos jovens em 8 de
Dezembro de 1968. Ao abrir-se, podia observar-se do lado direito uma placa em
alumínio, com o emblema da Mocidade esmaltado, onde se observa a mãe, o filho
e, em plano de fundo, uma imagem de Nª Sª da Conceição.
Do lado esquerdo uma janela de
plástico transparente permitia ver a fotografia do jovem fardado da Mocidade,
que fazia esta oferta à sua mãe. Por baixo podia ler-se uma frase de
agradecimento à mesma, pedindo-lhe a sua bênção.
Um presente que implicava uma
certa preparação e que transmitia uma ideia de um mundo perfeito, como se
pretendia durante o Estado Novo.













