sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Alphabet pour les Petits

Passei os últimos dias numa reunião, o que me impediu de escrever. Apresento-lhes hoje um livro infantil francês, provavelmente dos anos 40, "Alphabet pour les Petits".
 De excelente qualidade gráfica, mal representada pelas fotografias que não ficaram da melhor qualidade, dele seleccionei apenas as letras relacionadas com assuntos alimentares. 
Uma obsessão. É verdade. Mas tenho de fazer jus ao título do blog.



terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Prémio Dardos

Não é a primeira vez que a minha amiga Sofia, do blog Defender o Quadrado, me atribui um prémio, desses que implicam uma corrente de nomeações. Uma vez nomeada, a “vítima”, tem que escolher um determinado número de blogues da sua preferência que considera deverem receber também um prémio.
Nunca o fiz, mas hoje decidi-me a participar. Em primeiro lugar para agradecer à Sofia a escolha do meu blog e me redimir das vezes em que não dei seguimento aos prémios. Mas também talvez porque simpatizei com o símbolo do prémio: a imagem de uma dama antiga que parece saída de um rótulo de chocolate.

Transcrevo o que me foi dito sobre o mesmo:
“O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc.... que, em suma, demonstrem a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras e as suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”.
Como tenho que nomear entre 5 e 15 blogues, e os meus links não são muitos, podia dizer que eram esses.
Decido-me porém por apenas 5, por uma questão prática.
- Sala da Lá
- Rua dos Dias que voam
- Herdeiro de Aécio (desculpa, sei que também não gostas de correntes)
- Santa Nostalgia
- Pedro Rolo Duarte
O prémio fica agora nas vossas mãos.

sábado, 6 de novembro de 2010

2 - Waldorf, a Salada

Após ter falado no edifício, tenho que mencionar uma figura chave no início do funcionamento do Hotel Waldorf-Astoria: Oscar Michel Tschirky (1866-1950), de origem suíça, que anteriormente havia trabalhado no restaurante Delmonico. Foi “maitre de hotel” no Waldorf onde trabalhou de 1893 a 1943. A sua acção neste hotel foi de tal modo importante que ficou conhecido como o "Oscar do Waldorf".
Oscar Tschirky junto ao relógio do hall principal, em 1944
No espólio do Hotel, que já referi, encontra-se um frasco de “Relish” que tem o seu nome no rótulo e que mostra como a sua acção foi ecléctica.
No livro que publicou em 1896, “The Cook Book”, incluía já a sua mais famosa criação: a “Salada Waldorf”. Inicialmente feita com aipo, maçã e maionese, viria depois a incluir também nozes.
A fama desta salada foi tal que Cole Porter a consagrou numa canção de sucesso, «You are the Top», mais tarde interpretada por Ella Fitgerald e outros.


Não é no entanto linear a paternidade desta salada. Há quem atribua a Salada Waldorf a Auguste Escoffier. Não me parece provável. No seu Livro «Guide Culinaire», ela surge integrada no capítulo das saladas, mas sem qualquer relevância que nos leve a essa teoria. Seria interessante consultar toda a documentação deixada por Oscar Tschirky que, para além de incluir receitas, tem papéis de reconhecimento escritos por pessoas notáveis, apontamentos sobre a vida no Hotel e sobre a sua actividade e um notável colecção de menus e que presentemente se encontram na Divisão de Manuscritos e Documentos Raros da Biblioteca da Universidade de Cornell.

Vejamos a receita:

INGREDIENTES
100 gr de nozes com casca, 250 gr de talos de aipo, 250 gr de maçãs, 1/2 chávena de maionese, 2 colheres de sopa de sumo de limão.
PREPARAÇÃO:
- Quebre as nozes e pique-as. Descasque os talos de aipo, isto é, retire os fios e corte-os em tiras finas. Descasque as maçãs, que se cortam em quadrados e se regam com o limão. Numa saladeira coloque as nozes, o aipo e as maçãs. Misture-lhe a maionese. Conserve no frigorífico até à altura de servir.
Esta salada pode também ser servida sobre folhas de alface, ou de endívias, como entrada.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

1- Waldorf=Astoria, o Hotel

Há vários hotéis de luxo em Nova Iorque, mas nenhum tem o charme do Waldorf=Astoria. Numa das primeiras vezes que visitei a cidade entrei, intimidada, no hall do Hotel. Fui passando curiosamente os olhos por todos os pormenores e a imagem que recordo não é sobreponível à actual. Efeitos da minha imaginação provavelmente porque o hotel, à excepção da renovação progressiva dos quartos, mantém as suas características idênticas, tal como o grande relógio central da zona da recepção(que data de 1940), a iluminação velada ou a fofa alcatifa que absorve o som dos nossos passos. Quando pela primeira vez tive a possibilidade de aí ficar, foi para mim a concretização de um sonho. Gosto de hotéis com história e este tem seguramente uma longa história, rica de detalhes.
O Waldorf Hotel (futuro Waldorf=Astoria), em Nova Iorque, foi inaugurado por William Waldorf Astor, em Março de 1893, na esquina da 5ª avenida com a rua 34. Era, à época, o mais luxuoso do mundo. Quatro anos depois o primo de Waldorf construiu, junto a este, um hotel de 17 andares chamado Hotel Astoria. Este primo viria a morrer no desastre do Titanic, em 1912, a que se seguiu a morte de Waldorf em 1919. Apesar de todo o luxo o progresso da vida moderna não o poupou. Em 1929 o Waldorf-Astoria fechava para ser destruído e dar lugar à construção do Empire State Building. Mas no dia 1 de Outubro de 1931 abria um novo Waldorf=Astoria, no local onde agora se encontra, isto é, entre a Park Avenue e a Lexigton. Era nessa data um moderno hotel com características Art Deco, projecto dos arquitectos Schultze e Weaver. Um hotel de luxo, mítico, que serviu de cenário a vários filmes o mais conhecido dos quais o “Fim de Semana no Waldorf”, com Ginger Rogers. O hotel tem sido palco de luxuosas festas e por ele passaram os principais nomes da realeza, da sociedade internacional, bem como os mais proeminentes políticos mundiais. Para além disso o hotel foi sempre usado como base de actividades para promover eventos de empresas e pessoas consideradas importantes. Ainda hoje, num pequeno corredor perto da recepção, algumas montras, transformadas em museu, mostram-nos fotos de várias pessoas famosas como Julia Child ou o Duque de Windsor e sua mulher. Entre os nomes da realeza referimos a princesa Eulália da Espanha, o Principe do Sião, o principe Henrique da Prússia, entre outros. Em Outubro de 1942 o Walforf=Astoria foi adquirido por Conrad Hilton e em 2006 passou para as mãos da empresa Hotel Hilton, mantendo sempre o seu nome e características. Apesar dos seus quartos pequenos para os conceitos actuais, o Hotel mantém todo o seu charme incial. Percorrer os seus corredores e salões ou sentar-se calmamente no hall a assistir ao movimento, mantém-se um prazer.

domingo, 31 de outubro de 2010

Odol, uma pintura existente no MoMA

Recordo hoje a minha ida ao MoMA (Museum of Modern Art) de Nova Iorque.
Fui numa quarta-feira à tarde, em que a visita é grátis das 16 ás 20 horas. Cá fora existia uma fila para receber bilhetes, que desaparecia rapidamente. Lá dentro parecia uma festa. Imensos jovens distribuíam-se pelas salas, enquanto outros conversavam no hall de entrada ou descansavam no jardim. No 1º piso a instalação de um microfone permitia uma performance improvisada em que as pessoas se limitavam a gritar ao microfone. Os gritos, com diferentes características, ecoavam pelo museu. Uma experiência seguramente libertadora para os visitantes actuantes, mas progressivamente incomodativa, à medida que a visita se prolongava.
Apesar de detestar multidões achei graça aquela acumulação de visitantes que aproveitavam a “borla”.

Sobre as obras expostas limito-me hoje a falar num dos quadros que fotografei. Nos USA pode fotografar-se nos museus desde que não se use flash, uma prática que adoro.

Trata-se do quadro de 1924, designado ODOL, da autoria de Stuart Davies (1892-1964). O autor, de origem americana, foi um precursor na representação de marcas, muito antes de Andy Warhol e de outras artistas da Pop Art. Pintou quadros com arranha-céus, estações de gasolina, frontarias de armazéns e assuntos relacionados com música de jazz. Nos anos 20 começou a pintar em estilo cubista representando imagens de objectos correntes, como um pacote de tabaco “Lucky Strike”, em 1921 e este “Odol”, de 1924.
O meu interesse no quadro, vem não só da representação do quadro em si, mas também no produto representado. A embalagem, de forma original, com o gargalo inclinado para facilitar a saída gota-a-gota tornou-se num símbolo icónico, tal como a garrafa da Coca-Cola.
O Odol é um antiséptico bucal, criado no final do século XIX por um farmacêutico, Karl August Lingner, e um químico, Richard Seifert. Esta água desinfectante foi buscar o nome ao grego Odus (de dente) e ao latim Oleum (óleo). Desde o seu início os produtores apostaram em campanhas publicitárias para divulgar o produto. Isso fez com que se tornasse, nas primeiras décadas do século XX, no produto mais conhecido da Alemanha. Mas não ficou por aí a divulgação deste elixir. Foi também vendido nos Estados Unidos, no Brasil e na Europa. Tudo isto acompanhado de publicidade. E, se consegui encontrar publicidade nestes países, como por exemplo a existente na edição de Natal do “O Cruzeiro”, de 1928, com um anúncio ilustrado por Emiliano Di Cavalcanti, tal não foi possível até ao momento para Portugal. Mas ficarão seguramente surpreendidos, como eu fiquei, quando descobri que um dos frascos em vidro branco coalhado que possuía era de Odol. Mais ainda quando soube que foi fabricado pela Fábrica Gaivotas de Lisboa. Seria apenas para o mercado nacional ou destinar-se-ia à exportação? Não sei responder. O frasco já não tem rótulo mas na sua base está escrito Odol, o que não deixa lugar a dúvidas. Esta parece uma história daquelas que vemos na televisão em que contam um evento num país distante. No meio da notícia há referência a um português. Ficamos com a ideia de que há sempre um português presente. Foi o caso da fabricação deste frasco de Odol .

Hoje em dia o mesmo continua a ser vendido, com o mesmo formato, mas agora já é em plástico. Evoluções.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Objecto Mistério Nº 19. Resposta: Pinça para tirar pés dos morangos

Quando vi o objecto pensei que se tratava de um utensílio para morangos e julgava que o desafio iria ser mais fácil. Claro que a etiqueta que identificava a peça ajudou, mas a principal razão foi porque valorizei as bolinhas que semelham as sementes e que são visíveis sobretudo se se ampliar a foto.
Ainda não o usei mas na realidade destina-se a segurar no pé do morango, para o rodar e extrair.
Apesar de não estarmos na época ainda pensei em ir ao mercado procurar morangos e apresentar a imagem completa. Mas a forte chuvada sobre Lisboa fez-me desistir. Em substituição apresento um belo prato de morangos das Caldas.

A propósito lembrei-me que é interessante que tenham sido os frutos vermelhos os primeiros a justificar o uso de garfo, no final da Idade Média, então ainda apenas com um dente, isto é, tipo espeto, para evitar que as damas elegantes não sujassem as mãos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Objecto Mistério Nº 19 - Ajuda


Como ninguém acertou, nem andou lá perto, vou dar uma ajuda.


Carregando no botão verde da extremidade abrem-se umas garras.


A cor e aspecto do objecto não fazem lembrar alguma coisa?


Penso que fica mais fácil.