É verdade, este instrumento tem um palito em cada um dos braços. Parece que era fácil.
Não abri a boneca, mas ao fazê-lo constata-se que as pernas têm também uma função: serviam para limpar os ouvidos. Esta associação, que nos parece absurda era frequente.
Não abri a boneca, mas ao fazê-lo constata-se que as pernas têm também uma função: serviam para limpar os ouvidos. Esta associação, que nos parece absurda era frequente.

A associação mais frequente, presentemente, é contudo a presença do palito nas navalhas mais complexas.

Mas foi no século XVII que os palitos se transformaram em objectos de luxo, semelhantes a jóias. Eram feitos em metais nobres, como prata ou ouro e podiam ser esmaltados ou ter pedras preciosas. Eram transportados pelos seus donos, quando se deslocavam, para serem usados nas refeições.

A propósito recordo o filme português de 1962, «O Milionário», de Perdigão Queiroga, com Raul Solnado, Costa Ferreira e Clara Rocha. Nele Raul Solnado interpreta o papel de um homem que se chama Milionário e é fabricante e distribuidor de palitos. Quando o negócio se expande é-lhe feita uma proposta de compra da fábrica. Na realidade não existia qualquer fábrica e toda a produção era feita pelos adultos e crianças do bairro que, à noite, se reuniam para fazer os palitos. Um filme, de uma ingenuidade tocante, que recomendo.
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