A farinha Nestlé para bebés foi durante muitos anos um produto farmacêutico vendido exclusivamente em farmácias.
Isso deveu-se a ter sido criada por um farmacêutico, Henri Nestlé. De origem alemã, foi na Suíça, para onde foi viver que decidiu criar uma fórmula à base de leite de vaca, farinha de trigo e açúcar destinada a alimentar crianças mal nutridas.
Estava-se no ano de 1867, numa época em que existia uma grande mortalidade infantil e em que a alimentação das crianças era uma preocupação social.
Em Vevey, onde então vivia, experimentou a sua fórmula num filho de um vizinho, um bebé prematuro, intolerante ao leite materno. Ao contrário do esperado, o bebé sobreviveu.
Confirmava-se assim a importância de um produto a que o seu criador iria dar o seu nome: a Farinha Láctea Nestlé.
Na sua publicidade, inevitavelmente, surgiam bebés ou crianças, de aspecto saudável. Já em 1897 Alfonse Mucha, o conhecido desenhador de cartazes Arte Nova havia representado uma mãe e um filho para a publicidade da Nestlé.
Em Portugal, foi frequente a publicidade em revistas em especial na primeira metade do século XX. A expressão «Bébé Nestlé» ficou na linguagem corrente para referir uma pessoa com ar saudável e rechonchudo.
Hoje apresentamos a imagem do verdadeiro bebé Nestlé da farmácias.
O primeiro em louça deve datar dos anos 40 e fotografámo-lo na Farmácia Faria, na Figueira da Foz.
O segundo, é em material plástico e foi-me enviada a fotografia pela minha amiga Isabel Almasqué, como sendo um bebé Nestlé. Deve datar dos anos 50 e foi usado na montra de uma farmácia, para fazer publicidade à farinha Nestlé, juntamente com o produto.
Hoje apresento-lhe os dois meninos, mas prometo voltar a este tema.
