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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Dia de Reis

Votos de um feliz Dia de Reis.

Fica a imagem de parte da minha colecção de brindes de Bolo-rei, a lembrar os dias felizes em que descobríamos estes pequenos objectos embrulhados no meio da massa.

Pequenas alegrias de infância.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Um Santo António em brinde de 1907

À primeira vista parece um santinho mas é um brinde comercial oferecido pela Casa J. B. Carlos das Neves, em 1907.
Tenho um fascínio por estes brindes que de forma simples faziam lembrar aos clientes que eram importantes e que pensavam neles. Consistia numa forma de divulgação das empresas e foi um mercado próspero até o país ter entrado em crise.
Claro que os mais bonitos são do século XIX mas durante o século XX, até talvez aos anos 90, continuavam a ser oferecidos. Com as preocupações de restringir gastos as firmas deixaram de os encomendar e acabou-se este tipo de ofertas.
Sei que devia esperar pelo próximo Santo António para o mostrar mas até lá ia seguramente esquecer-me, como já me aconteceu com outros temas. Assim, aqui lhes mostro este pequeno livrinho que no seu interior tem uma pequena biografia do Santo e um calendário com o nome de todos os santos, dia a dia.
Da firma J. B. Carlos das Neves não consegui saber nada apesar da sua longevidade. A casa foi fundada em 1776 e situava-se no Porto, na Rua das Flores 224-226. Em 1907 contava já com 131 anos, mas acabou por fechar em data que desconheço.
Rua das Flores, 224-6, no Porto,  onde se situava  a casa de J. B. Carlos das Neves
No verso do folheto anunciavam que a sua especialidade era o chá, o café e o açúcar de todas as qualidades e preços. Vendia também chocolate nacional e estrangeiro, incluindo os «croquettes de chocolate», em caixinhas de fantasia próprias para brinde. Dentro do reino alimentar vendiam também massas alimentícias e conservas. Como era habitual neste tipo de lojas comercializavam também objectos da Índia e da China.
Este brinde não ficou contudo na mão da cliente que o recebera. Ofereceu-o a uma amiga que o guardou cuidadosamente. Na face posterior, a toda a volta, pode ler-se numa letra com tinta já muito sumida: «À minha muito querida amiga Ernestina offerece Paulina porque bem sei que gostas muito de Santo António. 31-1-907».
A beleza do presente deve ter enternecido Ernestina que o conservou religiosamente.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Os brindes da Farinha Amparo


A Farinha Amparo foi uma das farinhas alimentícias mais conhecidas da segunda metade do século XX.
 Registada como marca em Novembro de 1943 a ela voltarei como produto alimentar, mas hoje quero apenas centrar-me nos seus brindes. É provável que a sua fama se tenha ficado mais a dever a estes do que às suas qualidades alimentares, mas ambos eram uma fonte de prazer para as crianças. 
Falamos de uma época em que tudo era valorizado. Os brinquedos eram escassos e os brindes incluídos em embalagens ou recebidos contra a entrega de tampas ou talões fomentavam a compra dos produtos.
 São conhecidos os brindes em plásticos, pequenos bonecos em forma de animais ou com outras formas que as crianças coleccionavam, mas foram também distribuídos brindes para adultos. 
Da fama destes brindes ficaram expressões de uso corrente de que o insulto gracioso e pouco ofensivo: «saiu-te na Farinha Amparo», atribuído às pessoas que guiavam mal, numa referência à forma fácil como tinha sido adquirida a carta de condução, e que mais tarde se generalizou para incluir a obtenção de outras credenciais, como as licenciaturas fáceis, perpetuou a sua memória. 
São contudo mais raros os brindes para adultos de que aqui se apresentam dois exemplos, para o sexo feminino e para o masculino, respectivamente. Uma surpresa quando se abrem!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Os brindes do OMO

O OMO foi um dos primeiros detergentes em pó introduzidos em Portugal.
O seu lançamento foi feito em 1955 pela empresa Lever, hoje conhecida por Unilever. Até então as donas de casa usavam sabão em barra para lavar a roupa e foi necessário incutir-lhes a ideia da eficácia desta forma alternativa de lavagem.

Para isso foram usados argumentos que passavam pela transmissão da ideia de que a lavagem era fácil. Tão fácil que nem era preciso esfregar.
Embora inicialmente tivesse sido lançado para roupa delicada, as campanhas passaram depois a ter como indicação toda a roupa de casa. Foi assim que surgiram na publicidade crianças e homens. Estes últimos para mostrar a brancura das suas camisas. A frase «OMO lava mais branco» foi extraordinariamente feliz e ficou na memória de todos.
Imagem retirada de Santa Nostalgia

A publicidade foi feita em jornais e revistas e, a partir de 1964, pela televisão.
Mas para além destas campanhas publicitárias, a aquisição do detergente era incentivada por ofertas de objectos para o lar, a troco de tampas e algum dinheiro. Eram os chamados “brindes OMO”.
Foi assim que em 1959 forma oferecidos baldes de plásticos, em 1960 panos de cozinha e cestos para roupa, fundos, para a roupa lavada recolhida e planos para a roupa passada a ferro, de que tenho uma exemplar de cada, em plástico encarnado.
Foi em 1961 que foram oferecidas as facas de cozinha como a apresentada, que felizmente se encontra ainda na caixa. Como se pode ler no exterior da embalagem, o cabo era efeito em melamina. Existiam também com cabos pretos e penso que em branco, mas sobre estas ultimas não estou certa.
Em 1963 foram oferecidos tabuleiros para o forno e em 1965/1966, colheres de chá, pratos e facas com cabo de plástico. As caçarolas com cabo comprido preto são também um brinde desta época e ainda hoje tenho uma a uso.
Em 1970 foram panos do pó, tabuleiros e pegas. Devo dizer que destes brindes não tenho qualquer recordação. Algumas das informações aqui referidas, em especial as que dizem respeito a datas, foram obtidas a partir de um estudo de caso, de que desconheço o nome do autor, publicado em Publicitor, pp 60-64, e acessível em http://tvsabao.no.sapo.pt/estudos.htm e que poderão consultar se desejarem saber mais pormenores.