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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Objecto mistério Nº 64: Resposta: Afiador de facas.

 

Parece ter sido muito fácil a identificação do objecto. Mas também tiveram ajuda porque ficou à vista a marca Allegro.

A fábrica Allegro situava-se na Suíça, em Lucerna, mas não consegui encontrar informação sobre a sua história.

Era sobretudo conhecida pela produção de afiadores de navalhas de barba e de lâminas para o mesmo fim. Apresentados numa caixa faziam-se acompanhar por folhetos explicativos.

O design e os materiais usados situam os mais antigos objectos no início do século XX, tendo sido sobretudo usados durante a guerra quando as lâminas, por razões económicas, ficaram mais finas.

De qualquer modo estes objectos ligados ao ritual da barba divulgaram-se muito mais do que os afiadores de facas.

Na caixa vem explicada a sua utilização: afastam-se as pedras e introduz-se a faca com o fio virado para cima, fazendo-se depois um movimento de vai vem com a mesma. Este afiador foi bastante usado porque as pedras se encontram gastas na parte média. Como dizia o produtor: podem sempre substituir-se.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Objecto Mistério Nº 64. Pergunta.

 

Este objecto, que poderia ainda estar em uso, era de grande utilidade.

Tem uma base com 14 por 4 cm e de altura c. de 7 cm.

Para que servia?

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Objecto Mistério Nº 63. Resposta: Garrafa de licor.

 Deve dizer que apesar de ter mais de um milhar de garrafas de licor, adquiridas quando fiz o livro Licores de Portugal 1880-1980, e que foram crescendo posteriormente, este modelo me era completamente desconhecido.

Se existiu um industrial imaginativo e conhecedor, Leopoldo Wagner (c. 1858-1923), foi certamente um deles. A sua variedade de bebidas licorosas e os correspondentes modelos de garrafas criados por si ou adaptados para as mesmas, foi enorme[1].

Fundador da Fábrica Âncora apresentava um catálogo de bebidas a que hoje em dia nenhuma empresa se pode comparar. Para além da beleza das garrafas as bebidas eram de qualidade. Durante anos, e já após do fecho da fábrica, ainda eu procurava o Xarope de Groselha que era, de longe, o melhor em Portugal.

Leopoldo Wagner registava os modelos que criava, o que nos permite datá-los, mas não consegui encontrar este pinto, apesar de ter na base escrito MR (marca registada) que se aplica à marca da fábrica e não ao modelo.

Dito isto, trata-se portanto de uma garrafa para licor, provavelmente de “Licor de Ovo”. A fábrica onde foi feita a garrafa não está identificada mas inclino-me para poder ter sido fabricada na Fábrica Aleluia, em Aveiro.

PS. Se alguém tiver informação adicional agradeço que a partilhe. Obrigada.

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[1] Ana Marques Pereira. Licores de Portugal (1880-1980). Ed. da autora. 2013.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Objecto Mistério Nº 63

Este belo pinto a sair de um ovo não é tão facilmente identificável como pode parecer inicialmente. Possivelmente será preciso já se ter visto para conhecer a sua utilidade mas, como isto é um jogo, podem sempre tentar adivinhar. 
Tem de altura 17 cm, portanto, é um pinto grandinho.
Para que servia?

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Objecto Mistério Nº 62. Resposta: Paliteiro em cristal


A maior parte dos paliteiros são facilmente identificáveis. Feitos de diversos materiais e de formas variáveis, foram sempre apreciados. Não encontramos infelizmente,  descrições sobre a forma de os colocar sobre as mesas ou representações do seu uso à mesa.

Por razões óbvias os palitos foram usados desde o início da humanidade e chegaram a ser feitos em metais preciosos. Contudo, a divulgação dos paliteiros deu-se apenas no início do século XIX quando aumentou a produção, manual ou industrial, dos palitos em madeira.
Palito portátil já apresentado. Ver Objecto Mistério Nº13
O seu uso sobre a mesa tornou-se moda sobretudo na Europa, por vezes fazendo parte de conjuntos com os saleiros e pimenteiros. A partir de meados do século XX começaram a ser menos populares e nas últimas décadas, abandonaram as mesas e hoje só se podem observar em vitrines, quando dignos dessa honra.
Os paliteiros de um modo geral apresentam-se de duas formas: com uma base perfurada (mais frequentes nos feitos em ceramica ou metal) ou com um recipiente onde se guardam os palitos. São sobretudo deste tipo os paliteiros em vidro, tornando a sua identificação mais complicada. 
Pormenor de um catálogo que nos mostra que o mesmo objecto podia servir para paliteiro ou fosforeira
A dificuldade é distingui-los dos suportes para fósforos, dos oveiros, das pequenas jarras, dos afiadores de penas, porque muitas vezes a forma era a mesma, só se distinguindo pela legenda dos catálogos dos fabricantes.

Afiador de canetas, preenchido com arames verticais, onde coloquei penas
Há quem diga que a melhor forma de identificar estes objectos mais duvidosos é colocar lá dentro os palitos. Se eles caírem lá para dentro não é um paliteiro. Pode ser, por exemplo, uma pequena jarra ou um recipiente para colheres, que podem apresentar o mesmo formato, mas são de maiores dimensões.


Neste caso concreto a sua forma é mais rara, uma vez que apresenta um pé, podendo confundir-se com um cálice. A espessura das paredes, que lhe dá maior estabilidade, torna-o inadequado para levar aos lábios. 
A cavidade é demasiado pequena para conter flores ou um ovo e lembrei-me de já ter visto paliteiros com este formato. Os catálogos que consultei não me permitiram identificar a fábrica. Parecia-me Baccarat, mas não o consegui provar.
Mas o teste dos palitos não nos deixa com dúvidas.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Objecto Mistério Nº 62: Pergunta


O objecto que hoje se apresenta tem pequenas dimensões.

Mede de altura 9 cm e a base tem um diâmetro aproximado de 5 cm.

A que se destinava?

quinta-feira, 19 de março de 2020

Objecto Mistério Nº 61. Resposta: Infusor de chá para caneca


O desafio parecia-me fácil sobretudo porque, apesar de lavada a peça, ficaram ainda alguns vestígios da teína. 

É minha preocupação utilizar os termos correctos das palavras, neste caso dos utensílios de uso doméstico.
A designação “infusor” pareceu-me adequada, descrevendo-a como um tipo de filtro para o chá. No seu interior são colocadas as folhas secas e é introduzido na água quente para fazer o chá e este ficar sem folhas. Pessoalmente, apesar de os achar muito atraentes, dispenso-os e prefiro utilizar as folhas soltas e aguardar que assentem no bule.
Pode-se considerar os infusores de chá como os percussores das saquetas de chá. Foram muito utilizados no século XIX, em especial pelos ingleses que usavam um tipo de chá proveniente da Índia, mais moído, se comparado com as folhas dos chineses. Podem ter formas variadas, as mais frequentes em bola ou ovo, mas podem apresentar-se com imensos modelos. Gosto especialmente das casinhas. 
Durante o século XX surgiram modelos de design extremamente divertidos, como o preguiçoso, o submarino amarelo ou o escafandrista, por exemplo.
Embora o mais frequente seja apresentarem-se suspensos por uma cadeia, podem ter a forma de uma colher dupla ou outro tipo de suportes, como braços ou argolas, que permitem suspendê-los no bordo do recipiente.
Dadas as grandes dimensões deste robot experimentei-o em vários utensílios para descobrir de que tipo de infusor se tratava.
Como podem ver não se destina a bules, porque não permitiria colocar a tampa. Também não serve para colocar numa chávena, porque o corpo do robot é grande demais.
Por fim experimentei com uma caneca e confirmei que é um infusor de chá para canecas. Foi muito utilizado e apresentava-se castanho, tanto no exterior como no interior. Ainda hoje se encontra à venda e é um produto de design Kikkerland.
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P. S. Não confundir com outro tipo de filtro, o passador de chá, muito mais antigo, usado de modo diferente e que tem sempre uma forma aberta.

terça-feira, 17 de março de 2020

Objecto Mistério Nº 61


 Ora então vamos lá ocupar o cérebro com outras coisas além do vírus.

Este objecto tem 8 cm de altura e uma função específica.

Para que serve?

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Objecto Mistério Nº 60. Resposta: Base de copos


Surpreendentemente este desafio foi mais fácil do que esperava e várias pessoas acertaram na resposta.
Trata-se de uma forma especial de base de copo, concebida para envolver o pé do cálice e proteger assim a mesa, ou outra superfície, sobre a qual o mesmo era colocado.

A variedade de bases de copos é grande e recordo aqui algumas.
O clássico pequeno naperon bordado ou em renda, com dimensões ligeiramente maiores do que o pé do cálice e de que foram produzidos muitos e variados exemplares na Ilha da Madeira. 
Mas todos os materiais foram utilizados para esse fim, tal como o vidro e o plástico.
Quanto ao uso da cerâmica com esta finalidade mostro um exemplar feito pela Fábrica Secla, que se apresentava com variadas imagens.


Os anos 60 viram surgir exemplos de bases de copos em papel, alguns coordenados com os guardanapos feitos no mesmo material.
Nos anos 80 forma comercializadas pequenas placas de madeira decoradas com estampas impermeabilizadas, que se faziam acompanhar por individuais com o mesmo desenho e que se encontram amplamente divulgadas ainda hoje em dia.

O uso destas bases persistiu na restauração e foram utilizados como veículos publicitário do bar em que as bebidas eram servidas, da própria bebida ou dos eventos que se comemoravam. 
São sobretudo feitos em cartão, mas outros recorrem a diferentes materiais. Por vezes está presente a cortiça como material único, ou associado a outro, para evitar os ruídos, em locais que valorizam o silêncio.
Mas estes que envolvem o pé do cálice, adaptando-se às suas dimensões, apesar das resposta certas, temos que reconhecer que são raros.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Objecto Mistério Nº 60


Estou a preparar uma exposição sobre têxteis de mesa em Guimarães sobre a qual darei mais informações posteriormente, embora fiquem desde já convidados.
No meio dos “panos”, como eu gosto de lhes chamar, encontrei umas pequenas peças redondas com uma abertura no meio, de que eu já nem me lembrava, e de que mostro aqui um exemplar.
Tem de diâmetro cerca de 6,5 cm.
O que é? Qual a função?

terça-feira, 25 de junho de 2019

Objecto Mistério Nº 59. Resposta: Cobertura de depósito de clister

Talvez tenha sido em meados do século XX que em muitas casas as preocupações em cobrir objectos inestéticos ou com pouco uso, que se queriam proteger do pó, atingiram o auge.
Não foi uma moda disseminada, mas predominava em casas burguesas cujas donas de casa eram mais extremosas.
Assim de repente recordo-me que havia pessoas que tinham as botijas de gás cobertas com saias e as mais imaginativas arrancavam as pernas a bonecas de plástico e faziam umas grandes saias que cobriam as botijas. 
Lembro-me também que quando visitei cozinhas para fazer o livro «Cozinhas. Espaço e Arquitectura» de ter visto numa cozinha de uma casa senhorial ribatejana as prateleiras onde se encontravam os tachos e panelas em alumínio cobertas com cortinas. Embora na maior parte das casas as cortinas desçam abaixo da prateleira e têm funções decorativas, aqui protegiam os utensílios de cozinha do pó.
Numa outra cozinha, cuja proprietária era uma alemã radicada há muito em Portugal existia um suporte para os panos de cozinha, em madeira, com cerca de 3 ou 4 rolos onde estes ficavam abertos e que era coberto com uma cortina branca com bordados que cobria toda a estrutura.
Chegamos por último ao depósito para a água dos clisteres. Normalmente era guardado num armário, mas, como se comprova pela imagem mistério, podia ficar pendurado e oculto com uma cobertura de pano bordada.
Neste caso constato que se trata de um utensílio português da marca Sublime. Como era habitual e, por razões que desconheço, apresentava-se sempre com uma cor alaranjada. Outro mistério!

sábado, 22 de junho de 2019

Objecto mistério Nº 59

Publicado o meu livro «Vestir a Mesa» tenho-me tentado organizar para uma futura exposição sobre o tema que terá lugar em Guimarães no próximo ano.
Dentro dessa linha tenho continuado à volta dos “panos”, a escolher, organizar, lavar, etc.
De entre os vários panos bordados, encontrei este que reconheci imediatamente. Faz parte de um tempo em que tudo tinha uma organização e em que as donas de casa cuidadosas cobriam algumas peças menos estéticas.
Tem de altura 25 cm.
A que se destinava?

sábado, 3 de novembro de 2018

Objecto Mistério Nº 58. Resposta: Lavatório


 Usamos ainda hoje uma forma simplificada deste lavatório, que designamos por lavabo. Trata-se de um pequena taça com pires destinada a lavar os dedos após o consumo de alimentos comidos à mão, como o marisco. Este tipo de utensílio foi o herdeiro natural do que apresentámos como objecto mistério.
A designação de lavabo explica-se por ser a mesma que se utiliza para os depósitos de água com torneira para alguém se lavar. A mesma palavra refere-se, na religião católica, à cerimónia da lavagem dos dedos e à oração que a acompanha na missa.
Imagem tirada da net
 Quanto ao lavatório, no início do século XIX, surgia nos inventários de bens, como no de D. Fernando II[1], como finger glass ou rince bouche. Estas expressões estrangeiras explicam bem a forma como era utilizado. Ele vinha à mesa com água tépida dentro do copo da qual se despejava uma parte na taça. Entregues no final da refeição lavavam-se os dedos na taça, bochechava-se com a água do copo que se deitava na taça já utilizada e o todo era recolhido. Era por esta razão que os lavatórios eram em vidro opaco, branco, ou azul em vários tons. Nalguns casos, como nalguns existentes ainda nas reservas do Palácio da Vila em Sintra, eram em vidro espesso espiculado, que igualmente lhes retirava transparência.  
 Estiveram em grande moda na corte de D. Maria II. O Marquês de Fronteira, D. José de Trazimundo, nas suas memórias descreveu uma cena passada com o representante de França em Portugal, em 1848, Mr. Mallefille[2]. Desconhecendo as regras de etiqueta da época bebeu a água tépida. Tivesse ele lido o livro Manual de Civilidade e Etiqueta e evitar-se-ia esta cena.



[1] Inventário das Louças antigas e modernas que sairam da real Mantearia... 1857. ANTT. AHMF.CR. Cx 4471.
[2] Pereira, Ana Marques, Mesa Real, p, 172.


quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Objecto mistério Nº 57. Resposta: Caixa de pão

Quando olhei a primeira vez para ela pareceu-me logo um caixa de costura. Este formato é o mais habitual para guardar as linhas, agulhas e tudo o necessário para uma costura rápida.
Contudo a palavra «PÃO», feita numa placa de alumínio, não deixava dúvidas. À semelhança das palavras em prata aplicadas na tampa de caixas mais requintadas, muito usadas para jóias e outros fins durante a primeira metade do século XX, orientam-nos para uma utilização exclusiva.
Esta caixa tem ainda a característica insólita de ter um vidro central que nos permite ver o pão. Para o caso de nos esquecermos de que já não há pão.
Na realidade as caixas podem ser multifuncionais, mas existem formas específicas que se generalizaram para um determinado fim.
As caixas de pão apresentam múltiplas formas, sendo as mais frequentes as caixas rectangulares e as redondas, mas existem outras. Foram muito populares na primeira década do século XX as caixas semicilíndricas com tampas rotativas. São geralmente em metal esmaltado e mais tarde em plástico e em madeira. Extremamente práticas forma retomadas por designers no final do século XX utilizando novos materiais.
Também as caixas de costura apresentam múltiplas formas, mas as caixas semelhantes à apresentada costumam destinar-se a esse fim.
Já agora, para confundir um pouco, mostro uma caixa de costura semicilíndrica precisamente com o feitio de uma caixa de pão.
É precisamente para isso que servem as etiquetas: para identificar o conteúdo. Nestes casos não temos escolha. Alguém decidiu por nós.

domingo, 12 de agosto de 2018

Objecto mistério Nº 57


Trata-se de um caixa em madeira, com uma pega central, cuja base tem 27 cm por 13 cm.

A caixa alarga para cima e apresenta duas tampas móveis numa charneira, que abrem em posições opostas. No centro estas tampas não estão unidas mas apresentam uma parte horizontal com um vidro que permite ver o conteúdo.

Qual o nome e para que se destinava?

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Objecto mistério Nº 56. Resposta: Aquecedor de pratos (Rescaldeiro)

 
O português é uma língua riquíssima mas quando se trata de termos técnicos temos dificuldade em encontrar a palavra certa. Quando dizemos «aquecedor de pratos» referimos-nos ao pratos ou travessas com iguarias, colocados sobre a mesa e destinados a mantê-la quente. Temos também a palavra «rescaldeiro» que seria muito adequada, mas que raramente é usada[1].
Depósito na parte inferior destinado a colocar álcool.
Na realidade existem outros aquecedores de pratos, do tipo móvel, que eram colocados à frente da lareira e que permitiam manter a comida quente. Modernamente os aquecedores de pratos são eléctricos, destinam-se a aquecer os pratos antes de irem para a mesa e são usados quase exclusivamente na restauração.
Os franceses chamam a estes objectos réchaud de table ou chauffe-plats. E na ausência de palavra adequada em português adoptámos também a expressão «réchaud» para utensílios com este fim e a de «prato-réchaud» para os pratos de parede dupla em que se introduz água quente para manter os alimentos mais tempo aquecidos.
Foto tirada da internet
Os franceses designam os pequenos aquecedores de formas variadas em que o aquecimento é feito por meio de brasas, de álcool, água quente ou mais modernamente eléctricos «chaufferette, quando se destinam a aquecer partes do corpo. Para estes temos as palavras escalfeta, botija, aquecedor de mãos, rescaldeiro, pelo menos.
Foto tirada da internet
Este tipo de réchaud ou aquecedor de mesa que serviu de objecto mistério começou a sua divulgação no século XIX, sobretudo nos países mais frios. Este modelo foi um dos primeiros deste tipo, e foi concebido por Mr. Cavaillé, que tinha fábrica em Paris no Boulevard Poissonière, 21. Foi registado em 10 de Outubro de 1902. É provável que tivesse saído da mesma fábrica referida numa tese francesa sobre fabricantes de bronze em 1839-1870 onde surge descrito como fabricantes de tubos de orgão. Nesse mesmo estudo há referência a um litígio entre uma fabricante chamado Boulonnois que se queixou, em 1857, de a firma Allez Frères ter copiado o seu modelo de chaufferette. Desconheço contudo se era semelhante à concebida por Mr. Cavaillé.
No início do século XX existiam várias marcas como esta, a «La Frileuse», mas também a «Cendrillon »; « La Parisienne»; « La Chauffeuse moderne » ou já nos anos 30 a «Thermoto».
Aquecedor de pratos dos anos 60, com velas, que uso frequentemente
Algumas serviam para aquecer os pés e uma idêntica à apresentada está registada num museu canadiano como aquecedor de pés. Dadas as dimensões (os pés ficariam de fora e as escalfetas são sempre maiores) e o facto de ter encontrado um exemplar que apresenta acoplado um aro para colocar o prato, penso que se confirma a resposta dada a este novo desafio, que muitos acertaram.




[1] António de Moraes Silva no Diccionário da Língua Portugueza de 1831, menciona esta palavra, mas não se encontra na edição de 1789. Na realidade, nas grandes casas, durante o século XVIII, os pratos antes de chegarem à mesa eram aquecidos em pequenas fornalhas situadas perto das salas de refeições, pelo que os rescaldeiros só se devem ter divulgado no século XIX.