Passagem de testemunho 2020-2021.
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quinta-feira, 13 de maio de 2021
quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
Dia de Reis
Votos de um feliz Dia de Reis.
Fica a imagem de parte da minha colecção de brindes de Bolo-rei, a lembrar os dias felizes em que descobríamos estes pequenos objectos embrulhados no meio da massa.
Pequenas alegrias de infância.
quinta-feira, 21 de maio de 2020
Quinta-feira de Espiga
Felizmente este ano, de forma improvável, consegui cumprir a tradição.
No meio dos cuidados da pandemia ainda houve quem fosse colher o ramo de espiga.
Ganhei o dia.
No meio dos cuidados da pandemia ainda houve quem fosse colher o ramo de espiga.
Ganhei o dia.
sábado, 6 de abril de 2019
Bolsa Minhota (ou algibeira?)
A palavra algibeira vem do
árabe al-jibairâ, que significa pequeno saco. Nos dicionários a palavra
é descrita como sendo uma peça do vestuário destinada a guardar pequenos objectos,
como moedas, lenço, terço, etc., e nesse sentido é um bolso.
Mas é também um pequeno saco ou bolsa
que se usa atada à cintura. Antigamente era um acessório interior mas passou a ser
usado exteriormente o que justificou uma maior beleza.
| Algibeira minhota do início do século XX. Palavra VIANNA em cima e no centro a palavra AMOR bordada com vidrilhos |
Em Portugal foram usadas em todo o país,
e até há pouco tempo encontrávamo-las sobretudo penduradas à cintura de
vendedoras em feiras e mercados.
Temos que reconhecer contudo que nenhumas
atingiram a beleza das algibeiras minhotas. Claro que as mais belas são de
festa, versões melhoradas das de trabalho. Personalizadas pelas suas
possuidoras compunham o traje e davam-lhe maior beleza.
Hesitei em chamar a esta bolsa «algibeira»,
mas apesar de não ir à cintura, mas pendurada no braço, tem idêntica função. Deixo
para os entendidos estabelecer a diferença, se é que existe.
Neste caso a bolsa em linho tem bordada
na frente dois corações trespassados por setas e a palavra AMOR, dividida pelos
dois corações, encimados por uma coroa. Na parte detrás, agora menos visível
porque cometi o erro de a lavar, uma quadra:
Sino coração d’aldeia
Coração sino da gente
Um a sentir quando bate
Outro a bater quando sente
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
Ó amor, ajunta a roupa.......
![]() |
| Foto da minha autoria para o futuro livro «Vestir a mesa» |
Ó
amor, ajunta a roupa,
Que
eu ta quero ir lavar,
Já
me dói o coração
De
te ver assim andar.
De
te ver assim andar,
De
te ver andar assim.
A
roupa do meu amor
É
lavada no jardim.
É
lavada no jardim,
Coradinha
na roseira,
Ó
amor ajunta a roupa,
Vai-a
dar à lavadeira.*
*Canção
tradicional portuguesa recolhida na freguesia de São Paio. Publicada no Cancioneiro Popular do Concelho de Oliveira do
Hospital, por Francisco Correia das Neves. 2005.
sexta-feira, 23 de junho de 2017
O cardo nos Santos Populares
O uso do cardo, ou alcachofra
brava, foi uma das práticas que mais se perdeu nos Santos Populares. A
tradição dizia que se devia queimar na fogueira a parte florida do cardo que
posteriormente era colocado num vaso. Quando este floria novamente era sinal de que o amor era
correspondido, provocando uma alegria serena e antevendo na imaginação da jovem
a possibilidade de um casamento futuro.
Nesta capa do livro «Poeira das Cantigas» de 1939, escrito por José Castelo e ilustrado por Mário Costa (1902-1975) representam-se as festas populares com danças à volta da fogueira e, em primeiro plano, o vaso com o manjerico onde desponta o cravo e o cardo.
Hoje resta-nos o manjerico com os cravos com quadras de amor!
quinta-feira, 25 de maio de 2017
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Os figos secos do Algarve
| Foto do Museu de Portimão |
| Caixas de figos secos algarvios. Museu de Portimão |
| Esteira de cana. Museu de Portimão |
Os figos eram depois secos sobre esteiras de cana ou funcho em eiras designadas almanxares ou almeixares. Mais modernamente quando a produção reduziu eram também secos nas açoteias das casas algarvias.
No século XIX a exportação de
figos secos era ainda importante. Em forma de homenagem a um natural da terra,
o 7º Presidente da República Manuel Teixeira Lopes, descobrimos no Museu de
Portimão uma outra faceta deste homem multicultural, como produtor e exportador
de figos secos.
Na realidade esta actividade recebeu-a de seu pai José Libânio
Gomes que em 1845 visitou Ruão para aprender os segredos do comércio de figos
secos. Em 1849 começou em Portimão o seu negócio. Da boa qualidade destes
atestam os prémios recebidos em Exposições Internacionais como a de Londres de
1851, a de Paris de 1855 e em 1894 fez parte da Comissão da secção Portuguesa à
Exposição Universal de Anvers[1].
Entretanto formou com
outros sócios locais, em 1891, uma sociedade intitulada "Sindicato de
Exportadores de Figos do Algarve", que durou três anos.
| Biografia de Manuel Teixeira Lopes. Museu de Portimão. |
| Variedades de figos secos. Museu de Portimão |
| Banquete de homenagem a Teixeira Lopes em Londres aquando da sua nomeação para Presidente da República. Museu de Portimão |
[1] http://arepublicano.blogspot.pt/2016/10/jose-libanio-gomes.html
quinta-feira, 14 de maio de 2015
5ª feira de espiga: a passagem do testemunho
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
É Quinta-feira de Espiga
Para recordar a tradição, de que já falei anteriormente, comprei um raminho e vou deitar fora o do ano passado.
Vendem-se agora em vários pontos da Baixa. Mais pequenos, mais caros, com menos simbolismo, como tudo o que vai surgindo neste país.
Daqui a uns anos faço um estudo comparado dos vários ramos.
Vendem-se agora em vários pontos da Baixa. Mais pequenos, mais caros, com menos simbolismo, como tudo o que vai surgindo neste país.
Daqui a uns anos faço um estudo comparado dos vários ramos.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
O licor, uma bebida de Natal
É verdade que se foi perdendo
esta tradição de beber licores na época natalícia.
A grande excepção encontra-se nos Açores onde está bem vivo este costume chamado «O menino mija?» e onde as pessoas vão visitar os seus amigos e familiares repetindo esta pergunta. É uma ronda onde se vão provando os licores caseiros ou industriais regionais e se aproveita para desejar as Boas Festas.
A grande excepção encontra-se nos Açores onde está bem vivo este costume chamado «O menino mija?» e onde as pessoas vão visitar os seus amigos e familiares repetindo esta pergunta. É uma ronda onde se vão provando os licores caseiros ou industriais regionais e se aproveita para desejar as Boas Festas.
Mostro-lhes alguns exemplos como
a garrafa em forma de casa, a cuja porta o pai Natal bate para oferecer os
presentes.
Foi desenhada por Adolfo e Rocha
em 1955 e encontra-se na forma não pintada ou com pintura manual onde são
realçados todos os pormenores incluindo a neve.
Uma outra forma popular de garrafa era a do
próprio Pai Natal que existe em várias versões e de que já apresentei em anos
anteriores um exemplo.
Algumas distinguem-se pela pintura que identifica o produtor, enquanto noutras essa identificação era feita apenas através de um rótulo colocado nas costas.
Algumas distinguem-se pela pintura que identifica o produtor, enquanto noutras essa identificação era feita apenas através de um rótulo colocado nas costas.
Por ultimo mostro-lhes uma
garrafa do Licor Natal, de forma cónica, que está ilustrada num cartaz
publicitário em que o próprio Pai Natal viaja numa dessas garrafas e que eu
reproduzi em postal.
Espero que gostem. Servem para eu
lhes desejar Boas Festas e lembrar que a exposição onde estão estas garrafas e outros objectos deste tema vai estar no Mercado de Santa Clara até Fevereiro de 2014.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Festival Internacional de Licores e Aguardentes Tradicionais
Há imensas actividades interessantes que têm lugar em Portugal e que nos passam muitas vezes ao lado.
Se não me tivessem convidado para apresentar o meu trabalho eu também não daria por este festival de licores tradicionais, numa zona de grande tradição de produção de destilados.
Foi na Serra do Caldeirão que os árabes implantaram as primeiras destilarias no século X, na região que posteriormente viria a ser o reino de Portugal e dos Algarves.
Aqui fica a divulgação.
Se não me tivessem convidado para apresentar o meu trabalho eu também não daria por este festival de licores tradicionais, numa zona de grande tradição de produção de destilados.
Foi na Serra do Caldeirão que os árabes implantaram as primeiras destilarias no século X, na região que posteriormente viria a ser o reino de Portugal e dos Algarves.
Aqui fica a divulgação.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
O Carnaval de 1973 no Cinema Paris
Parece recente, mas já passaram 40 anos. Festejava-se o Carnaval no Cinema Paris e no programa afirmava-se ser uma tradição com muitas dezenas de anos. O edifício em estilo Art-Deco tinha sido inaugurado em 1931. Será que a tradição remontava a essa data?
Nas soirées havia comédias de sábado a terça, a que se seguiam na plateia e no balcão bailes até de madrugada. A música ficava a cargo dos «Panteras Negras» e de «Faria e o seu conjunto».
Quanto ao programa das soirées passavam-se filmes divertidos para maiores de 6 anos e no palco havia espectáculos todos os dias.
Quanto ao programa das soirées passavam-se filmes divertidos para maiores de 6 anos e no palco havia espectáculos todos os dias.
Apresentavam-se momentos de magia com a presença de «Sotam», bonecos dançantes apresentados por «Gaby», e a «Rolling Star», uma sensacional equilibrista sobre rolos. E em todas as matinées participavam os mais afamados palhaços «Armand, Lisboa & Cª».
Querem saber os preços? As soirées eram mais caras e na plateia variavam entre 17$50 e 25$00, enquanto no balcão esse preço subia para 50 a 70$00, consoante as filas.
Querem saber os preços? As soirées eram mais caras e na plateia variavam entre 17$50 e 25$00, enquanto no balcão esse preço subia para 50 a 70$00, consoante as filas.
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