sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Objecto Mistério Nº 42

Este objecto em cerâmica tem de altura 18 cm e a base circular tem 25 cm de diâmetro.
É um utensílio doméstico de cozinha, mas pode ser levado à mesa.
Para que serve?

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Cascas ou palhada*

 
Com este regionalismo designa-se um tipo de feijão que é seco com a vagem e se destina a ser comido no Inverno em Trás-os-Montes.
Após ser demolhado 24 horas utiliza-se para fazer sopa de carne ou, em alternativa, pode ser escorrido depois de cozido e comido com carne.
Na zona de Bragança come-se a acompanhar o “butelo”, um enchido feito com a bexiga do porco recheada com os ossos tenros do mesmo animal temperados como se faz para o salpicão, passando o prato a ser designado «cascas com butelo». Como a bexiga é única este prato reservava-se para ser comido no dia de Carnaval**.

*Outras designações transmontanas para este feijoeiro de trepa são: «casulas» e «vasas».
**As informações recolhidas forma-me dadas pela minha amiga Adriana Teixeira, transmontana de gema, que para não se perder a tradição plantou já na região de Coimbra, este tipo de feijão.

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Curso «À volta da Mesa. Utensílios e práticas»

Tem início no dia 30 de Outubro o curso acima mencionado que terá lugar na casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, em Lisboa. 
Trata-se de um curso pós-laboral ministrado por mim e terá a duração de 2 horas com um pequeno intervalo a meio. 
Estão programadas 4 sessões, às 5ª feiras, excepto no último dia que será à 6ª feira.
As inscrições estão já abertas e são limitadas ao espaço da sala.
Faço votos para que acham o tema aliciante e compareçam.

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

Gomes de Sá e o bacalhau de seu nome

José Luís Gomes de Sá, nasceu no Porto, na então chamada rua de Cima do Muro, em 7 de Fevereiro de 1851. Esta rua, situada na frente ribeirinha, que viria a ser designada Rua dos Bacalhoeiros era uma zona comercial onde davam entrada muitos dos alimentos que vinham do sul, transportados por mar e que chegavam pelo rio.
A educação de Gomes de Sá foi feita no domicílio e ainda novo passou a administrar um armazém de comercialização de bacalhau. Um incêndio destruir-lhe-ia o negócio e levou-o à falência tendo então sido acusado de quebra fraudulenta. Valeu-lhe então um amigo que nele confiou e que lhe propôs sociedade. Tratava-se de um conhecido comerciante, estabelecido com loja de fazendas, Bernardo da Silva Dâmaso. A sociedade que passou a designar-se Dâmaso & Cª, Ltd, ficava situada na rua Cândido dos Reis e só terminaria com a morte de Gomes de Sá, em Março de 1926. É provável que a sociedade tivesse mudado de local porque em 1905, foi feito por esta firma uma pedido para construir um prédio no novo bairro das Carmelitas, em frente às Galerias de Paris, actual nome da zona e que em 1903 havia sido planeada para receber uma cobertura de vidro.
Rua Galeria de Paris, Porto. Fotografia tirada da internet
Gomes de Sá, para além de ter sido comerciante de bacalhau, foi um gastrónomo e assim o descreveu na sua biografia o Frederico António Ferreira de Simas (1872 -1945), oficial de artilharia do Exército que durante a Primeira República Portuguesa foi Ministro da Instrução Pública e mais tarde Ministro do Comércio e Comunicações. Ferreira Simas teve intervenção em várias outras instituições, mas é aqui mencionado por fazer parte do «Circulo Gomes de Sá». Tratava-se de uma instituição de beneficência lisboeta, de que nada consegui esclarecer, mas que se reunia às 6ª feiras para um almoço onde os sócios comiam bacalhau à Gomes de Sá, na década de 1940.

Gomes de Sá era um apreciador de pastéis de bacalhau, chamados no Porto «Bolinhos de bacalhau» e foi com base nessa receita que imaginou o bacalhau que tomaria o seu nome. Ao suprimir a farinha, escalfar o bacalhau no leite, realçando o seu gosto com a cebola alourada às rodelas e passando o ovo a ser cozido, criou um novo prato. A mistura dos vários elementos com azeite e a indispensável ida ao forno para homogeneizar os sabores fez o resto.
A receita entregou-a o autor ao proprietário do «Restaurante Lisbonense», que ficava na Rua Sá da Bandeira, no Porto, com a recomendação de nada alterar. Tenho para mim que o erro mais crasso e que mais altera esta receita é o facto de alguns restaurantes não levarem o prato ao forno, o que o transforma numa mistura sem alma.

Este texto, recordando Gomes de Sá, é uma pequena forma de agradecimento por ter criado uma das formas de apresentar bacalhau que mais aprecio.

Esta receita de bacalhau não ficou sendo mais uma das «Cem maneiras de cozinhar bacalhau», mas uma das mais saborosas e preferidas pelos portugueses, entre os quais me incluo.

domingo, 12 de Outubro de 2014

Palestra: «Seguir os conselhos de Hipócrates...»

No dia 16 de Outubro, Dia Mundial da Alimentação, vou falar em Coimbra sobre "Nutrição e Cancro".  
Sob o título «Seguir os conselhos de Hipócrates...» farei uma abordagem histórica, seguida de conceitos teóricos e conselhos práticos. Irei mostrar com Hipócrates, no século IV aC, estava certo e o seu discurso era actual.
A palestra terá lugar no Instituto Justiça e Paz e terá início ás 18,30.
Para quem viver em Coimbra e lhe interessar o tema apareça porque a entrada é livre.

sábado, 11 de Outubro de 2014

Exposição: "Vamos pôr tudo em pratos limpos"

Já inaugurou a exposição sobre pratos no Centro de Artes Culinárias, em Lisboa. A entrada é livre.
Não deixem de ir ver algumas interessantes amostras deste tema infindável e curioso.

quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

Palestra «A Ginjinha de Lisboa»

 
É já este sábado dia 12 de Outubro, às 15 horas, que vou falar sobre este tema no «Grupo Amigos de Lisboa».

A sessão tem lugar na sede da associação na Rua Portugal Durão, 58 A, paralela à Rua da Beneficência e ao lado do Mercado Municipal do Rego, em Lisboa. 

Embora seja dirigido aos sócios a entrada é livre e portanto quem estiver interessado pode aparecer.