Tem início no dia 30 de Outubro o curso acima mencionado que terá lugar na casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, em Lisboa.
Trata-se de um curso pós-laboral ministrado por mim e terá a duração de 2 horas com um pequeno intervalo a meio.
Estão programadas 4 sessões, às 5ª feiras, excepto no último dia que será à 6ª feira.
As inscrições estão já abertas e são limitadas ao espaço da sala.
Faço votos para que acham o tema aliciante e compareçam.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Gomes de Sá e o bacalhau de seu nome
José Luís Gomes de Sá,
nasceu no Porto, na então chamada rua de Cima do Muro, em 7 de Fevereiro de
1851. Esta rua, situada na frente ribeirinha, que viria a ser designada Rua dos
Bacalhoeiros era uma zona comercial onde davam entrada muitos dos alimentos que
vinham do sul, transportados por mar e que chegavam pelo rio.
A educação de Gomes de Sá
foi feita no domicílio e ainda novo passou a administrar um armazém de
comercialização de bacalhau. Um incêndio destruir-lhe-ia o negócio e levou-o à
falência tendo então sido acusado de quebra fraudulenta. Valeu-lhe então um
amigo que nele confiou e que lhe propôs sociedade. Tratava-se de um conhecido
comerciante, estabelecido com loja de fazendas, Bernardo da Silva Dâmaso. A
sociedade que passou a designar-se Dâmaso & Cª, Ltd, ficava situada na rua
Cândido dos Reis e só terminaria com a morte de Gomes de Sá, em Março de 1926. É
provável que a sociedade tivesse mudado de local porque em 1905, foi feito por
esta firma uma pedido para construir um prédio no novo bairro das Carmelitas,
em frente às Galerias de Paris, actual nome da zona e que em 1903 havia sido
planeada para receber uma cobertura de vidro.
Gomes de Sá, para além de ter
sido comerciante de bacalhau, foi um gastrónomo e assim o descreveu na sua
biografia o Frederico António Ferreira de Simas (1872 -1945), oficial de
artilharia do Exército que durante a Primeira República Portuguesa foi Ministro
da Instrução Pública e mais tarde Ministro do Comércio e Comunicações. Ferreira
Simas teve intervenção em várias outras instituições, mas é aqui mencionado por
fazer parte do «Circulo Gomes de Sá». Tratava-se de uma instituição de
beneficência lisboeta, de que nada consegui esclarecer, mas que se reunia às 6ª
feiras para um almoço onde os sócios comiam bacalhau à Gomes de Sá, na década
de 1940.
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| Rua Galeria de Paris, Porto. Fotografia tirada da internet |
Gomes de Sá era um
apreciador de pastéis de bacalhau, chamados no Porto «Bolinhos de bacalhau» e
foi com base nessa receita que imaginou o bacalhau que tomaria o seu nome. Ao
suprimir a farinha, escalfar o bacalhau no leite, realçando o seu gosto com a
cebola alourada às rodelas e passando o ovo a ser cozido, criou um novo prato. A
mistura dos vários elementos com azeite e a indispensável ida ao forno para
homogeneizar os sabores fez o resto.
A receita entregou-a o autor
ao proprietário do «Restaurante Lisbonense», que ficava na Rua Sá da Bandeira,
no Porto, com a recomendação de nada alterar. Tenho para mim que o erro mais
crasso e que mais altera esta receita é o facto de alguns restaurantes não
levarem o prato ao forno, o que o transforma numa mistura sem alma.
Este texto, recordando Gomes
de Sá, é uma pequena forma de agradecimento por ter criado uma das formas de
apresentar bacalhau que mais aprecio.
Esta receita de bacalhau não
ficou sendo mais uma das «Cem maneiras de cozinhar bacalhau», mas uma das mais
saborosas e preferidas pelos portugueses, entre os quais me incluo.
domingo, 12 de outubro de 2014
Palestra: «Seguir os conselhos de Hipócrates...»
No dia 16 de Outubro, Dia Mundial da Alimentação, vou falar em Coimbra sobre "Nutrição e Cancro".
Sob o título «Seguir os conselhos de Hipócrates...» farei uma abordagem histórica, seguida de conceitos teóricos e conselhos práticos. Irei mostrar com Hipócrates, no século IV aC, estava certo e o seu discurso era actual.
A palestra terá lugar no Instituto Justiça e Paz e terá início ás 18,30.
Para quem viver em Coimbra e lhe interessar o tema apareça porque a entrada é livre.
sábado, 11 de outubro de 2014
Exposição: "Vamos pôr tudo em pratos limpos"
Já inaugurou a exposição sobre pratos no Centro de Artes Culinárias, em Lisboa. A entrada é livre.
Não deixem de ir ver algumas interessantes amostras deste tema infindável e curioso.
Não deixem de ir ver algumas interessantes amostras deste tema infindável e curioso.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Palestra «A Ginjinha de Lisboa»
É já este sábado dia 12 de
Outubro, às 15 horas, que vou falar sobre este tema no «Grupo Amigos de Lisboa».
A sessão tem lugar na sede
da associação na Rua Portugal Durão, 58 A, paralela à Rua da Beneficência e ao
lado do Mercado Municipal do Rego, em Lisboa.
Embora seja dirigido aos
sócios a entrada é livre e portanto quem estiver interessado pode aparecer.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
II Colóquio de Olisipografia - LISBOA NA RUA
A 23 e 24 de Outubro no
Auditório CGD do ISEG, a Câmara Municipal de Lisboa apresenta o II Colóquio de
Olisipografia sob o tema “Lisboa na Rua”.
Eu estarei presente no dia 23 para falar sobre:
«A rota dos licores na Baixa Lisboeta»
Durante o colóquio serão apresentadas
comunicações que retratarão as várias formas de ocupação do espaço público
lisboeta, agrupadas em 4 painéis temáticos: Estar/Desenhar, Pintar/Fazer,
Dançar/Passear e Prevaricar/Vigiar.
Rua do Quelhas, nº 6, LISBOA
Datas:
23
e 24 de Outubro de 2014
Entrada Livre | Inscrição obrigatória até dia 13 de Outubro
Destinado ao público em
geral sujeito a inscrição prévia para dmrh.ddf@cm-lisboa.pt.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Um fruta exótica: a pitaia
Vi este este fruto pela primeira vez há alguns
anos num mercado aberto em Viena de Áustria e despertou-me a curiosidade pela
sua beleza. Reencontrei-o agora no mercado da Ribeira e não resiste a
experimentá-lo.
![]() |
| Fotografia tirada da internet |
A planta que dá esta fruta
pertence à família dos cactos e o seu nome botânico é Hylocereus undatus. A pitaia vermelha tem dois tipos: a de polpa
roxa e a de polpa branca, mas ambas apresentam no seu interior múltiplas
sementes dispersas. Existe também uma variedade de casca amarela (Selenicereus megalanthus), que parece
ser mais adocicada, mas que não experimentei.
É um fruto nativo da América
Central onde se sabe existir desde o século XIII, mas presentemente é sobretudo
produzida no Vietname e na Malásia. À Europa chegou na década de 1990 e pelos
vistos chegou agora a Portugal ou só agora eu dei por ela.
Há quem diga que o sabor é
uma mistura de melão e kiwi, mas devem ser papilas gustativas muito delicadas,
porque a mim não me soube a nada. A grande beleza exterior do fruto, designada dragonfruit em inglês (fruto do dragão,
devido ás escamas), contrasta com o seu sabor (ou ausência) e é por isso que
tem sobretudo utilidade como fruta decorativa. São-lhe atribuídas inúmeras
propriedades medicinais, além de ter altos níveis de vitamina C, fibras e
anti-oxidantes.
Mas voltando à terra, é um
fruto caro (14 euros o kg, o que dá quase 4 euros um fruto) e, a não ser que se
seja fanático das suas propriedades naturais, aconselho o seu uso em doces,
como gelatinas ou gelados, em que sobretudo as de polpa vermelha permitem fazer camadas de
cor contrastante e surpreendente. Mas não há como experimentar.
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