quarta-feira, 15 de outubro de 2025
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
A encenação da mesa. Uma longa caminhada.
Dia 19 de Janeiro às 18 horas vou falar no Teatro Romano, em Lisboa. Palestra com número limitado a 30 pessoas e necessidade de inscrição prévia (Participação gratuita, mediante reserva através do email reservas@museudelisboa.pt ou 215 818 530).
quinta-feira, 18 de março de 2021
O mês de Janeiro no Calandrier des Bergers
Ao organizar os livros
encontrei um conjunto de gravuras fac-simile da obra Le Calendrier des Bergers. Constituído por 12 gravuras inclui as
xilogravuras correspondentes aos doze meses do ano e aos signos do Zodíaco. As imagens
foram tiradas da obra homónima, de 1497, existente na Biblioteca Nacional de
França ou Biblioteca Mazarine.
Desde o século XII começou-se
a difundir o uso de calendários em livros para clérigos, que se apresentavam como
saltérios, missais ou martirológios. No final da Idade Média, os Livros de
Horas ainda começavam com um calendário indicando feriados religiosos.
No entanto os calendários dos
pastores são de natureza diferente. Trata-se de compilações para uso prático e
moral, destinadas a um público leigo. Existia uma visão romantizada dos
pastores, atribuindo-se-lhe um saber contemplativo, e era-lhes reconhecido um
conhecimento da ciência da alma, do corpo, das estrelas, da vida e da morte.
Neles surgiam conceitos de astrologia,
com a presença dos signos do zodíaco, as tábuas anatómicas, as danças macabras
ou por vezes do inferno. As representações das actividades agrícolas ou
artesanais para cada mês do ano, ajudavam a enriquecer o texto e tinham também
fins morais.
O primeiro Calendário dos pastores foi impresso em
Paris por Guy Marchant em 1491, mas foi reeditado várias vezes, em 1497, 1503,
1510, 1529 e 1541.
Apresento aqui o mês de
Janeiro, o meu preferido tal como nos Livros de Horas, por representar cenas de
interior, em que a mesa está sempre presente. A palavra Janeiro vem do latim
"januarius", de Janus. Na mitologia romana, Janus era o deus das
portas e passagens, no espaço e no tempo, como a passagem de um ano para o
outro. No final da Idade Média, Janus deu lugar a um homem idoso, que pode ser
encontrado nas representações dos meses de Inverno, como vemos aqui.
Se nos outros meses se
observam imagens agrícolas no exterior, no mês de Janeiro, devido ao mau tempo
e às geadas, o trabalho de cultivo está praticamente suspenso. Nesta
xilogravura, a cena é centrada no interior da habitação em que tanto o piso,
como os vidrais da janela, e as grandes dimensões da lareira de pedra nos dão
indicações sobre a riqueza da casa. A completar esta impressão está a mesa
coberta com a toalha, com o pão disperso e os objectos como o pichel, o copo, a
faca e o prato com uma ave. Uma criada apresenta ainda um prato coberto com
outro alimento.
Vamos encontrar imagens com
esta tipologia em muitos Livros de Horas, mais ou menos elaboradas, mas os meus
olhos, pelas razões que expliquei, recaem sempre em Janeiro.
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Conferência: «Saleiros: funcionalidade e simbologia»
| Saleiros Kangxi. Família verde. CMAG. |
| Saleiros Qianlong. Família rosa. CMAG |
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| Saleiro duplo. Porcelana. Colecção AMP. |
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| Saleiro de Francisco I. Benvenuto Cellini. Kunsthistorisches Museum. Viena de Austria |
quinta-feira, 30 de junho de 2016
A mesa dos banquetes dos Irmãos Grimm
Foram os responsáveis pela recolha de inúmeras histórias de fadas que se tornaram populares e entraram no imaginário das crianças de todo o mundo. Compilaram contos tradicionais tornando famosas histórias como A Bela Adormecida, A Branca de Neve, o Capuchinho Vermelho, a Cinderela, O Pequeno Polegar e muitos outros.
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| 1ª edição. Imagem tirada da internet. |
segunda-feira, 9 de março de 2015
Centro de Mesa Veyrat. Um bom filho à casa torna.
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| Centro de Mesa da baixela Veyrat- Foto Vasco Cunha Monteiro, Cabral Moncada Leilões |
| Sala de jantar do PNA (Foto AMP) |
| Centro de mesa Veyrat (Foto AMP) |
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| Fotografia antiga de Henrique Nunes |
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| Épergne feito por Thomas Pitts, V &A Museum, séc. XVIII |
| Pormenor do aquário do centro de mesa Veyrat (Foto AMP) |
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
A mesa natalícia da Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves
A mesa natalícia, recriada ao gosto do nosso século, cumpre duas funções: remete-nos para um ambiente familiar e comemora a época em que vivemos.














