domingo, 10 de julho de 2016
O chocolate em Hampton Court
quinta-feira, 30 de junho de 2016
A mesa dos banquetes dos Irmãos Grimm
Os irmãos Grimm (Jacob e
Guilherme) nasceram respectivamente em 1785 e 1786 na pequena cidade de Hanau,
na Alemanha.
Foram os responsáveis pela recolha de inúmeras histórias de fadas que se tornaram populares e entraram no imaginário das crianças de todo o mundo. Compilaram contos tradicionais tornando famosas histórias como A Bela Adormecida, A Branca de Neve, o Capuchinho Vermelho, a Cinderela, O Pequeno Polegar e muitos outros.
Foram os responsáveis pela recolha de inúmeras histórias de fadas que se tornaram populares e entraram no imaginário das crianças de todo o mundo. Compilaram contos tradicionais tornando famosas histórias como A Bela Adormecida, A Branca de Neve, o Capuchinho Vermelho, a Cinderela, O Pequeno Polegar e muitos outros.
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1ª edição. Imagem tirada da internet. |
Todos os países tiveram
inúmeras edições das suas histórias e mostro-lhes aqui um livro meu da Folio,
lindíssimo como são todas as suas edições.
Em Portugal foram também
publicados vários livros em Português e sobre isso foi feito um livro: «Os
irmãos Grimm em Portugal» com coordenação e pesquisa de Manuela Rego e Luís Sá e
textos de Luísa Ducla Soares, Maria Teresa Cortez e Rita Taborda Duarte. Feito em formato digital é uma
edição conjunta do Museu Grimm em Kassel, (onde se encontra a mesa referida) e da BNP.
sábado, 25 de junho de 2016
Doce e boa: a ginjinha lisboeta
Na próxima 4ª feira dia 29 de junho, às 18,30 vou falar sobre ginjinha no Gabinete de Estudos Olisiponenses (GEO), no Palácio Beau Séjour, em Benfica.
Aqui fica o convite para quem lhe interessar o tema.
Aqui fica o convite para quem lhe interessar o tema.
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Os eirantes no rancho
Há fotografias que nos impressionam
pela sua qualidade, mas são as que envolvem seres humanos que mais nos tocam.
Ao folhear a obra "A Arte
e a Natureza em Portugal", publicada em 8 volumes, (1902-1908), pela Emílio
Biel & Cª. Editores, dirigida por Fernando Brutt e Cunha Morais, com fotos deste
último, deparei-me com a imagem dos eirantes, na região de Santarém, durante a hora
do almoço.
O texto que acompanha a fotografia intitulado «Debulha de trigo no Ribatejo» é da autoria de Zeferino Brandão, mas muitos autores escreveram sobre as imagens fixadas pela câmara, como Joaquim Vasconcelos, Gabriel Pereira, Manuel Monteiro, Brito Rebelo, Ramalho Ortigão, Augusto M. Simões de Castro, Visconde Vilarinho de S. Romão, Júlio de Castilho, etc.
O texto que acompanha a fotografia intitulado «Debulha de trigo no Ribatejo» é da autoria de Zeferino Brandão, mas muitos autores escreveram sobre as imagens fixadas pela câmara, como Joaquim Vasconcelos, Gabriel Pereira, Manuel Monteiro, Brito Rebelo, Ramalho Ortigão, Augusto M. Simões de Castro, Visconde Vilarinho de S. Romão, Júlio de Castilho, etc.
É a leitura do artigo que nos
faz compreender melhor a imagem. Os eirantes eram os homens que trabalhavam na
eira do trigo, também designados por rancho ou malta de eirantes.
A refeição tinha lugar numa
cabana de colmo, que servia de casa da malta e onde guardavam os alforges, que
vemos pendurados nos paus. Sentados em toscos bancos de madeira comem a
refeição na tampa da caixa de lata onde transportavam a comida, chamada marmita
ou caldeira.
Em primeiro plano vem-se os cântaros ou quartas, para vinho, água ou água-pé, de onde a bebida era servida em púcaros de lata.
Em primeiro plano vem-se os cântaros ou quartas, para vinho, água ou água-pé, de onde a bebida era servida em púcaros de lata.
Os alimentos, forçosamente
simples, eram temperados com azeite que saía das almotolias, feitas em folha-de-flandres,
ou dos azeiteiros, chamados no Alentejo cornas azeiteiras por serem feitos de
cornos de bois e servirem também para transportar azeite ou azeitonas. Estes
podem ver-se ao fundo igualmente pendurados junto aos alforges ou sacos onde
transportavam as suas pertenças.
Na mão direita veem-se os garfos de cabo longo, em tubo, com uma curvatura que os assemelha a uma colher ou uma pá.
Na mão direita veem-se os garfos de cabo longo, em tubo, com uma curvatura que os assemelha a uma colher ou uma pá.
O traje situa estes
trabalhadores no Ribatejo como se constata pelo barrete ou carapuça que quase
todos têm na cabeça, habitualmente de cor verde, forrado e orlado do mesmo
tecido de cor vermelha, que os protegia do sol. Estão em mangas de camisas e
usam colete e um lenço ao pescoço, com nó de pontas, para absorver o suor.
Quase todos tem uma faixa na cintura e alguns têm polainas até aos joelhos que
os protegem dos cereais secos do chão.
A descrição ajuda-nos a compreender
a imagem e a focarmo-nos nos pormenores, mas é a naturalidade da fototipia,
técnica então recente no nosso país, que nos transporta para uma outra realidade de
um Portugal, há pouco mais de cem anos.
O texto bilingue (português e
francês) destinava-se a divulgar as belezas nacionais e tinha subjacente também
uma intenção turística, numa linha mais refinada do que os guias Baedecker, que
haviam surgido na segunda metade do século XIX.
De forma artística mostrava-se
o que tínhamos, numa orientação muito diferente da dos dias de hoje em que teimamos em destruir
o que existe para mostrar pastiches do
que se espera que os turistas queiram ver.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Prémio da Academia Portuguesa de Gastronomia
O livro «Do Comer e do Falar…Tudo
vai do Começar», um vocabulário gastronómico da minha autoria e da Mª da Graça
Pericão ganhou um prémio de «Literatura gastronómica» dado pela Academia Portuguesa
de Gastronomia.
O evento teve lugar já na
passada semana, mas fiquei a a aguardar fotografias que não vieram e por isso
decidi agora divulgá-lo. A cerimónia foi presidida por Bento dos Santos que é
também o presidente da Academia Internacional e teve lugar no Grémio Literário.
Começou com um almoço da responsabilidade
do Chefe Francisco Martins (Kiko), de que aqui mostro a ementa e que esteve à
altura das expectativas. Também ele foi agraciado pela Academia Internacional
de Gastronomia com o «Prix au Chef de l’Avenir», entre outros prémios que foram
distribuídos.
Ficámos muito contentes,
porque um prémio é sempre um reconhecimento do trabalho que se efectuou. Infelizmente este aconteciemnto não teve qualquer divulgação e apesar de já ter passado uma semana aqui fica a
notícia, pelos vistos, em primeira mão.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Uma caixa de receitas da Gibson
As caixas com fichas de receitas
foram um sistema muito prático de consulta e por isso muito apreciado pelas
donas de casa. Possuo algumas portuguesas mas as aqui apresentadas estão escritas
em inglês e foram concebidas pela empresa americana Gibson para ajudar as
pessoas que adquiriam os seus frigoríficos e que mensalmente recebiam em sua
casa novos cartões que deviam ser enviados pelo comerciante que havia vendido o
electrodoméstico.
No dia 15 de cada mês deviam já ter sido recebidas novas receitas
e se tal não acontecesse devia ser contactada a loja vendedora ou mesmo a firma
mãe. Esta estratégia de marketing facilitava uma ligação entre a firma e o
comprador, que no futuro podia dar novos frutos.
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Caixa refrigeradora Gibson não eléctrica. Fotografia tirada da internet. |
A empresa que ficou conhecida
pela marca Gibson começou com duas companhias independentes: a Belding-Hall
Company de Joshua Hall, fabricante de caixas frigoríficas que, em 1877, foi
para a região de Belding (Michigan) onde era fácil arranjar marceneiros dinamarqueses
para fazer as caixas de madeira e uma outra firma competidora e fabricante do mesmo
produto, propriedade de Frank Gibson e John Lewis, que haviam iniciado a sua
produção no início de 1900.
Em 1908 Frank Gibson comprou a
primeira fábrica e tornou-se no principal industrial do ramo no seu tempo. Produziu
milhares de caixas frigoríficas que ainda no início dos anos trinta se apresentavam
pintadas de verde água e com três portas de cor creme. As portas destinavam-se
a ter de um lado os blocos de gelo enquanto na parte inferior se recuperava a
água derretida. Quanto à porta maior dava acesso a um espaço com prateleiras onde
se colocavam os alimentos para os conservar a baixa temperatura.
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Modelo Monounit de 1932 publicitado como «O mais belo frigorífico do Mundo» |
Em 1932 começou a produzir
frigoríficos eléctricos que no início, dos anos 30 se assemelhavam às caixas
frigoríficas, isto é, tinham ainda semelhanças a um móvel de madeira assente em
quatro pernas arqueadas. Apresentavam agora uma única porta. Os seus modelos
foram-se adaptando ao longo do tempo.
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Catálogo Gibson de 1944 |
Orgulhosamente a empresa dizia
que os seus frigoríficos apresentavam algumas inovações com as duas zonas de
temperatura diferente, explicada nas instruções e em que, surpreendemente, é
referida como sendo mais fria a zona inferior, ao contrário do que hoje
acontece; a luz interior que desligava com o encerramento da porta; o primeiro
com prateleiras rotativas, e muitas outras inovações. Em 1936 o novo modelo
tinha já perdido as pernas, apresentando-se como uma caixa compacta. A novidade
era a «prateleira mágica», colocada na parte superior, sobre a qual eram
colocadas as cuvetes de gelo e o seu preço era agora relativamente inferior aos
preços anteriores, mostrando a disseminação da refrigeração e o início da vulgarização dos frigoríficos nos
Estados Unidos.
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Pormenor da publicidade aos frigoríficos Gibson nos anos 50. Foto Pinterest |
Durante a Segunda Guerra
mundial a Gibson fabricou também aviões e carros de assalto para o exército,
sem contudo interromper5 a linha de electrodomésticos. Em 1956 foi adquirida
pela Hupp Corporation e em 1967 esta juntou-se à White Consolidated Industries.
Finalmente, em 1986, foi adquirida pela empresa sueca Electrolux, continuando a
produzir electrodomésticos da marca Gibson até hoje.
O modelo que é apresentado com
as receitas era designado «Monounit» era já publicitado em 25 de Abril de 1932
no jornal The Gazette, como tendo múltiplas vantagens e um preço de 139,50
doláres, incluindo a instalação.
Este modelo foi comercializado no Brasil, mas em Portugal
apenas encontramos o registo desta marca em 1955, tendo sido publicitado um
modelo mais recente pela loja de venda de electrodomésticos «Estabelecimentos
Sida», situada na Rua de São Nicolau, em Lisboa.
domingo, 5 de junho de 2016
Museu virtual: Copo enganador
Nome do Objecto: Copo
enganador
Descrição: Copo de parede
dupla, de forma troco-cónica, sem pé, apresentando a parede interior forma
cónica. A base do copo, em vidro mais espesso, encontra-se perfurada no centro,
onde entra uma pequena rolha que permite reter líquido no seu interior. A
parede exterior apresenta desenhos vegetalistas gravados a ácido.
Material: Vidro transparente.
Época: Primeira metade do
século XX.
Marcas: Não tem.
Origem: Adquirido no mercado
português.
Grupo a que pertence:
equipamento culinário.
Função Geral: servir
alimentos.
Função Específica: servir
bebidas
Nº inventário: 2164
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Copos Bodum |
Objectos semelhantes: 1- Copos
modernos da Bodum, de parede dupla, para bebidas quentes ou frias. Funcionam
como isolantes e não permitem o acesso ao interior.
2 - Outro tipo de copos semelhantes eram usados
no Carnaval. Continham entre as duas paredes um líquido, mas apresentavam-se
vazios no interior servindo para brincadeiras.
Observações: As
características do copo assemelham-no a copos enganadores. Estes contudo são habitualmente
de paredes espessas, parecendo conter mais líquido do que realmente contêm, pelo que eram de uso comum em tabernas.
Em casa eram destinados aos anfitriões para poderem fingir que bebiam mais do que
parecia, mantendo a lucidez. Apresentei já um desses copos como objecto mistério. A quem interessar pode ver aqui a resposta.
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