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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O Natal dos Animais

No Natal de 2009 tentei saber qual a Alimentação do Pai Natal, mas esse assunto revelou-se profundamente misterioso.
Mais sorte tive com este livro que nos mostra o «Natal dos Animais».
Com o titulo em inglês «The Animal’s Merry Christmas», conta 23 histórias de Natal de vários animais humanizados.
Foi publicado em 1950 e o texto é de Kathryn Jackson, que escreveu dezenas de livros infantis, muitos deles publicados nesta série «Golden Books».
 O mais interessante contudo são os desenhos de Richard Scarry (1919-1994) que foi autor e ilustrador de mais de 300 livros, sempre com um enorme sucesso devido aos seus animais antropomórficos.
As crianças adoraravam as histórias com animais, o que lhe permitiu vender um número impressionante de exemplares, mais de 300 milhões de livros, em 30 línguas.
Logo ao abrir a capa salta-nos um Pai Natal em «pop-up», a entrar na chaminé, que ocupa duas páginas.
 Depois começam as histórias profusamente ilustradas com as aventuras dos vários animais.
O que me impressionou no livro, e se adapta bem a este blogue, são as inúmeras imagens que retratam cozinhas onde se confeccionam os pratos natalícios ou as salas onde a família animal se reúne à volta da mesa para a consoada.
Não faltam mesmo os sonhos sobre comida que inevitavelmente incluem outros animais.
 Um livro que é um prazer para os olhos e extremamente informativo para quem tinha dúvidas de como os animais passam o Natal.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Notícias Perdidas: Um belo porco!

 Esta notícia foi publicada inicialmente no jornal Correio de Chaves e chamou à atenção ao redactor do Jornal de Abrantes que a reeditou a 1 de Fevereiro de 1942.

Notícias de um tempo mais simples em que o volume de um animal ou de um legume era valorizado. Durante décadas os chamados «fenómenos do Entrocamento» ocuparam um importante espaço nas notícias nacionais.
Hoje já não interessam nada. Mas não se pense que se deixou de valorizar a volumetria. Só que nos últimos anos os portugueses descobriram a sua vocação para estabelecerem recordes internacionais e entrarem no Guiness.
A diferença entre as duas visões era que os primeiros eram fenómenos naturais, enquanto os segundos representam um esforço para mostrar que somos grandes. Coisas de um país pequeno.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

«O Sabão Tarzam», o Tarzan português

Foi uma surpresa a descoberta de um sabão Tarzam de que nunca tinha ouvido falar. O sabão Tarzam é uma versão portuguesa linguística de "Tarzan" e, ao mesmo tempo, uma interpretação nacional do “Monkey Brand Soap”.

O sabão «Monkey Brand» foi comercializado em 1899 por Sidney e Henri Gross que venderam a patente à Lever Brothers, que o comercializou nos Estados Unidos e em Inglaterra.
A sua publicidade ficou famosa por várias razões: a primeira porque anunciava o mais maravilhoso produto de limpeza e abrilhantador, a que se seguia sempre a referência «não serve para lavar roupa» e a segunda porque usou na sua publicidade a imagem de um macaco.
O macaco tinha contudo características humanas e apresentava-se quase sempre vestido. Uma das suas funções era evitar, na publicidade, a imagem da mulher no trabalho doméstico numa época, final do século XIX, em que um grande número de mulheres tinham optado pelo trabalho remunerado (ex: fábricas). Começava também a escassear o pessoal doméstico e a utilização do macaco humanizado, que foi já objecto de estudo em publicidade, permitia usar uma figura híbrida que estabelecia uma evolução de um elemento vindo da natureza para um meio cultural. O macaco transformou-se assim num símbolo do progresso industrial.
Em Portugal o mais conhecido produto dentro deste conceito foi o chamado "Sabão Macaco", que penso ser mais tardio que o sabão apresentado, e que não servia para o mesmo fim.
Existiu também um «Sabão Chimpanzé», produzido pelos Produtos Etelva, de E. Gameiro, de que nada consegui saber.

Prospecto da inauguração do filme «King Kong» em França


O sabão Tarzam apresenta um desenho de um animal simiesco que se assemelha ao King Kong. Designa-se a si mesmo o «Às dos sabões domésticos para Polir e Limpar». Numa das faces identifica-se como «limpa metais» e nas instruções para uso diz servir para limpeza de vidros ou dar brilho a metais. Não é referido mas, tal como o “Monkey Brand Soap”, podia acrescentar que não servia para lavar roupa, sendo nesse sentido distinto do conhecido sabão macaco.
Foi à utilização destes sabões no meio doméstico, que constituía também o local de aceitação das novelas, que levou a que estas se passassem a designar por “soap” (sabão).