Numa visita rápida a Portel aproveitei para tirar fotografias de algumas chaminés, "tipo de caça” a que me dedico desde há alguns anos.Os ingleses preferem a observação dos pássaros com binóculos (birdwatching). Em Portugal, embora essa ideia se tenha vindo a divulgar, o tiro às aves continua a ser o preferido.
Ganhei este hábito desde que comecei a investigar cozinhas e chaminés para o meu primeiro livro sobre o tema. Como tenho pronto, mas não publicado, um segundo livro sobre este tema, agora dedicado às cozinhas populares, não consegui ainda parar.
Aqui lhes deixo algumas imagens de chaminés, a maioria de escuta, assim chamadas porque permitiam aos habitantes das casas ouvir as conversas na rua quando se aproximavam da chaminé. Uma grande maioria traduz-se por uma saliência no plano da fachada.
Sempre de grandes dimensões, apresentam uma forma paralelipídica truncada, com a extremidade superior com orifícios de saída de fumo laterais, situadas em cada uma das faces mais compridas do rectângulo. Nalgumas delas podem-se observar-se pequenas cantarinhas de barro, decorativas, nas duas extremidades.
Correspondem interiormente a uma lareira, igualmente de grandes dimensões, situada na habitação exterior, e localizam-se imediatamente junto à porta de entrada.





Um deles reproduzia uma majorette americana vestida de encarnado, com um curtos calções e um blusa ainda mais curta que, segundo uma entrevista dada pelo fundador da fábrica
E chegamos agora ao segundo postal que recolhi e que se trata de um anúncio sobre um concurso de design Licor Beirão. Com a imagem tradicional da placa de madeira em várias cores, num grafismo tipo Andy Wharhol, segue as pisadas do fundador da casa e procura manter vivo o imaginário da bebida, agora renovada pela nova geração herdeira.
E para finalizar, deixo a imagem de dois suportes de guardanapo, dos anos 60-70, da minha colecção e que aguardavam um momento para serem apresentados.

Origem: Oferta da minha amiga Graça Pericão (Coimbra)
Nota: observei um semelhante, pintado, na Casa de Foz de Arouce, Lousã, Coimbra. O Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães possui um exemplar idêntico, em prata, do século XIX.






A sua forma e o desenho da caixa sugerem que são dos anos 20-30. Não estão identificadas e foram adquiridas em Amesterdão.
As suas dimensões pequenas (10 cm) mostram que eram usadas em copos de cocktail também designados por copos de Martini. A sua forma é cónica e leva cerca de 250 ml de líquido. Assenta num pé alto, que permite segurar a bebida e evitar que esta aqueça e este, por sua vez, assenta numa base achatada.
Para a realização de cocktails usam-se mais frequentemente os copos misturadores (shakers), onde se introduzem os vários tipos de bebidas, ou sumos, que se pretendem misturar e os cubos de gelo. Agitam-se e passam-se por um coador (straine) ou, nos casos em que o copo misturador tem coador, utiliza-se este.
No entanto as coisas complicam-se quando os copos misturadores têm no seu interior uma vareta misturadora. Nesse caso não é necessário agitar o copo mas apenas carregar no botão.
A minha maior dificuldade foi tentar utilizar os termos correctos relacionados com os acessórios de cocktail em português, o que é sempre uma das minhas preocupações. Optei pela "vareta misturadora", mas estou pronta a reconhecer que existe algum termo mais adequado, se algum especialista na área achar que me deve corrigir.