terça-feira, 12 de abril de 2011

O azeite da Herdade do Esporão

 
Depois de uma visita à Herdade do Esporão, conhecida sobretudo pelos seus vinhos, falar-lhes de azeite, pode parecer estranho.
Sobretudo após ter tido duas óptimas refeições acompanhadas por excelentes vinhos e reconfirmados numa prova de vinhos.
Mas foi a presença sobre a mesa das quatro pequenas taças, em forma de gota, com as designações das variedades identificadas no fundo das mesmas, cujas características nos foram explicadas no início da refeição, que me pareceu concretizar todas as sensações do dia.

Pelos nosso olhos entraram a quietude alentejana, as impressionantes dimensões da adega, com os seus barris de madeira e as gigantes cubas metálicas de vinho, a traduzir o resultado das colheitas de um vinhedo que se estende para cada lado para que olhamos.
Uma imensidão de pés de vinha perfilados, só interrompidos por um lago artificial, próprio da herdade que eu pensava ser o Alqueiva.
A planura da paisagem verde é pontuada pela brancura do casario esparso, onde se salienta a torre de defesa do século XIII, a espreitar, altiva.
Sentimos-nos bem durante a visita, ajudados pelo profissionalismo e simpatia do pessoal da herdade que nos fala no plural. A cada pergunta responde:«nós», identificando-se com um todo, que é a propriedade.
Uma visão do Alentejo que nos fez sentir orgulho de ser portugueses.
Imagens serenas que nos apetecem recordar, tão em contraste com o Portugal em crise, com que os telejornais nos afrontam diariamente.

2 comentários:

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

É sem duvida um sitio muito bonito para se visitar.

Já lá estive uma vez. O atendimento deixou um pouco a desejar.... compramos umas garrafas para oferecer e pedimos para embrulhar, ao que a empregada me diz que não fazem embrulhos. Já ia a virar costas quando vejo o papel e as fitas e a confrontei com a situação... corou ficou de trombas, resmungou mas acabou por fazê-lo.

Enfim, mas nada disso estragou a beleza do local :)

Ana Marques Pereira disse...

Especialmente Gaspas,
Penso que teve azar. Fiquei com a ideia que estavam agora numa outra fase de evolução e que situações dessas já não se devem passar. Até porque têm embalagens próprias.
Um abraço