Neste época de desaires empresariais a Silampos conta-nos uma história de sucesso, com um fim feliz, tal como a história da linda Carochinha e do João Ratão, de que deixo o anúncio televisivo para recordar.sábado, 9 de outubro de 2010
Silampos. Publicidade para a mãe, para a filha e para toda a família
Neste época de desaires empresariais a Silampos conta-nos uma história de sucesso, com um fim feliz, tal como a história da linda Carochinha e do João Ratão, de que deixo o anúncio televisivo para recordar.quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Objecto Mistério Nº 18. Resposta: Molde para gelado
Trata-se de uma forma que confere ao gelado uma apresentação em paralelipípedo rectangular e que se destinava a fazer sandes de gelado.
Os mais velhos lembrar-se-ão seguramente das sandes de gelados que se compravam nas geladarias e que que vinham em grandes blocos que eram cortados em fatias. De cada um dos lados levavam depois uma bolacha Waffle e eram comidos à dentada. Nunca me encantou esta forma de apresentação que me dava sempre a impressão que devia fazer doer os dentes. Mas nunca mais os esqueci porque a minha mãe os adorava.
O mais parecido que eu encontrei com uma sandes de geladoNa Costa da Caparica havia ao fundo da Rua dos Pescadores, do lado esquerdo, uma casa de gelados óptima e íamos lá comer gelados. Já não me lembro como se chamava, mas recordo-me que nunca mais comi um gelado de marrasquino tão bom como aquele. De resto esta variedade de gelado não está disponível em quase lugar nenhum.
Penso que era de uso doméstico, mas não posso pôr de parte que tenha também sido usado comercialmente antes de o gelado ser vendido em barras.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
O 5 de Outubro de 1910 e o banquete adiado
A 1 de Outubro de 1910 chegou a Lisboa o Presidente da república Brasileira, o marechal Hermes da Fonseca, que ficou alojado no Palácio de Belém. Logo no dia da chegada houve um banquete no Palácio das Necessidades e no dia seguinte Hermes da Fonseca visitou, em Sintra, as rainhas D. Maria Pia e D. Amélia, com quem almoçou.
D. Manuel partia para o exílio sonhando com um regresso breve e ignorando que não mais veria Portugal.

Texto extraído do Livro” Mesa Real. Dinastia de Bragança”, da autora, pp. 159-160.
domingo, 3 de outubro de 2010
Objecto Mistério Nº 18
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Uma caixa da Fábrica de Biscoitos Leal, Santos & Cia
O assunto surgiu naturalmente com o achado de uma caixa em lata de bolachas. Não sabia eu então que esta ia estabelecer uma ponte com Portugal.
Em primeiro lugar não é uma caixa qualquer. Apesar de não estar em bom estado, trata-se de uma caixa da primeira fábrica de bolachas do Brasil, que ainda por cima se caracterizava por ter a sua própria litografia e confeccionar não só os produtos alimentares mas também as respectivas embalagens.
Foto da fábrica tirada do Ricardo's BlogFalo da Fábrica de Biscoitos Leal, Santos & Cia, fundada em 1889. Por coincidência faz 120 anos no dia 20 de Outubro, que é também o meu dia de aniversário. Os brasileiros recordam-se dela como sendo a produtora das «bolachas Maria», mas na realidade foi muito mais que isso.
Pedro da Silva Nava (1903-1984), médico e escritor brasileiro, no livro “Balão Cativo” chamou às bolachas de Leal Santos «históricas» (p.281) e recordou as caixas azuis em que vinham acondicionadas. Não posso dizer se se referia a esta ou a outra lata, uma vez que devem ter mudado, no longo tempo de existência da fábrica.
O que sei é que a fábrica foi fundado no Rio Grande por um português, Francisco Marques Leal Pancada (1822-1903) que, juntamente com outros sócios, fundou no Rio Grande a Leal, Santos & Companhia. Um deles foi o Dr. Moisés Marcondes de Oliveira e Sá, médico brasileiro, licenciado nos Estados Unidos, que em 1890 foi viver para o Rio Grande do Sul, após ter casado em 1884 com a sua prima Zulmira Alves de Araújo Pancada, filha do referido Francisco Marques Leal Pancada e de sua mulher Maria Rosa Alves de Araújo. Mas em 1908 já estava afastado da actividade fabril.
A fábrica começou por produzir biscoitos e bolachas mas passou a fazer vários tipos de conservas de legumes, carne, etc. Em 1904 tinha já ganho 3 medalhas de Ouro na Exposição de S. Louis e em 1908 ganhou um Grande Prémio na Exposição do Rio de Janeiro. Apesar de a ter sido feita muita publicidade só encontrei a publicada na revista Careta, em 6 de Junho de 1908, com o título: “Biscoitos Santos Leal, do Rio Grande do Sul. São os mais saborosos, a delícia das crianças.
Mas não eram só as crianças gostavam dos biscoitos e bolachas. Em 1923 uma encomenda para o Exército explicitava: «os biscoitos Leal Santos ou Aymores, ditos de araruta, ditos de farinha de trigo de qualquer espécie, bolachinhas, etc».
Rua de São Clemente, Rio de Janeiro, 1908. Foto tirada do blog Saudades do RioAs grandes dimensões da fábrica e o grande número de operários, que em 1918 totalizava 300 (200 homens e 100 mulheres), levaram ao aparecimento de vários conflitos laborais, que a tornaria em objecto de estudos sociais (1
Em Maio de 1919 houve uma paralisação de várias fábricas em Rio Grande que se estendeu, a 7 de Maio à secção de biscoitos da Fábrica Leal Santos e Cia, levando os operários desta a aderir ao movimento grevista (2)
No entanto tratava-se de uma fábrica progressista. A Leal Santos construiu 20 casas destinadas aos operários e um armazém onde eram vendidos mantimentos para os trabalhadores. Encontrei também referência a um grupo de teatro e a um grupo desportivo.
Bibliografia
1 - http://www.webartigos.com/articles/37595/1/Uma-breve-historia-da-industrializacao-na-cidade-do-Rio-Grande-apartir-da-segunda-metade-do-seculo-XX/pagina1.html#ixzz10eccEu9r
2 - Correio do Povo. Porto Alegre, 08/05/1919. p. 7.
3 - Edgar Rodrigues, 1977.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Faltava o papel dos caramelos...
domingo, 26 de setembro de 2010
Cromos de Caramelos e Fábricas de Caramelos
A grande maioria dos cromos de caramelo eram cromos de futebol, que provocavam um entusiasmo enorme no sexo masculino, mas outras apresentavam outros temas, como por exemplo uniformes militares, ciclismo, ou no caso das agora apresentadas, e que me levaram a escrever este poste, aves e artistas de cinema.Desaparecidos naturalmente os caramelos, que segundo algumas versões não apresentavam a melhor das qualidades, ficaram os cromos.
Mas para o tema deste blog aquilo que interessa são as confeitarias e fábricas de caramelos que os produziram. Com enorme surpresa descobri vários blog em que este tema foi falado e de que me servi para obter algumas informações. Na Santa Nostalgia é feita uma introdução à divulgação dos cromos de caramelos em Portugal.
No Porto existiu a “Fábrica de Rebuçados Victoria”e em Vila Nova de Gaia a "Fábrica de Chocolates Celeste", situada na Rua da Rasa. Na Amadora referimos os “Divertimentos Nelito” que também vendia cromos de caramelo e a “Carsel”, no Rossio ao Sul do Tejo .
A grande maioria situavam-se contudo em Lisboa como a “Fábrica de Confeitaria de Produtos Altesa”, na Rua Tenente Raul Cascais, nº 13; a “Confeitaria Universo” que deu origem à “Confeitaria Universal” de António E. Brito, situada na Rua da Alegria, 22; “A Francesa” na Travessa de Santo António a Santos, nº3; a “ Fábrica Águia”, com depósito geral na Rua da Madalena, 32; A “Fábrica Brazileira” na Rua da Cruz da Carreira, 13; a “Confeitaria Alex”, situada na Rua da Alegria, 126; António Gomes da Silva, na Calçada do Tojal, lote 2. Ficam por falar muitas outra, cuja localização não detectei, como a de “Rebuçados Cotovia” ou a “Sociedade Lisbonense de Confeitarias”.
Por último, para quem se interessa por este assunto, pode sempre consultar a base de dados bibliográficos do Mistério Juvenil e ver todas as cadernetas de cromos publicadas em Portugal, para além das de caramelos.