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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Objecto mistério Nº 64: Resposta: Afiador de facas.

 

Parece ter sido muito fácil a identificação do objecto. Mas também tiveram ajuda porque ficou à vista a marca Allegro.

A fábrica Allegro situava-se na Suíça, em Lucerna, mas não consegui encontrar informação sobre a sua história.

Era sobretudo conhecida pela produção de afiadores de navalhas de barba e de lâminas para o mesmo fim. Apresentados numa caixa faziam-se acompanhar por folhetos explicativos.

O design e os materiais usados situam os mais antigos objectos no início do século XX, tendo sido sobretudo usados durante a guerra quando as lâminas, por razões económicas, ficaram mais finas.

De qualquer modo estes objectos ligados ao ritual da barba divulgaram-se muito mais do que os afiadores de facas.

Na caixa vem explicada a sua utilização: afastam-se as pedras e introduz-se a faca com o fio virado para cima, fazendo-se depois um movimento de vai vem com a mesma. Este afiador foi bastante usado porque as pedras se encontram gastas na parte média. Como dizia o produtor: podem sempre substituir-se.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Objecto Mistério Nº 64. Pergunta.

 

Este objecto, que poderia ainda estar em uso, era de grande utilidade.

Tem uma base com 14 por 4 cm e de altura c. de 7 cm.

Para que servia?

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Museu Virtual: Escalfador

 


Nome do Objecto: Escalfador (réchaud)

 Descrição:

Objecto com três braços móveis e lamparina central, destinada a conter combustível, com três furos de entrada para colocar as torcidas. Os braços de suporte permitem com um pequeno movimento ajustar as bases em concha ao tamanho do objecto que se pretende aquecer.

 Material: Prata e marfim

 Época: Século XVIII (provável)

 Marcas: Não tem

 Origem: Mercado português.

 Grupo a que pertence: Equipamento culinário. Recipiente para o consumo.

 Função Geral: Acessório de serviço. Utilidade.

 Função Específica: Aquecer prato ou outro recipiente com alimento.

 Nº inventário: 3719

 Objectos semelhantes: Não classificados

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Histórias de regadores e regadores sem história

Nunca pensei vir a escrever sobre regadores. Contudo quando os meus olhos caíram sobre um exemplar puro dos anos 60, de cor laranja e grande flores amarelas, violetas e roxas, a fazer-me lembrar a insígnia da Mary Quant, não resisti. É verdade que sobre ele não posso contar qualquer história porque desconheço a quem pertenceu. Achei-o lindíssimo e extraordinariamente pouco prático e, o pouco uso que deve teve ter tido, atendendo ao seu excelente grau de conservação, confirma-o.

 Quando o vi lembrei-me de uma história da minha vida de estudante. No meu tempo de Faculdade as noitadas eram raras, ao contrário do que hoje acontece. Talvez por isso os episódios também ficassem mais marcados na memória. Numa noite apareceu-me em casa uma amiga, acompanhada de uns amigos. São pessoas conhecidas mas ignoro aqui os nomes, embora não possa deixar de mencionar a presença do pintor Jorge Martins, que deu azo a esta história. Ficámos na sala a conversar longas horas. A sala de esquina de uma casa pombalina, com várias janelas, permitia a entrada de luz vinda de um grande largo onde se situava. A ele se juntava a luz fraca do interior. 

Num ambiente calmo falámos durante horas, mas não me recordo do tema da conversação. Usavam-se então plantas no interior e quando a luz começou a abrir, constatei que as plantas estavam a precisar de água. Fui buscar um regador e reguei as plantas. Lembro-me de o Jorge Martins ter dito que num ambiente daqueles se justificava um regador com maior beleza. Fiquei estupefacta com a sua sensibilidade estética, sobre um tema que nunca me havia ocorrido.

Passado algum tempo fui à loja do Vergílio Seco, que tinha então um antiquário no Príncipe Real e vi o jarro de louça branca com flores que aqui mostro. Lembrei-me da conversa e pensei: é este o adequado. Comprei-o e durante muito tempo usei-o com o fim de regar as plantas da sala.

Um dia promovi-o a jarro de flores e deixou de ser um objecto utilitário.

Hoje, bem mais prática, como nos ensina a idade, uso um regador de plástico, sem estilo ou história. 

quinta-feira, 4 de junho de 2020

As escovas. Uma grande família


Fiquei com um fascínio por escovas quando vi, há alguns anos, um episódio do Antique Roadshow, onde se apresentava uma colecção de escovas do século XIX e início do XX. O mais interessante era que a colecção pertenciam a uma miúda de 10 anos, que tinha decidido interessar-se pelo tema e possuía uma variedade notável. Conseguia identificar a sua utilidade, assunto que não só desconhecemos como nem nos passa pela cabeça.
https://catherinewhite.com/rough-ideas/2010/07/brushes.html
Na realidade existe um mundo de especificidades a que nem todos são alheios. Veja-se o poste que escrevei sobre a Escovaria Belomonteno Porto.
Encontrei também no Porto uma alfarrabista que possuía uma escova diferente para limpar os livros do século XVIII, outra para os livros do século XIX e uma outra para os do século XX.
Várias escovas de toilete do séc. XIX e XX com costas em prata
Eu própria tornei-me sensível ao tema e vou guardando escovas originais antigas. Há alguns anos lembro-me de ter entrado numa loja em Espinho que vendia escovas e pincéis de fabrico local. Ia fechar e não resisti em adquirir alguns modelos mais interessantes em especial de pincéis de barba. 

Quando hoje folheei o 1º volume da Encyclopedia Pratica, que começou a ser publicada em 1905, encontrei um artigo sobre escovas. Nele se descrevem os materiais com que habitualmente eram confeccionadas as “costas” e o tipo de pêlos empregues nas “barbas”. Uma diversidade que nada tem a ver com as escovas de hoje, que são todas em plástico.
Há poucos meses comprei uma escova para o cabelo e desloquei-me de propósito à Casa Polycarpo onde compro este tipo de material. Passado pouco tempo escorregou da bancada para o chão e a ponta do cabo partiu-se. Apanhei-a e pensei em colá-la. Coloquei novamente a escova sobre a bancada, agora desequilibrada pela falta da extremidade, e rolou novamente para o chão separando-se o cabo da escova. Não consegui evitar uma gargalhada e pensei que nunca mais comprava uma escova de plástico. É contudo uma realidade difícil de contornar.
Fiquemos pois com os vários modelos existentes à época. Fiquei fascinada com as escovas para “lavar caras”, que desconhecia. Ainda existem e chamam-se presentemente «escovas para limpar o rosto» ou de «limpeza facial» e são um bocadinho diferentes.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Objecto Mistério Nº 62: Pergunta


O objecto que hoje se apresenta tem pequenas dimensões.

Mede de altura 9 cm e a base tem um diâmetro aproximado de 5 cm.

A que se destinava?

quinta-feira, 19 de março de 2020

Objecto Mistério Nº 61. Resposta: Infusor de chá para caneca


O desafio parecia-me fácil sobretudo porque, apesar de lavada a peça, ficaram ainda alguns vestígios da teína. 

É minha preocupação utilizar os termos correctos das palavras, neste caso dos utensílios de uso doméstico.
A designação “infusor” pareceu-me adequada, descrevendo-a como um tipo de filtro para o chá. No seu interior são colocadas as folhas secas e é introduzido na água quente para fazer o chá e este ficar sem folhas. Pessoalmente, apesar de os achar muito atraentes, dispenso-os e prefiro utilizar as folhas soltas e aguardar que assentem no bule.
Pode-se considerar os infusores de chá como os percussores das saquetas de chá. Foram muito utilizados no século XIX, em especial pelos ingleses que usavam um tipo de chá proveniente da Índia, mais moído, se comparado com as folhas dos chineses. Podem ter formas variadas, as mais frequentes em bola ou ovo, mas podem apresentar-se com imensos modelos. Gosto especialmente das casinhas. 
Durante o século XX surgiram modelos de design extremamente divertidos, como o preguiçoso, o submarino amarelo ou o escafandrista, por exemplo.
Embora o mais frequente seja apresentarem-se suspensos por uma cadeia, podem ter a forma de uma colher dupla ou outro tipo de suportes, como braços ou argolas, que permitem suspendê-los no bordo do recipiente.
Dadas as grandes dimensões deste robot experimentei-o em vários utensílios para descobrir de que tipo de infusor se tratava.
Como podem ver não se destina a bules, porque não permitiria colocar a tampa. Também não serve para colocar numa chávena, porque o corpo do robot é grande demais.
Por fim experimentei com uma caneca e confirmei que é um infusor de chá para canecas. Foi muito utilizado e apresentava-se castanho, tanto no exterior como no interior. Ainda hoje se encontra à venda e é um produto de design Kikkerland.
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P. S. Não confundir com outro tipo de filtro, o passador de chá, muito mais antigo, usado de modo diferente e que tem sempre uma forma aberta.

terça-feira, 17 de março de 2020

Objecto Mistério Nº 61


 Ora então vamos lá ocupar o cérebro com outras coisas além do vírus.

Este objecto tem 8 cm de altura e uma função específica.

Para que serve?

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Objecto Mistério Nº 60. Resposta: Base de copos


Surpreendentemente este desafio foi mais fácil do que esperava e várias pessoas acertaram na resposta.
Trata-se de uma forma especial de base de copo, concebida para envolver o pé do cálice e proteger assim a mesa, ou outra superfície, sobre a qual o mesmo era colocado.

A variedade de bases de copos é grande e recordo aqui algumas.
O clássico pequeno naperon bordado ou em renda, com dimensões ligeiramente maiores do que o pé do cálice e de que foram produzidos muitos e variados exemplares na Ilha da Madeira. 
Mas todos os materiais foram utilizados para esse fim, tal como o vidro e o plástico.
Quanto ao uso da cerâmica com esta finalidade mostro um exemplar feito pela Fábrica Secla, que se apresentava com variadas imagens.


Os anos 60 viram surgir exemplos de bases de copos em papel, alguns coordenados com os guardanapos feitos no mesmo material.
Nos anos 80 forma comercializadas pequenas placas de madeira decoradas com estampas impermeabilizadas, que se faziam acompanhar por individuais com o mesmo desenho e que se encontram amplamente divulgadas ainda hoje em dia.

O uso destas bases persistiu na restauração e foram utilizados como veículos publicitário do bar em que as bebidas eram servidas, da própria bebida ou dos eventos que se comemoravam. 
São sobretudo feitos em cartão, mas outros recorrem a diferentes materiais. Por vezes está presente a cortiça como material único, ou associado a outro, para evitar os ruídos, em locais que valorizam o silêncio.
Mas estes que envolvem o pé do cálice, adaptando-se às suas dimensões, apesar das resposta certas, temos que reconhecer que são raros.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

O Pote de Ouro

Podia colocar este pote como Objecto Mistério e, provavelmente, a maioria das pessoas não estabeleceria qualquer relação.
Pensava eu que era do conhecimento geral que em cada uma das extremidades do arco-íris se encontra um pote de ouro. Não que eu alguma vez o tenha encontrado: excepto este, claro. E se encontrasse os Leprechaun, ou os pequenos gnomos verdes, não me iam deixar trazê-lo.
Depois de falar com várias pessoas descobri que desconheciam a história. É verdade que se trata de uma lendas irlandesa, mais conhecida pelas sociedades de língua inglesa, mas como os livros infantis não tem pátria achei que todos conheciam a história.
Os leprechaun são uns pequenos seres que vivem nas florestas irlandesas. Vestem-se de verde com um grande chapéu e passam o dia a remendar sapatos. A sua principal função é proteger os potes de ouro que se encontram no fim do arco-íris, que os homens, sempre gananciosos, querem roubar.
Há imensos livros sobre o tema com histórias variadas destes seres mitológicos. Até encontrei um com uma capa que parece que nos diz qualquer coisa, a nós portugueses.
Pois o que desencadeou esta conversa foi este pote de plástico, repleto de moedas de escudo e centavos dos anos 60 e que era um mealheiro. Seguramente feito em Portugal, não está infelizmente identificado.
Agora que o plástico está ameaçado preservemos estes belos exemplares. Não vai haver outros!.

sábado, 28 de setembro de 2019

Escovas, escovas e mais escovas na Escovaria de Belomonte


Descobri a loja numa rua íngreme do Porto, numa rota diferente da que costumo fazer nas minha voltas pela cidade. Saindo do Largo de S. Domingos, onde tinha visitado o pequeno Museu da Farmácia Moreno, chamou-me à atenção a placa esmaltada de fundo branco com vários tipos de escova e as palavras «Escovaria de Belomonte» e, em baixo, o nome do fundador «António da Silva».
Era hora de almoço e encostando o nariz ao vidro para ver o interior comentei em alto: «Que pena. Está fechada». De imediato surgiu o proprietário, o sr. Rui Rodrigues que, abrindo a porta, nos convidou a entrar. 
Tenho um fascínio por escovas sobretudo depois que vi num episódio do Antique Roadshow, uma colecção de escovas, feita por uma miúda de 12 anos, com variadíssimos modelos adaptados a diferentes funções.
O sr. Rui Rodrigues, de contacto fácil e amável, contou-nos a história da pequena fábrica iniciada em 1927, em Massarelos, pelo avô de sua mulher Olinda. Em 1938 o seu pai Fernando Silva mudou-se para a Rua do Belomonte e foi o nome da rua que passou a identificar a escovaria. 
Após a sua morte ficou à frente da produção Rui Rodrigues e uma funcionária, Maria de Fátima Fonseca, que aí trabalha há mais de 40 anos. Mais tarde a eles se juntou o  filho Sérgio, designer, que imprimiu modernismo ao conceito.
Totalmente feitas à mão as escovas apresentam-se feitas em vários tipos de madeira e nelas se utilizam diferentes tipos de pêlo, como cerda de porco, crina de cavalo, pêlo de cabra, pêlo de texugo, etc.  
A produção varia com as encomendas pelo que se podem ver, a par de produtos tradicionais, como piaçabas, vassouras pequenas, de cabo, etc., escovas mais sofisticadas para fato e calçado e um sem número de escovas de que ignoramos a função.
Um pequeno mundo fascinante que dá prazer descobrir e trazer connosco uma daquelas escovas que, desde que a descobrimos, nos faz crer que não podemos passar sem ela. 


quarta-feira, 15 de maio de 2019

Museu Virtual: tacho duplo


Nome do Objecto: Tacho duplo 

Descrição: Utensílio de cozinha de base circular, cilíndrico, baixo e com tampa. Encontra-se dividido em dois corpos que se podem juntar possuindo cada uma das metades duas asas e tampa própria.


Material: Alumínio anodizado* e baquelite.

Época: Década de 1950- 1960
Marcas: Lateralmente encontra-se a imagem de um castelo e a designação da marca «Castelo»

Origem: Oferta de Maria Cecília Alçada Rosa (Covilhã).

Grupo a que pertence: Equipamento culinário.

Função Geral: Cozinhar alimentos.

Função Específica: Cozer legumes
Nº inventário: 3529

Objectos semelhantes: Não registados.

Observações: Existem também tachos tripartidos com a mesma função deste. Destinam-se a cozer alimentos com diferentes tempos de cozedura de forma independente mas destinados à mesma refeição. Apresentam também a vantagem de não misturar sabores.

* Não estou certa que o material com que se encontra feito o tacho esteja bem identificado. Agradeço a correcção a quem souber.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

As chaleiras Alessi



 A chaleira, para aquecer a água para o chá, é um objecto indispensável no meu quotidiano. Procuro formas que tenham beleza, mas simples. Nunca comprei uma de design e se o fizesse não teria coragem de a usar.
Habitualmente apenas mostro imagens dos objectos que fazem parte da minha colecção. Hoje infelizmente tive que ir buscar à internet imagens de duas chaleiras icónicas produzidas pela Alessi e que nunca cheguei a comprar devido ao seu preço elevado

A primeira, produzida em 1985, é da autoria de Michael Graves e chama-se «Bird Whistle», apito de pássaro, nome que se deve à presença de uma ave no apito, em plástico colorido, que fazia sentido ao lembrar o seu som, quando a água ferve.
Para festejar os 30 anos de existência, Graves redesenhou o apito, em 2005, e transformou o pássaro num reptil pré-histórico. Este modelo foi designado «Tea Rex» e os dois apitos passaram a ser vendidos em separado. Para o comprador poder escolher.
Mas em matéria de chaleiras de design a Alessi não ficou por aqui e em 1992 o arquitecto Frank Gehry desenhou a «Pito water kettle» feita em madeira e aço. Tanto a pega superior como a asa tem o feitio de peixes. Também esta chaleira tem dois apitos melódicos, a lembrar o som das baleias, que podem ser substituídos de acordo com a disposição do seu possuidor.
 Quando vejo estas chaleiras Alessi lembro-me sempre da minha amiga Natacha que tinha uma «Bird whistle» há muitos anos atrás. Quando ia lá a casa olhava sempre para a chaleira com prazer. Um dia deparo-me com a imagem horrível do bico e a asa derretidos. Distraída, como sempre, tinha deixado a chaleira ao lume por tempo indefinido. A água evaporou e o metal aqueceu até derreter o plástico. É por isso que se algum dia perder a cabeça e comprar uma, só a irei usar para ouvir o apito e depois guardo-a religiosamente.