Nome do Objecto: caixa para chá
(tea caddy)
Descrição: Caixa em madeira com
seis gomos e tampa. Lacada em castanho e com desenhos e reservas em dourado. Estas
representam seis cenas diferentes com figuras masculinas e femininas sentadas,
envolvidas por plantas (de chá?). No interior encontra-se caixa em estanho com
tampa dupla, a interior com pequeno botão central em marfim. Assenta em três pés
trabalhados e dourados. Apresenta fechadura e chave para evitar furtos.
Material: Madeira lacada e
dourada e estanho.
Época: Início do século XIX
(primeira metade, c. 1840)
Marcas: Não apresenta.
Origem: Mercado português.
Função Geral: Recipiente para
serviço e consumo de bebidas.
Função Específica: Preservar
as folhas de chá, sem humidade e manter o cheiro.
Objectos semelhantes: Não
inventariados.
Notas:
Durante o século XVIII foram
usadas em Portugal caixas para chá em porcelana da China ou em prata, com o
mesmo fim, muitas vezes com as armas dos encomendadores.




As ameixas eram comercializadas em caixa de cartão circulares, com um grafismo apurado, em que constavam as medalhas com que haviam sido agraciados, muito ao gosto do final do século XIX.
Existiram várias outras fábricas, como dissemos no post anterior, mas a grande maioria já deixou de laborar.
As caixas de feitio oval, forradas manualmente a papel com um predomínio de temas alentejanos, foram produzidas pela empresa Pina & Martins. As embalagens apresentadas são dos anos 80.
A empresa "Frutas Doces", em Elvas, foi fundada em 1919 por Manuel Candeias e em 1970 a firma passou para o seu afilhado, Mário Renato da Conceição. Em 1999, foi o seu filho Luís Silveirinha da Conceição que tomou conta do negócio. Continuam a produzir ameixas d’Elvas, como é prova a caixa que deu azo a estas notas.
Já lá vai o tempo em que às caixas se associava a arte do papel recortado, como se pode ver uma amostra na foto apresentada.