segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Um carnaval em Loulé

Nas décadas de 1950-1960 as empresas tinham preocupações com a divulgação dos seus produtos de uma forma completamente diferente da dos nossos dias.
Não existia ainda o marketing mas os comerciantes e fabricantes sabiam que lhes era vantajoso fazer publicidade dos produtos que produziam ou comercializavam. 
Durante mais algumas décadas, e até à mudança da legislação, os brindes aos clientes eram uma constante. Eram gentilezas que serviam para lembrar o nome da firma num período mais prolongado, que ia  para além do acto da compra. Outra forma de o fazer era participando nas actividades locais e este é um desses exemplos.
Em Loulé, provavelmente nos finais da década de 1950, a firma M. Brito da Mana, estabelecida em Loulé e com filial na Quarteira, participou no corso de Carnaval com um carro alegórico onde publicitava a ginja e o licor Eduardino da Casa Cima, da rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa, de que era «o único representante no Algarve».
Sobre uma carrinha de caixa aberta, ornamentada com flores de papel, dez jovens vestidos com blusas de seda atiravam aos observadores presentes, possivelmente flores ou rebuçados.
Garrafa antiga e moderna do Licor Eduardino
De cada um dos lados eram publicitados os licores referidos e na traseira da carrinha o nome do depositário. Uma forma de festejo simples, à portuguesa, quando ainda não tínhamos sido invadidos pelo carnaval brasileiro. 

4 comentários:

João José Horta Nobre disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Não sou um alcoólico. Mas bem me lembro, na década de 60, nos meus passeios pela Baixa de Lisboa, aos domingos à tarde, era um ritual tomar um "Eduardino" na rua do Coliseu (Portas de Santo Antão). Lembrei-me agora disso com a sua postagem.
Os meus cumprimentos,

Ana Marques Pereira disse...

Anónimo
Para muitos lisboetas continua a ser um ritual embora hoje seja a ginjinha a mais consumida.
Cumprimentos

Ana Marques Pereira disse...

João josé Horta Nobre,
Acho que nunca experimentei licor de alfarroba, mas no que respeita a licores a imginação humana não tem limites. Cumprimentos