terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Objecto Mistério Nº 14. Resposta: Separador de Ovos

Como tinha dito este objecto mistério era fácil. As respostas confirmam-no.

É na verdade um separador de ovos. Permite, com grande facilidade, separar a gema da clara, mesmo ao mais desajeitado aprendiz de cozinheiro.
Trata-se de mais um utensílio da marca alemã Westmark. O modelo tem o nome «Dotti» e penso que este exemplar data dos anos 50-60.

Já não se produz, mas há vários modelos que são variações deste.
De todos o que mais me agrada é o MSC Yolky, um simpático ovo com patas que permite posicioná-lo em pé. Apresenta-se com outras funções como um pequeno batedor de ovos que uso frequentemente e que um dia lhes apresentarei.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Objecto Mistério Nº 14


O objecto mistério cuja fotografia se reproduz é um utensílio de cozinha.

É feito em alumínio e as suas dimensões são 14 cm por 8.5 cm.

Ainda hoje é utilizado na cozinha, em especial pelas pessoas menos experientes.

A resposta é bastante fácil.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Rótulo de Batata Portuguesa

Rótulo para caixas de 30 Kg de batata portuguesa para consumo.

As batatas destinavam-se ao mercado português, mas eram também exportadas como indicam as palavras «pommes de terre» e «potatoes», escritas no cabeçalho.

A firma José Ferreira Botelho & Cª, Lda., embora não me tivesse sido possível confirmá-lo, devia ser pertença de um elemento da família Ferreira Botelho, de Vila Pouca de Aguiar.
Esta família possuía um complexo agrícola no Vale de Aguiar onde se cultivavam batatas até há pouco tempo (ver interessante foto da apanha da batata em ... in movement).
Saliente-se que Trás-os-Montes foi a localização inicial para a cultura da batata em Portugal e a que apresentou sempre melhores condições para a sua produção.

Na Gazeta dos Caminhos de Ferro, de 1 de Maio de 1939, José Ferreira Botelho surge como importador de batatas de semente das variedades Erdgold (ouro da terra), Flava, Earthsilver (prata da terra) e Regina 101, considerando-as como sendo as que permitiam obter melhores resultados. Era também importador de adubo para culturas.
Tinha nessa altura escritório no Porto e em Lisboa.
Em 1963, data a que corresponde o rótulo apresentado, mantinha-se o escritório no Porto, como se confirma pelo «Guia Profissional de Portugal» e em Lisboa, como é confirmado no rótulo.

Pelo menos até 1971 manteve-se a firma em Lisboa, no mesmo local, na Rua Jardim do Tabaco, 29-31, como se constata pelo «Informador Comercial e Industrial de Lisboa», sendo mencionado como comercializando adubos e batatas.
Não me foi possível encontrar qualquer outra informação adicional.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Leque Publicitário ao Nescao

O Nescau, um achocolatado de origem brasileira, nasceu com o nome de Nescao. Produzido a partir de 1932, começou a ser vendido em embalagens amarelas e, em data que não consegui determinar, mudou o nome e a aparência da embalagem (ver evolução da embalagem em o Mundo das Marcas).

Este achocolatado foi comercializado em Portugal pela Sociedade de Produtos Lácteos, que comercializava os produtos Nestlé.
A Sociedade de Produtos Lácteos nasceu em Avanca em 1923, tendo como principal sócio o Prof. Egas Moniz, que fundou a primeira fábrica portuguesa de leite em pó, preocupado com a mortalidade infantil.
Mais tarde colaborou com ele o veterinário António Godinho Madureira. Dessa colaboração nasceu uma vacaria modelo, na Quinta do Marinheiro, propriedade de Egas Moniz, para a criação de touros holandeses destinados ao cruzamento com vacas taurinas, de forma a aumentar a produção de leite.

Em 1933 a Sociedade de Produtos Lácteos obteve a exclusividade para a produção e venda em Portugal dos produtos Nestlé. Em 1973 a Sociedade de Productos Lácteos passou a designar-se Nestlé Produtos Alimentares, SARL.

Estes dados fazem-nos situar o leque publicitário ao Nescao nos anos 40-50.
O Nescau nunca teve uma publicidade tão agressiva como o seu concorrente Toddy, razão porque esteve sempre abaixo nas vendas.
Este leque publicitário em que se salienta a possibilidade de utilização do achocolatado, tanto como bebida fria como quente e destinado a todas as idades (crianças, adolescentes, adultos, convalescentes e desportistas), pretendia abrir o «leque» alvo de consumo.
Muito apropriado.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Feliz Dia de Reis



FELIZ DIA DE REIS



NÃO SE ESQUEÇAM DE COMER ROMÃ

O FRUTO ANTI-CRISE

(ver post de Janeiro de 2009)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A fava e o Dia de Reis

Tornou-se tradição no dia 6 de Janeiro, dos Reis Magos ou Epifania, comer bolo-rei.
Estão recordados que, até há 2 ou 3 anos, o bolo-rei ainda tinha dentro um brinde e uma fava. Descobriram um dia que se podiam partir os dentes ao comer uma fatia com estes elementos e foram proibidos. Parece que ninguém pensou na possibilidade de cortar fatias mais finas e detectar os elementos estranhos e assim acabou-se com um hábito divertido.

Queremos hoje falar no significado da fava. A tradição recente, porque o bolo-rei só chegou a Portugal no final do século XIX, dizia que a quem coubesse a fava devia comprar um novo bolo-rei.
Em diversos países, e desde há vários séculos, a pessoa a quem calhava a fava tornava-se num rei por um dia. Um «rei da fava», como também era chamado por brincadeira. No dia de Reis a família sentava-se à volta da mesa para comer e beber. Era o rei quem devia beber primeiro. Quando tal acontecia gritava-se «o rei bebe» e todos os outros bebiam em seguida.
Foi esta festa que Jacob Jordaens (1593-1678) representou nos seus quadros com o título «O rei bebe». Tendo-se especializado em temas religiosos e cenas de banquetes, este pintor menos conhecido da época de Rubens e Van Dyck , deixou-nos 6 versões sobre este tema. Podemos encontrá-las em Bruxelas (Museus Reais de Belas Artes), em Paris (Louvre), em Berlin (Staatliche Gemäldegalerie) e em Munique (Alte Pinakothek), em Viena (Kunsthistorisches Museu) e em S. Petersbourg (Museu Ermitage).

Em todo eles se pode observar a figura do rei, bem disposto e bem bebido, com uma coroa de papelão na cabeça, cujo modelo se crê ser o sogro do pintor, Adam von Noort, de quem foi discípulo.
Jordaens realizou estas pinturas nos anos 30-40 do século XVII. Embora nalguns quadros o rei seja a figura central, como acontece no existente em Bruxelas, na pintura que pertence agora ao Louvre e na de Viena de Áustria o rei encontra-se numa das extremidades da mesa.
O que é comum a todos eles é o ambiente de festa popular, com alegria e exuberância nos modos. Esta tipo de festa, em que pessoas do povo encarnam a realeza, parece ter as suas raízes na Saturnália ou festas de Saturno, festividade romana em que aos escravos era permitido representar o papel dos seus senhores, assistindo-se a uma inversão da ordem social.
Em todos os quadros desta série a bebida está presente e podem ver-se já os seus efeitos. Para o serviço de bebidas eram usados copos de vidro, com pés elaborados, como era costume nos países baixos, pichéis de estanho e jarros de barro vidrado, elementos de luxo a contrastar com o comportamento pouco formal dos representados.
Sobre a mesa podem ver-se iguarias, salientando-se as talassas, já com os seus alvéolos e as “galettes des rois”, as precursoras do bolo-rei, no interior das quais se encontrava a fava.
Pormenor das talassas à esquerda e das galettes à direita, sobre a mesa

Agora que a Comunidade Europeia nos roubou a fava do bolo, e antes que seja esquecida, é bom recordar a sua simbologia e os momentos de alegria que o seu achado desencadeou ao longo dos séculos.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Um presente de frutos secos: Um atado de figos

Um dos presentes que tive este Natal foi um saco de frutos secos, trazido da "terra", pelo pai de um amigo meu, que é da região de Viseu.
Dentro vinham vários frutos como peras secas, nozes e figos secos.

Embora as peras fossem lindíssimas, como se pode ver na foto, o que me surpreendeu foi um atado de figos secos.
Estou recordada dos colares de pinhões, que se compravam nas feiras e que hoje já ninguém tem tempo para fazer.
Lembro-me das penduras de uvas para fazer passas.
Mas atados de figos eu nunca tinha visto. Por isso decidi fotografá-los e mostrá-los.

Por último, e embora já não seja novidade, porque começaram a surgir há cerca de um ano, todos estes frutos vinham dentro de um saco confeccionado com sacos de café reutilizados.
Há vários tipos de sacos e cores, mas os Delta Ouro são os mais usados.Esta sim uma boa reciclagem, porque além de serem resistentes são bonitos. Devo dizer que até já vi pessoas que os usam em vez de carteiras