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sábado, 30 de janeiro de 2016

Um almoço rápido

 
Vi há dias um programa do Gordon Ramsey em que ele fazia umas pequenas panquecas com milho de lata, cebolo e pimento. Hoje almocei sozinha e decidi experimentar e fiz uma massa semelhante à dos crepes, com farinha com fermento, ovo, leite, sal e pimenta. Juntei ao milho, alcaparras, pimento picante cortado aos pedaços sem as sementes, anchovas picadas e cebolinho. Coloquei pequenos montinhos numa frigideira e obtive uma espécie de pataniscas.
Depois que fiz o dicionário gastronómico (Do comer e do falar…) fiquei com mais dúvidas quanto ao uso adequado das palavras. Sinto uma maior responsabilidade e tenho sempre receio de estar a usar os termos de forma incorrecta. Na realidade esta palavra «patanisca» é tão misteriosa que não se sabe a sua etimologia.
Quando falamos em patanisca os portugueses entendem sempre que se trata de pataniscas de bacalhau, mas se fosse verdade não precisávamos de acrescentar “de bacalhau”, porque estava implícito. Assim sendo, concluo que existem outras pataniscas, inclusivamente vegetarianas, como esta esteve para ser antes de lhe juntar as anchovas.
Acompanhei as pataniscas, (ou panquecas se quiserem) com salada de rúcula com gomos de laranja, polvilhada com noz e temperada apenas com azeite. Duas colheres de iogurte grego simples (embora possa ser temperado) ajudaram a completar o prato e a comer as ditas pataniscas.
Para sobremesa comi uma taça de ricota com lemon curd, que tinha feito há poucos dias. Um almoço simples, rápido e delicioso e que não precisa de receitas. 

domingo, 7 de abril de 2013

Um almoço de espargos e túberas

O meu amigo Afonso comprou na província um ramo de espargos selvagens e túberas e aproveitámos para fazer um almoço de regresso aos tempos antigos.

A minha mãe que era do Entroncamento adorava espargos selvagens e, nas poucas vezes que os conseguia arranjar fazia-os com ovos. Têm um gosto intenso, sobretudo se os compararmos com os de cultura, e fiquei sempre com um fascínio por este prato simples.
Quanto às túberas, também conhecidas por "trufas brancas" (embora sejam de outra família) ou criadilhas, são um fungo que cresce debaixo da terra e que pertence à família das Terfezias. Conheci-as pela primeira vez em 1977 em casa da Tia Anica, em Martim Longo, sobre quem um dia gostaria de falar. Relembrar o que se comeu há tantos anos atrás comprova a excelência daquelas refeições, feitas em plena Serra do Caldeirão, durante o Serviço Médico à Periferia.

Fiquei sempre com a ideia de que as túberas existiam apenas no Alentejo mas ao fazer uma pesquisa na internet descobri que afinal existem por todo o país e como não eram exploradas há muitos anos existem em abundância em vários locais. Daí os festivais de «criadilhas», como as designam nas Beiras, espalhados por várias terras, a que associam outros cogumelos.
Mas voltemos ao almoço que foi muito simples. Começámos pelos espargos que foram preparados cortando à mão as partes duras. Depois cortei a parte das cabeças e piquei os talos. Alourei em azeite e alho as cabeças que reservei. Alourei os talos picados e juntei os ovos mexidos a baixa temperatura. Foram servidos com as cabeças dos espargos por cima.
Quanto às túberas o principal problema tem a ver com a sua preparação. Apesar de dizerem que são mais saborosos com casca não vale a pena arriscar. Tem que ser bem esfregados por fora e depois descascados. Não é por acaso que a principal variedade se integra na família Terfezia Arenaria. Na realidade elas estão cheias de areia incrustada na pele e mesmo bem lavados com escova não se consegue tirar toda.
Há várias receitas e a opção por as comer com ovos é boa mas para não repetir optámos por fazer um risoto. Foram cortadas às rodelas e em seguida procedemos como para qualquer outro risoto.

O resultado foi um almoço vegetariano diferente, muito agradável. Um regresso a um tempo que não vivemos mas em que se aproveitavam produtos selvagens que a natureza oferecia. Para quem vive nas cidades só têm que descobrir onde os comprar. Estamos na época destes produtos. Aproveitem!

PS: As fotografias dos pratos inexplicavelmente perderam-se no computador. As apresentadas foram tiradas pelo Afonso Oliveira, a quem agradeço.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A Matter of Taste


A Cilinha, uma amiga minha de infância, enviou-me um daqueles mails que recebemos todos os dias e nos enchem a caixa de correio. Uns são engraçados, outros revolucionários ou políticos ou por vezes até piedosos.

É uma das formas de mostrarmos aos nossos amigos que nos lembramos deles e que, de alguma forma, estabelecemos uma associação entre a mensagem recebida e eles próprios.
Só que este mail era diferente. Achei-o interessante e que valia a pena partilhá-lo. As fotos fazem parte de um livro publicado por Fulvio Bonavia, um fotógrafo italiano que anteriormente foi designer gráfico.

O livro foi publicado em 2008 pela Hachette Australia e intitula-se «A Matter of Taste». O fotógrafo utilizou alimentos comuns para construir novos objectos que se situam num espaço, que não existe, entre a gastronomia e a moda.
As fotos de óptima qualidade tornam os objectos inventados ainda mais atractivos.
 Para saborear com os olhos.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Alphabet pour les Petits

Passei os últimos dias numa reunião, o que me impediu de escrever. Apresento-lhes hoje um livro infantil francês, provavelmente dos anos 40, "Alphabet pour les Petits".
 De excelente qualidade gráfica, mal representada pelas fotografias que não ficaram da melhor qualidade, dele seleccionei apenas as letras relacionadas com assuntos alimentares. 
Uma obsessão. É verdade. Mas tenho de fazer jus ao título do blog.