Há alguns anos publiquei uns
postes em que apresentava peças em plástico que imitavam o vidro e chamei-lhes “plásticos
pretensiosos”.
Hoje ao encontrar estes
naperons e toalhas em plástico, não me ocorreu a mesma designação. Não sei
porquê, mas imagino que quando surgiram devem ter feito um sucesso enorme e
olho para estes exemplares mais antigos como os antecessores dos modernos
plásticos.
É verdade que algumas pessoas
ainda não conseguiram distinguir entre os plásticos descartáveis e os
reutilizáveis, que continuam a ter uma função importante.
Neste caso alguns já estavam
gomosos e outros apresentavam manchas. Qualquer outra pessoa agarrava neles e mandava-os
para a reciclagem. E lá ia uma parte da evolução dos hábitos domésticos.
Eu lavei-os, restaurei os que
tinham rasgos (como se fossem papel porque não conheço outra técnica),
endireitei-os, coloquei-lhes pó de talco para se não colarem e separei-os com
folhas de papel de seda. Depois meti-os num saco de plástico e vão ficar
guardados à espera de melhores dias.
Talvez no futuro possam ser usados como exemplos da evolução dos hábitos domésticos. E as donas de casa mais antigas vão olhar para eles com um sorriso.


























A sua representação em boneco de plástico é extremamente rara. Penso tratar-se de um boneco em celulóide, um termoplástico que foi muito usado em brinquedos, até aos anos 50. A sua fragilidade fez com que muitos desses objectos não chegassem aos nossos dias em boas condições. Este que consegui tem, como podem ver, fracturas na cabeça e faltam-lhe as extremidades dos pés. Mas provavelmente não vou encontrar outro, pelo que não hesitei em adquiri-lo. 
A grande vantagem do plástico foi sempre a sua versatibilidade e a capacidade de resistência, quando comparada com outros materiais como o vidro e a cerâmica.
Ao olhar para alguns desses objectos ocorreu-me a expressão que usei no título: «plásticos pretensiosos». Chamei-lhes assim porque pretendiam imitar o vidro ou a cerâmica.
Estes objectos a que chamei plásticos pretensiosos são cópias de vidros lapidados e existe uma extensa gama que inclui copos, pratos, compoteiras, caixas, etc. Há ainda outros que semelham a cerâmica.
Apesar do nome que lhes chamei acho-as agora objectos encantadores na sua ingenuidade. Aqui ficam alguns exemplos que fui guardando. Espero que gostem.