
Com o tempo foram-lhe sendo introduzidos alguns elementos profanos como um calendário, tornando-os hoje num objecto de uso para a compreensão do quotidiano na Idade Média.
Nos livros de horas a cada um dos meses corresponde uma actividade.
O mês de Janeiro, sendo frio, não convida ao trabalho no campo, pelo que a sua representação em calendário mostra habitualmente uma refeição de um camponês, ou de um burguês ou, no caso de grandes senhores, um banquete.

Num período em que não eram ainda usados talheres para comer, a presença da faca indica-nos que se trata de uma faca de trinchar. Na ausência de um outro elemento humano, o trinchante, nobre que na casa real ou de príncipes exercia a conceituada função de trinchar a carne, podemos concluir estar na presença de um burguês. O mesmo raciocínio se pode aplicar ao facto de beber ao mesmo tempo que come, sem que seja servido pelo copeiro.
Mas a mesa tem uma riqueza que o afasta da mesa do camponês, como nos mostra a iluminura do mês de Janeiro, de um Livro de Horas Francês, do século XV, depositado no Museu Histórico de Moscovo e cuja imagem retirei do blog Iluminura.


O pormenor que apresento é apenas um aperitivo para uma apresentação mais pormenorizada, ou , se não quiserem aguardar, para uma busca mais detalhada.

2 comentários:
Meu Deus!Que informação maravilhosa e rica que nos dá.Obrigada.Como falei já "escrevi no futuro"(estou vendo em ordem decrescente)olharei tudo com muita calma depois.Abraço.
Olá Ana Job,
Estranhei a ausência. Um abraço.
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