Nome: Escalfador de ovosDescrição: Objecto em metal, de secção oval (pode também ser circular), com uma placa interior móvel, com orifícios destinados a colocar os ovos. No centro da placa encontra-se uma haste vertical com um pé, que permite introduzir e retirar os ovos da água quente, onde são imersos.
Material: folha de Flandres pintada.
Época: Século XIX
Marcas: Não tem.
Origem: Oferta da minha amiga Graça Pericão (Coimbra)Grupo a que pertence: Equipamento culinário
Função Geral: Recipiente para cozimento de alimentos
Função Específica: Cozer ou escalfar ovos
Nº inventário: 728
Outros exemplos: Utensílio eléctrico para o mesmo fim.
Nota: observei um semelhante, pintado, na Casa de Foz de Arouce, Lousã, Coimbra. O Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães possui um exemplar idêntico, em prata, do século XIX.
Outros exemplos: Utensílio eléctrico para o mesmo fim.
Nota: observei um semelhante, pintado, na Casa de Foz de Arouce, Lousã, Coimbra. O Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães possui um exemplar idêntico, em prata, do século XIX.







A sua forma e o desenho da caixa sugerem que são dos anos 20-30. Não estão identificadas e foram adquiridas em Amesterdão.
As suas dimensões pequenas (10 cm) mostram que eram usadas em copos de cocktail também designados por copos de Martini. A sua forma é cónica e leva cerca de 250 ml de líquido. Assenta num pé alto, que permite segurar a bebida e evitar que esta aqueça e este, por sua vez, assenta numa base achatada.
Para a realização de cocktails usam-se mais frequentemente os copos misturadores (shakers), onde se introduzem os vários tipos de bebidas, ou sumos, que se pretendem misturar e os cubos de gelo. Agitam-se e passam-se por um coador (straine) ou, nos casos em que o copo misturador tem coador, utiliza-se este.
No entanto as coisas complicam-se quando os copos misturadores têm no seu interior uma vareta misturadora. Nesse caso não é necessário agitar o copo mas apenas carregar no botão.
A minha maior dificuldade foi tentar utilizar os termos correctos relacionados com os acessórios de cocktail em português, o que é sempre uma das minhas preocupações. Optei pela "vareta misturadora", mas estou pronta a reconhecer que existe algum termo mais adequado, se algum especialista na área achar que me deve corrigir.




A primeira edição é normalmente referida como sendo de 1904, mas penso que esta é a primeira edição em forma de livro, após a publicação em fascículos «para que fique ao alcance das bolsas menos abastadas». Cada fascículo semanal de 16 páginas custava 40 réis. Cada um destes fascículos tinha uma capilha com uma gravura de cozinha diferente da que aparece depois no livro. É a representação de uma cozinha mais antiga, com quatro criadas em várias funções, substituída depois por uma gravura em que se observa apenas uma criada jovem frente a uma chaminé e com uma mesa de cozinha central.
A estas edições, consideradas como primeiras, segue-se uma segunda edição em 1921, ampliada, e uma nova edição em 1947. Contudo algumas publicações não têm data o que dificulta a identificação. Modernamente surgiram novas edições em 1975, 1982 e em 1995, esta última considerada como 2º edição pela D. Quixote.
Bandeira de Melo foi um dos seus directores (Alfredo Alves. Asilos femininos. II. Anais..., 1913, 7-8, 246-7).